Jorge Ritto

Jorge Marques Leitão Ritto GColIH (Lisboa, 3 de Janeiro de 1936), diplomata português.

Biografia

Licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas pela Universidade de Lisboa, tendo sido assistente da Faculdade de Letras de Lisboa na área da Filosofia.

Carreira

Iniciou a carreira diplomática em 1961, exercendo vários cargos, nomeadamente: cônsul em Toronto em 1962; secretário de legação na Embaixada em Kinshasa em 1964; cônsul em Estugarda em 1969; conselheiro de embaixada na Conferência sobre a Segurança e Cooperação na Europa (CSCE) em Genebra(1973-1975); membro da delegação portuguesa à Assembleia Geral das Nações Unidas em 1975, representando o país no Comité Político Especial; conselheiro na Missão Permanente de Portugal na UNESCO (1976-1981), participando em 1977 na reunião de seguimento da CSCE em Belgrado.

A partir de Julho de 1979 foi designado encarregado de negócios da Missão Permanente, dada a nomeação da Embaixadora Engª Maria de Lourdes Pintasilgo como Primeira-Ministra.

Em 1981, Ritto foi nomeado subdirector-geral para a Cooperação, passando em 1982 a subdirector-geral das Relações Culturais Externas.

Em 1986 foi nomeado para a Embaixada portuguesa em Rabat, com credenciais de embaixador. Em 1991 foi nomeado para a Embaixada em Pretória, tendo sido promovido a embaixador pleno em 1994. Em 1995 tomou posse como Presidente da Comissão Interministerial sobre Macau. Foi representante permanente junto da UNESCO entre 1996 e 2001.[1]

Jorge Ritto aposentou-se em 2002.[2]

Em 1991 Ritto recebeu de Mário Soares o Grande Colar da Ordem do Infante D. Henrique pelos serviços prestados a Portugal como embaixador em vários países. Em 2015 foi expulso da Ordem por ter sido condenado no Processo Casa Pia.[3]

Referências

  1. «Jorge Leitão Ritto» 
  2. Lusa (18 de dezembro de 2002). «Embaixador Jorge Ritto aposentado desde 2001». publico.pt. Público. Consultado em 18 de abril de 2025 
  3. João Carlos Santos e Tiago Miranda (16 de janeiro de 2015). «Carlos Cruz e Jorge Ritto perdem condecorações». expresso.pt. Expresso. Consultado em 18 de abril de 2025