Jorge María Mejía

Jorge María Mejía
Cardeal da Santa Igreja Romana
Arquivista emérito dos Arquivos Secretos do Vaticano
Bibliotecário emérito da Biblioteca Vaticana
Atividade eclesiástica
Diocese Diocese de Roma
Nomeação 7 de março de 1998
Predecessor Luigi Cardeal Poggi
Sucessor Jean-Louis Cardeal Tauran
Mandato 19982003
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 22 de setembro de 1945
Nomeação episcopal 8 de março de 1986
Ordenação episcopal 12 de abril de 1986
por Roger Cardeal Etchegaray
Nomeado arcebispo 5 de março de 1994
Cardinalato
Criação 21 de fevereiro de 2001
por Papa João Paulo II
Ordem Cardeal-diácono (2001-2011)
Cardeal-presbítero (2011-2014)
Título São Jerônimo da Caridade
Brasão
Lema IPSE EST PAX NOSTRA
Dados pessoais
Nascimento Buenos Aires
31 de janeiro de 1923
Morte Roma
9 de dezembro de 2014 (91 anos)
Nacionalidade argentino
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Jorge María Mejía (Buenos Aires, 31 de janeiro de 1923 - Roma, 9 de dezembro de 2014) foi um cardeal argentino, arquivista emérito dos Arquivos Secretos do Vaticano e bibliotecário emérito da Biblioteca Vaticana.

Primeiros anos e educação

Mejía nasceu em uma família muito conhecida, como o segundo de cinco filhos. A família já tinha outros membros religiosos: um missionário no Japão; e de sua geração dois padres e um bispo, Jaime F. Mejía, SDB, de Nevares.[1]

Entrou no Seminário Metropolitano de Buenos Aires em Villa Devoto em 1939, onde completou seus estudos em filosofia e teologia; mais tarde, frequentou a Pontifícia Universidade São Tomás, Roma, onde obteve um doutorado em teologia; depois, o Pontifício Instituto Bíblico, onde obteve uma licenciatura em ciência bíblica; e a Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém dos Padres Dominicanos no convento de Saint-Étienne em Jerusalém (cursos avançados). Além de seu espanhol nativo, ele sabia italiano, inglês, francês, alemão, as línguas bíblicas e algumas línguas orientais.[1]

Sacerdócio

Ordenado em 22 de setembro de 1945, na catedral de Buenos Aires, pelo cardeal Santiago Luis Copello, arcebispo de Buenos Aires, com dispensa de idade. Ministério pastoral como vigário na paróquia de Santa Rosa de Lima. Mejía fez estudos posteriores em Roma a partir de 1946. Professor de Sagrada Escritura, e também de grego bíblico, hebraico e arqueologia, Faculdade de Teologia, Universidade Católica da Argentina; professor de Sagrada Escritura, "Instituto de Cultura Religiosa Superior" e no Instituto de Ciências Sagradas, Irmãos Maristas. Diretor da revista católica Criterio, 1956-1977. Estudos posteriores em Jerusalém; professor convidado no Instituto Ecumênico de Estudos Teológicos Superiores, Tantur, Israel.[1]

Participou do Concílio Vaticano II (1962-1965) como especialista. Diretor da Comissão sobre Ecumenismo da arquidiocese de Buenos Aires, 1966. Secretário do Departamento de Ecumenismo do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), 1967. Presidente do comitê executivo da Federação Católica Mundial para o Apostolado Bíblico, 1969-1972. Após o golpe militar de 1976, uma ameaça de morte fez o padre Jorge Mejía deixar a Argentina para o Vaticano. Secretário da Pontifícia Comissão para as relações com o judaísmo no Secretariado para a Unidade dos Cristãos, 1977. Capelão de Sua Santidade, 20 de setembro de 1978.[1]

Episcopado

Eleito bispo titular de Apollonia e nomeado vice-presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, 8 de março de 1986. Recebeu a consagração episcopal em 12 de abril, na igreja de S. Luigi dei Francesi, Roma, pelo Cardeal Roger Etchegaray, assistido pelos arcebispos Eduardo Martínez Somalo e Antonio María Javierre Ortas, SDB. Seu lema episcopal era Ipse est pax nostra. Participou da Quarta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, Santo Domingo, 1992. Promovido a arcebispo e nomeado secretário da Congregação para os Bispos, em 5 de março de 1994. Secretário do Colégio Cardinalício, em 10 de março de 1994. Arquivista dos Arquivos Secretos do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Vaticana, em 7 de março de 1998.[1]

Cardinalato

Criado cardeal-diácono no consistório de 21 de fevereiro de 2001; recebeu o barrete vermelho e a diaconia de São Jerônimo da Caridade, em 21 de fevereiro de 2001.[1] Em 2001, foi nomeado membro da Congregação para as Causas dos Santos;[2] do Pontifício Conselho Justiça e Paz; do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso; do Pontifício Conselho para a Cultura; e da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja.[3] Perdeu o direito de participar do conclave quando completou 80 anos, em 31 de janeiro de 2003. Renunciou ao cargo de arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana, em 24 de novembro de 2003.[4] Optou pela ordem dos cardeais-presbíteros no consistório de 21 de fevereiro de 2011 e, a seu pedido, sua diaconia foi elevada pro hac vice a título.[1]

Cardeal Jorge María Mejía faleceu em 9 de dezembro de 2014, Clínica Pio XI, Roma. Ao tomar conhecimento da notícia da morte do cardeal, o Papa Francisco enviou ao seu irmão, Alejandro Jaime Mejía, um telegrama de condolências. A capela papal em sufrágio de sua alma ocorreu na quinta-feira, 11 de dezembro, no Altar da Cátedra da basílica papal do Vaticano. A liturgia exequial foi celebrada pelo Cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício, juntamente com outros trinta e dois cardeais e quatorze arcebispos e bispos. No final da celebração eucarística, o Papa presidiu o rito da Ultima Commendatio e da Valedictio. O sepultamento ocorreu à tarde em sua igreja titular, S. Girolamo della Carità, na praça Farnese.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h Miranda, Salvador. «The Cardinals of the Holy Roman Church - February 21, 2001». cardinals.fiu.edu. Consultado em 7 de março de 2025 
  2. «RINUNCE E NOMINE». press.vatican.va. 15 de maio de 2001. Consultado em 7 de março de 2025 
  3. «RINUNCE E NOMINE». press.vatican.va. 18 de maio de 2001. Consultado em 7 de março de 2025 
  4. «RINUNCE E NOMINE». press.vatican.va. 24 de novembro de 2003. Consultado em 7 de março de 2025 

Ligações externas

Precedido por
Vincenzo Cirrincione
Brasão episcopal
Arcebispo titular de Apollonia

19862001
Sucedido por
Gilberto Jiménez Narváez
Precedido por
Jan Pieter Schotte

vice-presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz

19861994
Sucedido por
François-Xavier Nguyên Van Thuân
Precedido por
Justin Francis Rigali

secretário da Congregação para os Bispos e do Colégio de Cardeais

19941998
Sucedido por
Francesco Monterisi
Precedido por
Luigi Poggi

arquivista dos Arquivos Secretos do Vaticano
bibliotecário da Biblioteca Vaticana

19982003
Sucedido por
Jean-Louis Tauran
Precedido por
Pietro Palazzini
Cardeal
Cardeal-presbítero de São Jerônimo da Caridade

20012014
desde 2011, título pro hac vice
Sucedido por
Miguel Ángel Ayuso Guixot, M.C.C.J.