José Marsillac

José Alfredo Marsillac
Nome completoJosé Alfredo Montes de Marsillac
Conhecido(a) porEngenheiro Marsillac
Nascimento
Morte
11 de julho de 1985 (81 anos)

Nacionalidadebrasileira
OcupaçãoEngenheiro ferroviário

José Alfredo Montes de Marsillac (Aracaju, 1904Campinas, 11 de julho de 1985) foi um engenheiro brasileiro e combatente da Revolução Constitucionalista de 1932.[1]

Biografia

Nascido em Sergipe filho do coronel Manoel de Marsillac Mota e de Maria Glória Montes, ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde, aos 19 anos, graduou-se em engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro.[1]

Em 1924 transferiu-se para São Paulo, vindo a trabalhar no ramal Mairinque-Santos da Estrada de Ferro Sorocabana, destacando-se pelo seu trabalho na área de obras de concreto armado, em uma época em que o uso desse material em pontes ferroviárias era muito questionado. Engenheiro projetista, desenvolveu várias técnicas para a construção de estradas e túneis. Em 1929, foi convidado a trabalhar na Companhia Paulista de Estradas de Ferro, e transferiu-se-se para Jundiaí.[2]

Quando teve início a Revolução de 1932, o engenheiro se alistou no Exército Constitucionalista e atuou na defesa do Túnel da Mantiqueira, localizado na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, entre os municípios de Cruzeiro e Passa Quatro. Nessa área aconteceram os confrontos mais violentos e houve o maior número de baixas dentre todas as frentes de combate. No dia 11 de setembro, durante um confronto, Marsillac foi atingido por um estilhaço de granada e ficou praticamente cego.[2]

Mesmo depois de perder 99% de visão, o engenheiro Marsillac ainda trabalhou por muitos anos na Companhia Paulista.[1]

Em sua homenagem, seu nome foi dado a uma estação da linha Mairinque-Santos, inaugurada em 1934. Posteriormente, o nome da estação passaria a designar o distrito mais meridional da cidade de São Paulo - Marsilac.

José Alfredo de Marsillac continuou a trabalhar em projetos e a escrever livros, até sua morte em Campinas no ano de 1985, foi sepultado no Cemitério da Consolação.[3]

Referências

  1. a b c Oliveira, Abrahão de (12 de julho de 2016). «O Engenheiro Cego De São Paulo: A História de José Marsillac». SP In Foco. Consultado em 6 de julho de 2025. Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2024 
  2. a b Breternitz, V. J. (11 de novembro de 2019). «O ENGENHEIRO MARSILLAC VIVEU EM NOSSA CIDADE». JUNDIAHY ANTIGA. Consultado em 6 de julho de 2025. Cópia arquivada em 21 de dezembro de 2023 
  3. «Engenheiro Marsillac». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 13 de julho de 1985. Consultado em 6 de julho de 2025