José Antônio Daudt
| José Antônio Daudt | |
|---|---|
| Nome completo | José Antônio Lopes Daudt |
| Nascimento | 8 de março de 1940 |
| Morte | 4 de junho de 1988 (48 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro(a) |
| Progenitores | Mãe: Regina Lopes Daudt Pai: Oscar Daudt Filho |
| Ocupação | Jornalista, político, radialista |
José Antônio Daudt (Porto Alegre, 8 de março de 1940 — Porto Alegre, 4 de junho de 1988) foi um jornalista, político e radialista brasileiro.
Foi eleito deputado estadual pelo PMDB, com 21.429 votos, para a legislatura 1987-1991, durante a qual teve aprovado o seu projeto proibindo os aerossóis contendo clorofluorcarbono.[1]
Morreu assassinado a tiros no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.[2][3] O principal suspeito do crime foi o médico e também deputado estadual Antônio Dexheimer, também do PMDB. Comentava-se à época na imprensa gaúcha que Daudt teria um caso com a mulher do médico.
O caso foi julgado em 20 de agosto de 1990 pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e o réu absolvido por falta de provas. O julgamento foi mais longo do judiciário do Rio Grande do Sul até então e o primeiro a ser transmitido ao vivo pelo rádio e pela televisão.[4] Relator do processo, o desembargador Décio Erpen votou pela condenação, mas foi vencido pela maioria. Foram 14 votos pela absolvição e 7 pela condenação.[3] Sem nenhum condenado, o crime prescreveu em 2008.[5][4]
O crime foi abordado em três livros: A verdade no Caso Daudt, do delegado Eduardo Pinto de Carvalho, que era o chefe da polícia na época do assassinato, A morte à procura de um autor, de promotor Daltro de Aguiar Chaves, e 800 noites de junho, do jornalista David Coimbra, que conta a história a partir da versão de Dexheimer.[4]
Referências
- ↑ «Projeto na íntegra». Câmara Legislativa. Consultado em 29 de outubro de 2020
- ↑ «Áudios, datas e números: caso Daudt completa 30 anos sem solução». ClicRBS. Consultado em 29 de outubro de 2020
- ↑ a b Bartz, Fabrine (1 de abril de 2025). «'Quem matou Daudt?'». Jornal do Comércio. Consultado em 30 de setembro de 2025
- ↑ a b c «Áudios, datas e números: caso Daudt completa 30 anos sem solução». GZH. 2 de junho de 2018. Consultado em 30 de setembro de 2025
- ↑ «A terceira morte de José Antônio Daudt (por Ayrton Centeno)». Sul21. Consultado em 29 de outubro de 2020