José Magalhães Costa
| José Magalhães Costa | |
|---|---|
| Nascimento | 18 de setembro de 1890 Ribas |
| Morte | 10 de dezembro de 1948 |
| Cidadania | Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | jornalista, padre, docente |
José de Magalhães Alves Costa, igualmente conhecido como Padre José Magalhães Costa (Ribas, Celorico de Basto, 18 de Novembro de 1890 – 10 de Dezembro de 1948), foi um sacerdote, professor, investigador e jornalista português.
Biografia
Nasceu em 18 de Novembro de 1890, no lugar de Quintã, na freguesia de Ribas do concelho de Celorico de Basto, filho de Francisco Magalhães Alves e de Francisca Magalhães Costa.[1] Frequentou o Liceu de Guimarães e depois o Seminário de Braga, onde estudou teologia.[1] Porém, os seus estudos foram interrompidos quando esteve preso durante cerca de dois anos na Penitenciária de Coimbra, alegadamente devido ao seu envolvimento numa sublevação monárquica em Celorico de Basto.[1] Foi libertado em 1914, podendo então concluir o curso, tendo sido ordenado como sacerdote em 1916.[1] Em 1919 foi nomeado como padre da freguesia de Ribas.[1]
Em 1933 tornou-se director do jornal Diário do Minho, e nesse ano também começou a ensinar ciências físico-químicas no Seminário Menor da Arquidiocese, tendo ocupado ambas as posições a convite do arcebispo primaz.[1] Deixou uma vasta obra, dispersa em livros, jornais e revistas, sobre vários temas, incluindo fotografia, ciências físico-químicas, história e as sagradas escrituras.[1] O seu trabalho Um delito de Opinião foi baseado em apontamentos produzidos durante a sua prisão em Coimbra.[1] Em 1942 estudou o Povoado do Crasto, um antigo castro da Idade do Bronze no concelho de Mondim de Basto, tendo referido a presença de «resto de muralha e três casinhas redondas de pedra miúda enterradas no chão ate uns 60 ou 70 cm de altura».[2]
Faleceu em 10 de Dezembro de 1948,[1] e o funeral foi organizado no dia 12, tendo o corpo sido depositado no cemitério de Ribas.[3]
Um busto de Magalhães Costa foi colocado no jardim em frente da Igreja Paroquial de Ribas.[4]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i SILVA, Orlando (16 de Maio de 2014). «Ribas». O Povo de Basto. Ano XX (319). p. 15. Consultado em 3 de Março de 2024 – via Issuu
- ↑ SILVA, Orlando (30 de Outubro de 2012). «Património Arqueológico». O Povo de Basto. Ano XVIII (307). Consultado em 4 de Março de 2024 – via Issuu
- ↑ «De luto». Diário de Lisboa. Ano 28 (9354). Lisboa: Renascença Gráfica. 12 de Dezembro de 1948. p. 7. Consultado em 3 de Março de 2024 – via Casa Comum / Fundação Mário Soares
- ↑ DINIS, António (2001). «Igreja Paroquial de Ribas / Igreja de São Salvador». Sistema de Informação para o Património Arquitectónico. Direcção-Geral do Património Cultural. Consultado em 3 de Março de 2024