Jorge Torlasco
| Jorge Edwin Torlasco | |
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| Torlasco em 2010. | |
| Juiz da Câmara Nacional de Apelações Criminais e Correcionais | |
| Período | 1984 até 1986 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 20 de junho de 1934 Buenos Aires, Província de Buenos Aires, Argentina |
| Falecimento | 3 de outubro de 2014 (80 anos) Buenos Aires, Província de Buenos Aires, Argentina |
| Alma mater | Universidade de Buenos Aires |
Jorge Edwin Torlasco (Buenos Aires, 20 de junho de 1935 Buenos Aires, 3 de outubro de 2014) foi um advogado, jurista e magistrado argentino que se destacou por ter integrado à Câmara Nacional de Apelações Criminais e Correcionais, que em 1985 condenou aos oficiais militares que governaram o país durante a ditadura chamada Processo de Reordenação Nacional (1976-1983) no chamado Julgamento às Juntas.[1][2]
Primeiros anos
Nascido em 20 de junho de 1935, Jorge Edwin Torlasco era natural de Buenos Aires. Realizou seus estudos secundários no Colégio Nacional de Buenos Aires e os universitários na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires. Ingressou-se na carreira jurídica no ano de 1959.
Atuou como promotor de justiça em Terra do Fogo e juiz federal penal em Santa Cruz e cidade de Buenos Aires.
No ano de 1983, ainda durante a ditadura militar argentina, sendo juiz de instrução declarou a inconstitucionalidade da lei de autoanistia ditada pela última junta de comandantes.
Entre os anos de 1984 até 1986 desempenhou-se a função de juiz da Câmara Nacional de Apelações Criminais e Correcionais da Capital Federal.
Nesse período participou do Caso 43/85 da Câmara Nacional de Apelações Criminais e Correcionais, o histórico Julgamento às Juntas militares que se realizou em 1985, presidindo o tribunal na primeira parte do mesmo.
Em 1986, renunciou ao seu cargo quando o presidente Alfonsín ordenou ao promotor geral das Forças Armadas apressasse as causas pendentes aos militares.Em setembro de 1987, antes da sanção da Lei de Obediência Devida, Torlasco declarou:
A Argentina aprovou a primeira lei que deixa a tortura impune.
— Jorge Torlasco
Após sua renúncia como juiz, voltou ao exercício da advocacia particular, junto a seu sócio León Arslanián, que foi seu colega na Câmara Nacional.
Faleceu em 3 de outubro de 2014, na sua cidade natal, Argentina.[1]
Ver também
Referências
- ↑ a b «Jorge E. Torlasco: un magistrado de principios que juzgó a las Juntas». LA NACION (em espanhol). 7 de outubro de 2014. Consultado em 5 de outubro de 2025
- ↑ Clarín, Redacción (26 de novembro de 1999). «El largo camino de Torlasco». Clarín (em espanhol). Consultado em 5 de outubro de 2025
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