José Donas
José Donas (também referido como J.C. Donas em discos da época) foi dirigente do Futebol Clube do Porto na década de 1930 e editor/distribuidor de discos de 78 rpm no Porto.
Biografia
Em 1937–1938 integrou a Comissão Pró-Campo do FC Porto, ao lado de Domingos Ferreira, Sebastião Ferreira Mendes, Carlos Lello e António Martins, com o objetivo de preparar a construção de um novo recinto para o clube.[1]
A 18 de novembro de 1938, numa assembleia de sócios, apresentou a proposta de reunir associados com posses para financiar a construção de um estádio próprio, sugerindo contribuições de “dez contos” cada um.[1] Esta ideia foi um dos passos que levariam à construção do Estádio das Antas.
Durante o mandato de Ângelo César Machado (1938–1940), assumiu o cargo de tesoureiro do clube, colaborando no saneamento financeiro do FC Porto.[2]
Atividade cultural
Paralelamente à atividade desportiva, José Donas destacou-se como editor e distribuidor fonográfico. Diversos discos de 78 rpm da década de 1930 e 1940 apresentam a chancela J.C. Donas, Porto.[3]
A sua marca contribuiu para a circulação de música portuguesa gravada no período entre-guerras, inserindo o Porto no panorama fonográfico nacional. Entre os discos conhecidos encontram-se gravações de fado, música popular e registos de artistas portugueses editados em tiragens limitadas.
Legado
O nome de José Donas permanece associado ao esforço de dotar o FC Porto de um estádio próprio e à atividade cultural ligada à edição fonográfica em Portugal. É lembrado como uma das figuras marcantes do associativismo portista da década de 1930.[1]
Ver também
- Disco de 78 rpm
Referências
- ↑ a b c «José Donas, um dos nomes históricos do clube». Memória Porto. 2019
- ↑ «Capítulo 4 (1931–1940)». BiBo Porto Carago. 2011
- ↑ «Catálogo J.C. Donas». Discogs