José António Martins
| José António Martins | |
|---|---|
| Nome completo | José António de Jesus Martins |
| Nascimento | 1961 |
| Nacionalidade | |
| Alma mater | Faculdade de Letras de Lisboa Faculdade de Letras do Porto Faculdade de Direito de Lisboa Universidade de Nova Iorque |
| Ocupação | Historiador, escritor e investigador |
José António de Jesus Martins (n. 1961) é um historiador, escritor e investigador português.
Biografia
Frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa, onde se licenciou em História, e a Faculdade de Letras do Porto, onde tirou um mestrado em História Medieval.[1] Fez a pós-graduação na Faculdade de Direito de Lisboa, em Direito das Autarquias Locais, e na Universidade de Nova Iorque, em Cultural and Tourism Development / Program-Destination Management and Marketing.[1]
Exerce como historiador e investigador, tendo escrito mais de meia centena de obras em Portugal e no estrangeiro, incluindo publicações e estudos.[1] Entre os seus trabalhos conta-se o artigo D. Francisco Gomes do Avelar (C.O.) 1789 – Bispo do Algarve – 1816, publicado no quinto volume da Al-Rihana - Revista Cultural de Aljezur, em 2011.[2]
Em 2014 foi entrevistado pela Agência Lusa sobre o Forte da Meia Praia, que a autarquia de Lagos reclamava para o domínio municipal devido ao seu avançado estado de degradação, tendo o investigador classificado o monumento como um dos principais exemplos das fortificações marítimas da Praça de Guerra de Lagos e do património militar, e explicado que se integrava «num estilo conhecido como o Maneirismo». Acrescentou que «é um forte que espelha toda a grande construção que foi feita no século XVII, no reinado de D. Afonso VI, e é um dos ex-libris de toda a zona nova da cidade de Lagos», e aconselhou que o monumento deveria ser alvo urgentemente de obras de reuperação, «porque se ele é bom para ser classificado como imóvel de interesse público, é bom também para a população do país em geral e de Lagos em particular».[3][4]
Em Setembro de 2016 foi o orador da conferência A Biblioteca do Bispo do Algarve em 1596 e Incorporada na Bodleian Library, Oxford, Inglaterra, no ano de 1602, organizada no Museu Municipal de Arqueologia de Silves, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.[5] Em Junho do ano seguinte participou na sessão comemorativa dos 150 anos da abolição da pena de morte, organizada pela Câmara Municipal de Lagos, durante a qual expôs a comunicação «A morte pode esperar». Explicou à Agência Lusa que José António Martins explicou à agência Lusa que o último condenado à morte no país, José Joaquim, era um «homem interessante», natural de Lagos, e que a sua morte deveu-se principalmente a ter pertencido à guerrilha miguelista na década anterior, durante a Guerra Civil.[6][7]
Em Julho de 2019 fez a apresentação do livro Dom Rodrigo, o mais famoso doce do Algarve», no âmbito da Feira do Livro de Lagos.[8] Nesse ano, foi o coordenador de uma delegação do Algarve à biblioteca da Universidade de Oxford, no Reino Unido, para investigar os livros que foram saqueados de Faro pelo corsário Robert Devereux em 1596, e que foram guardados naquela instituição de ensino.[9] Em 30 de Outubro de 2021 apresentou a sua primeira obra de ficção, Diário de um 40tão em Quarentena, na Biblioteca Municipal Júlio Dantas, em Lagos, que foi inspirada pela Pandemia de COVID-19.[10] Em Janeiro de 2022, foi o orador na palestra Lagos, Terras do Infante, D. Sebastião e o Sebastianismo, em conjunto com o historiador Artur de Jesus, que foi promovida pela autarquia de Lagos nas comemorações dos 449 anos de elevação a cidade.[11][12]
Em Janeiro de 2024, foi moderador numa conferência alusiva a Dom Sebastião e à Saúde em Portugal, pela Professora Doutora Maria de Fátima Reis, organizada no âmbito dos 451 anos da elevação de Lagos a cidade.[13] Em 30 de Setembro desse ano, apresentou a obra Monografia da Bordeira no edifício da Junta de Freguesia da Bordeira.[1] Entrevistado pelo jornal Barlavento acerca deste livro, explicou que «ao aceitar o desafio de elaborar um estudo relacionado com as origens da fundação desta freguesia, tivemos a preocupação de investigar os alicerces desta povoação, tanto ao nível da documentação histórica já conhecida como daquela que encontrámos em Arquivos e Bibliotecas regionais e nacionais. Muitas perguntas ficaram sem resposta, como por exemplo a Provisão original da autonomia da Freguesia de Bordeira, bem como de uma outra que instituiu a Freguesia da Carrapateira, anexa à da Bordeira, em finais da década de quarenta do século XIX».[1]
Obras publicadas
- A freguesia da Vila de Sagres: estudo histórico monográfico (2000)
- As armas, a bandeira e o selo do Município de Vila do Bispo (2001)
- Lagos medieval (2001)
- Ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da freguesia de Lagos (Santa Maria) (2001)
- Os descobrimentos portugueses e o Algarve no tempo do Infante D. Henrique 1415-1460 (2001)
- Os 500 anos dos Forais Novos ou Manuelinos do Reino do Algarve de 1504 (2004)
- Estudo histórico monográfico: a freguesia de Barão de S. João (do concelho de Lagos) (2005)
- Estudo histórico monográfico: a freguesia de Lagos-Santa Maria (2006)
- O reino do Algarve nos finais da idade média: os concelhos algarvios do século XV (2007)
- Estudo histórico monográfico: a freguesia de Bensafrim (do concelho de Lagos) (2007)
- A fonte das oito bicas: elementos para a história do abastecimento de água à cidade de Lagos (2008)
- História da fundação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Lagos: 123 anos de "vida por vida" (1886-2009) (2009)
- Viagens à descoberta do Algarve com o Infante D. Henrique (1415-1460) (2009)
- Brincadeiras e brinquedos da Idade Média (2009)
- Aljezur e os Descobrimentos Portugueses: (breve estudo histórico) (2016)
- As mais antigas receitas de batata doce nos livros de culinária dos séculos XVIII e XIX (2019)
- Dom Rodrigo, o mais famoso doce do Algarve (2022)
- Elementos para a história do Clube Artístico Lacobrigense, 1872-1992 (2022)
- Aljezur, Idade Média: as estruturas concelhias e o quotidiano sócioeconómico (2023)
- Estudo-histórico monográfico: a freguesia de Rogil (2023)
Referências
- ↑ a b c d e «Aljezur: José António Martins apresenta Monografia da Bordeira». Barlavento. 24 de Setembro de 2024. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ «Aljezur lança o 5º número da Revista Cultural do Município Al-Rihana». Sul Informação. 7 de Novembro de 2011. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ Agência Lusa (25 de Novembro de 2014). «Câmara de Lagos reclama Forte da Meia Praia para o domínio municipal». Observador. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ Agência Lusa (25 de Novembro de 2014). «Câmara de Lagos reclama Forte da Meia Praia para o domínio municipal». Público. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ LEMOS, Pedro (17 de Setembro de 2016). «Jornadas Europeias do Património invadem o Algarve e Baixo Alentejo». Sul Informação. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ Agência Lusa (30 de Junho de 2017). «Homicídio cometido por absolutista levou à última condenação à morte em Portugal». Diário de Notícias. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ SAMPAIO, Joé Rosa (6 de Dezembro de 2017). «José Joaquim "Grande", natural de Marmelete e o último condenado à morte em Portugal por crimes civis, em 1846». Jornal de Monchique. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ «Feira do Livro de Lagos chega à Praça do Infante com propostas para todos». Barlavento. 31 de Julho de 2019. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ REVEZ, Idálio (13 de Abril de 2019). «Bispo do Algarve abre as portas do Paço Episcopal, ao fim de cinco séculos». Público. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ PIRES, Bruno Filipe (29 de Outubro de 2021). «José António Martins estreia-se na ficção contemporânea». Barlavento. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ «Lagos celebra 449 anos sobre a sua elevação a cidade». Barlavento. 20 de Janeiro de 2022. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ Agência Lusa (24 de Janeiro de 2022). «Salvador Sobral atua nas comemorações dos 449 anos da elevação de Lagos a cidade». Observador. Consultado em 11 de Março de 2025
- ↑ «Lagos celebra 451 anos de estatuto de cidade». Barlavento. 26 de Janeiro de 2024. Consultado em 11 de Março de 2025