Jules Bernard Luys
| Jules Bernard Luys | |
|---|---|
![]() Jules Bernard Luys | |
| Conhecido(a) por | Descoberta do núcleo subtalâmico (corpus Luysii) |
| Nascimento | 17 de agosto de 1828 |
| Morte | 21 de agosto de 1897 |
| Nacionalidade | Francês |
| Carreira científica | |
| Campo(s) | Neurologia, Neuroanatomia, Neuropsiquiatria |
Jules Bernard Luys (17 de agosto de 1828 – 21 de agosto de 1897) foi um neurologista francês que fez contribuições importantes para os campos da neuroanatomia e da neuropsiquiatria.
Vida
Nascido em Paris em 17 de agosto de 1828, Luys tornou-se doutor em medicina em 1857 e conduziu pesquisas extensas sobre a anatomia, patologia e funções do sistema nervoso central. Em 1865, publicou um tratado intitulado Estudos sobre a Estrutura, Funções e Doenças do Sistema Cérebro-Espinal, acompanhado por um atlas tridimensional desenhado à mão do cérebro. Foi nesse livro que Luys forneceu a primeira descrição da estrutura hoje conhecida como núcleo subtalâmico. Luys denominou esse núcleo de bandelette accessoire des olives supérieures (faixa acessória das olivas superiores) e concluiu que era um centro para a dispersão da influência cerebelar sobre o corpo estriado. Luys também traçou a projeção do núcleo subtalâmico para o globo pálido e a projeção para o núcleo subtalâmico a partir do córtex cerebral. Hoje, essas vias e estruturas são consideradas centrais para a fisiopatologia da doença de Parkinson, sendo o núcleo subtalâmico um dos principais alvos para a estimulação cerebral profunda.[1][2]
Em reconhecimento à descoberta de Luys, Auguste Forel (1848–1931) deu ao núcleo subtalâmico o nome de corpus Luysii (corpo de Luys), um nome ainda ocasionalmente usado hoje.[1][2]
Em 1873, Luys publicou o primeiro atlas fotográfico sobre o cérebro e o sistema nervoso: Iconographie Photographique des Centres Nerveux. O atlas continha setenta impressões em albumina de seções frontais, sagitals e horizontais do cérebro. Algumas delas foram ampliadas com microscópio, mas a maioria representava a neuroanatomia macroscópica. Apesar da popularidade da fotografia como uma nova ferramenta de visualização, a publicação da Iconographie não levou a uma proliferação de atlas fotográficos neuroanatômicos nas décadas seguintes. No entanto, Edward Flatau publicou um atlas desse tipo em 1894.[1][2]
Em colaboração com seu amigo Benjamin Ball, ele fundou em 1881 a revista L'Encéphale.[1][2]
Referências
- ↑ a b c d Parent, André (2002). Jules Bernard Luys: A Singular Figure of 19th Century Neurology. The Canadian Journal of Neurological Sciences 29(3): 282–288 ([1]).
- ↑ a b c d Luys, J., "The Latest Discoveries in Hypnotism: I", Fortnightly Review, Vol.47, No.282, (Junho de 1890), pp. 896–921; "The Latest Discoveries in Hypnotism: II", No.284, (Agosto de 1890), pp. 168–183. (reimpresso em [2] e [3].)
Fontes
- Luys, Jules Bernard. Recherches sur le système cérébro-spinal, sa structure, ses fonctions et ses maladies. Paris: Baillière, 1865.
- De Rijcke, Sarah (2008). Light Tries the Expert Eye: Photography and Objectivity in Nineteenth Century Macroscopic Neuroanatomy. Journal of the History of the Neurosciences 17(3): 349–366.
