José Américo Motta Pessanha
| José Américo Motta Pessanha | |
|---|---|
| Nascimento | |
| Morte | |
| Residência | Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater | Universidade Federal do Rio de Janeiro (graduação) |
| Carreira científica | |
| Instituições | Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) |
| Campo(s) | Filosofia |
José Américo Motta Pessanha (Campos dos Goytacazes, 16 de setembro de 1932 – Rio de Janeiro, 5 de maio de 1993) foi um filósofo, pesquisador e professor universitário brasileiro, conhecido por suas contribuições significativas no campo da filosofia e sua participação ativa na cultura brasileira.
Biografia
Pessanha nasceu em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, em 1932. Realizou seus estudos iniciais no Liceu de Humanidades de Campos antes de ingressar, em 1952, no curso de Filosofia da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ), onde concluiu o bacharelado e a licenciatura em 1955.[1]
Logo após a graduação, em 1956, foi convidado a integrar o quadro de professores do Departamento de Filosofia da FNFi, inicialmente como auxiliar de ensino na cátedra de História da Filosofia. Em 1965, apresentou sua tese de habilitação intitulada Empédocles e a democracia no concurso para a cadeira de História da Filosofia.[1]
Carreira acadêmica e profissional
Durante os anos 1960, o contexto político brasileiro sofreu profundas rupturas com o endurecimento do regime militar. Com o Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1969, Pessanha foi aposentado compulsoriamente do magistério público. Nesse período, dedicou-se a outras atividades, incluindo a redação de verbetes para a Enciclopédia Delta Larousse e posteriormente assumiu a direção editorial da Editora Abril, onde coordenou a coleção Os Pensadores, que se tornaria uma das séries de filosofia mais influentes no país, com milhões de exemplares vendidos.[1]
Com a concessão da anistia em 1980, foi reintegrado ao Departamento de Filosofia da UFRJ, onde lecionou disciplinas de pós-graduação e se responsabilizou pela cadeira de História da Filosofia Antiga até sua aposentadoria em 1990.[1]
Contribuições
Pessanha ficou especialmente conhecido por sua atuação como editor e organizador da coleção Os Pensadores, lançada pela Editora Abril. Essa coleção reuniu textos fundamentais de filósofos clássicos, acompanhados de ensaios introdutórios e material de contextualização, e teve grande impacto na popularização da filosofia no Brasil durante as décadas de 1970 e 1980.[2]
Além disso, Pessanha publicou obras de reflexão filosófica e comentários sobre temas como filosofia grega antiga, ética e epistemologia, mantendo um diálogo com o pensamento clássico e contemporâneo. Entre seus trabalhos destacam-se volumes dedicados a filósofos como Platão, Aristóteles, Sócrates e outros pré-socráticos, organizados dentro da mesma coleção editorial.[3]
Suas áreas de interesse incluíam: Antiguidade Grega; Ética; Ética da Felicidade; Ética da Virtude; Estética da Existência; Epicuro; Epicurismo; Pitagorismo; Atomismo; e Obscurantismo.[4]
Projetos culturais
Além da carreira acadêmica e editorial, Pessanha participou ativamente de projetos culturais no Brasil, incluindo atividades junto à FUNARTE, à Fundação Pró-Memória e, durante o início dos anos 1990, atuou como diretor do Centro Cultural São Paulo, um dos mais importantes espaços de promoção da cultura brasileira.[5]
Morte
Pessanha faleceu em 5 de maio de 1993, no Rio de Janeiro, vítima de um ataque cardíaco, aos 60 anos.[1]
Legado
É amplamente reconhecido como uma figura importante na difusão e ensino da filosofia no Brasil, tanto por meio de sua atuação como professor quanto pela coordenação de coleções que tornaram acessíveis clássicos filosóficos a um público mais amplo. Eventos culturais e publicações recentes continuam a celebrar sua obra e influência no cenário intelectual brasileiro.[1]
Obras selecionadas
- Os Pensadores: Platão (organizador)
- Os Pensadores: Aristóteles (organizador)
- Os Pensadores: Sócrates (organizador)
- Pré-Socráticos: Fragmentos, Doxografia e Comentários[6]
Ensaio(s) e vídeo(s)
- Platão: as várias faces do amor – 1987
- Cultura como ruptura – 1987
- Bachelard e Monet: o olho e a mão – 1988
- A água e o mel – 1990
- As delícias do jardim – 1992
- O sono e a vigília – 1992
- Ética – José Américo Mota Pessanha – 1992
- Ética – a arte de viver – 1992
- Humanismo e pintura – 1994
Referências
- ↑ a b c d e f «Homenagem a José Américo Motta Pessanha com livro e exposição». J3News. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «21 anos depois... ...os registros do 7º Congresso. A História do Grande ABC... ...segundo Rio Grande da Serra». Diário do Grande ABC. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Coleção Os Pensadores listada por instituição acadêmica». ADUFERPE. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «O pensamento de José Américo Motta Pessanha». Arte e Pensamento. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Homenagem a José Américo Motta Pessanha com livro e exposição». J3News. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Pré-Socráticos (Coleção Os Pensadores)». ToucheLivros. Consultado em 30 de janeiro de 2026