José Francisco Xavier de Carvalho e Daun

José Francisco Xavier Maria de Carvalho Melo e Daun (Lisboa, 1 de abril de 1753 – Lisboa, 1 de janeiro de 1821) foi nobre e militar português, 3.º marquês de Pombal, 3.º conde de Oeiras e 1.º conde da Redinha ([1]).

Foi comendador da Ordem de Santiago e coronel da Casa Real. Administrou o morgado instituído por seu pai, cuja cabeça era a Quinta de Montalvão, situada na freguesia de Santa Maria dos Olivais, nos arredores de Lisboa ([2]).

Segundo a Resenha das famílias titulares e grandes de Portugal, de Albano da Silveira Pinto e do Visconde de Sanches de Baena, o 1.º marquês de Pombal e sua segunda esposa, Leonor Ernestina, instituíram em 1776 um segundo vínculo familiar, com o objetivo de assegurar a continuidade patrimonial da casa ([3]):

O 1.º marquês de Pombal e sua segunda mulher instituíram, a 16 de agosto de 1776, um novo vínculo patrimonial, destinado a perpetuar a família e garantir a sucessão das casas nobres, unindo-as em caso de extinção de uma das linhas sucessórias, conforme escritura pública e posterior confirmação régia.

Por alvará de 11 de agosto de 1776, José I confirmou a doação da Quinta de Montalvão como vínculo hereditário, dispensando a aplicação da lei mental, e concedeu-lhe o título de conde da Redinha, por carta datada de 20 de agosto do mesmo ano ([4]).

Após o falecimento de seu irmão mais velho, Henrique José de Carvalho e Melo, em 26 de maio de 1812, sem descendência legítima, José Francisco herdou os títulos e vínculos principais da família, tornando-se o 3.º marquês de Pombal e 3.º conde de Oeiras ([1]).

Dados genealógicos e heráldicos

Era o quinto filho do 1.º marquês de Pombal, ministro de José I de Portugal, e de sua esposa Leonor Ernestina Eva Volfanga Josefa.

Casou-se pela primeira vez em 12 de abril de 1768, com Isabel Juliana de Sousa, filha de Vicente de Sousa Coutinho. O casamento foi anulado por decreto de 18 de junho de 1772 ([5]).

Contraiu segundas núpcias em 24 de setembro de 1776, com Francisca de Paula de Pópulo de Lorena, filha de Nuno Gaspar de Lorena e de Maria Inácia da Silveira, neta de Bernardo José de Lorena e Silveira, 5.º conde de Sarzedas ([6]).

Do segundo casamento nasceu:

  • Nuno Gaspar de Carvalho Daun e Lorena (15 de janeiro de 179314 de maio de 1865), 3.º conde da Redinha, que se casou em primeiras núpcias com Maria Vitória de Sampaio Melo e Castro, dama da rainha Maria II de Portugal, e em segundas núpcias com Maria Efigénia Teles de Melo de Almeida Baena Leite Malheiros de Lencastre ([6]).

O brasão de armas da casa da Redinha era o mesmo da casa de Pombal: em campo de azul, uma estrela de ouro, acompanhada de uma quaderna de crescentes de prata.

Referências

  1. a b Torres 1904, p. 137.
  2. Pinto & Baena 1865, p. 277.
  3. Pinto & Baena 1865, pp. 277–279.
  4. Pinto & Baena 1865, pp. 279–280.
  5. Palmela 1883, p. 416.
  6. a b Torres 1904, p. 138.

Bibliografia

  • Torres, João Romano (1904). Portugal: Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico. VI. Lisboa: João Romano Torres 
  • Pinto, Albano da Silveira; Baena, Visconde de Sanches de (1865). Resenha das famílias titulares e grandes de Portugal. II. Lisboa: [s.n.] 
  • Palmela, Duque de (1883). Portugal. V. Lisboa: [s.n.]