Joinville Esporte Clube

Joinville
Nome Joinville Esporte Clube
Alcunhas JEC
Tricolor
Nasceu Campeão
Tricolor da Manchester Catarinense
Coelho
Torcedor(a)/Adepto(a) Jequeano
Tricolor
Mascote Coelho
Principal rival Criciúma
Fundação 29 de janeiro de 1976 (50 anos)
Estádio Arena Joinville
Capacidade 17.515 pessoas
Localização Joinville, Santa Catarina, Brasil
Presidente Darthanhan Oliveira
Material (d)esportivo Volt Sport
Competição Brasileirão - Série D
Copa do Brasil
Catarinense - Série A
Copa Santa Catarina
Ranking nacional Aumento 119.º lugar, 584 pontos[1]
Website jec.com.br
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
titular
Cores do Time
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Uniforme
alternativo
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Uniforme
alternativo

Joinville Esporte Clube, mais conhecido apenas como Joinville ou pelo acrônimo JEC, é um clube de futebol brasileiro sediado na cidade de Joinville, no Norte do estado de Santa Catarina. Foi fundado em 29 de janeiro de 1976, a partir da fusão entre o América Futebol Clube e o Caxias Futebol Clube. Suas cores oficiais são o preto, o branco e o vermelho e o seu mascote é o Coelho. Atualmente, disputa o Campeonato Catarinense, a Copa Santa Catarina e a Série D do Campeonato Brasileiro.

O Joinville é considerado um dos cinco grandes clubes do estado, ao lado de Avaí, Chapecoense, Criciúma e Figueirense. Ganhou projeção nacional nas décadas de 1970 e 1980, quando disputou dez edições da Série A do Campeonato Brasileiro de forma consecutiva, alcançando como melhor campanha o 8º lugar em 1985, feito que, por muito tempo, representou a melhor colocação de um clube catarinense na elite do futebol nacional.

O clube é o terceiro maior campeão estadual, com 12 títulos do Campeonato Catarinense. Entre suas conquistas, destaca-se o recorde de oito títulos consecutivos entre 1978 e 1985, marca inédita no estado. No cenário nacional, o JEC conquistou a Série C de 2011, além da Série B de 2014, garantindo seu retorno à principal divisão do futebol brasileiro.

O Joinville mantém retrospecto favorável contra todos os seus principais rivais estaduais — Avaí, Criciúma, Chapecoense e Figueirense. Seu maior rival é o Criciúma, com quem disputa o chamado Clássico Norte-Sul ou Clássico do Interior, considerado um dos maiores clássicos do futebol catarinense pela soma de conquistas nacionais e pelo número de finais estaduais entre os dois clubes. Além disso, também sustenta rivalidade histórica com Avaí, Chapecoense e Figueirense.

O clube manda seus jogos na Arena Joinville, inaugurada em 2004, com capacidade atual para cerca de 17 mil espectadores. Antes disso, atuava no Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho, o histórico “Ernestão”.

História

1976[2]

O início campeão

O Joinville Esporte Clube foi fundado em 29 de janeiro de 1976, a partir da união dos departamentos de futebol do América e do Caxias, os dois clubes profissionais da cidade na época. Ambas as equipes enfrentavam sucessivas crises, e foi com uma parceria entre dois tradicionais adversários do futebol local que começou a história do JEC.

A solução encontrada por um dos dirigentes do Caxias, no sentido de pelo menos remediar momentaneamente os problemas do clube, foi de convidar para a presidência o industrial João Hansen Júnior, da Tubos e Conexões Tigre.

A partir daí, o único e difícil passo para se criar um novo clube em Joinville foi obter a aprovação dos caxienses e americanos. Porém prevaleceu o bom senso, e em 29 de janeiro de 1976 foi criada a nova agremiação com a personalidade jurídica de Joinville e constituída também a sua primeira diretoria sob a presidência de Waldomiro Schützler.

O primeiro jogo do recém clube fundado foi em uma disputa amistosa contra o Vasco da Gama, no Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho. O Tricolor abriu o placar com Tonho, e Roberto Dinamite empatou para o clube carioca. Ao final da partida, a torcida já demonstrava afeto pelo novo clube e festejava pelas ruas com orgulho o empate em 1x1. Mais de 15 mil torcedores compareceram ao estádio.

Nasceu campeão

Menos de um mês depois, o Joinville estreava no Campeonato Catarinense diante do Marcílio Dias. Em 36 jogos, obteve uma espetacular campanha, com 21 vitórias, 10 empates e apenas 5 derrotas. O JEC nascia campeão. O último jogo do estadual foi contra o Juventus de Rio do Sul, no velho Estádio Edgar Schneider (Olímpico), atual Sadalla Amin Ghanem. Vitória por 1x0, com de gol de Tonho. Ao término da partida, o capitão Fontan ergueu a Taça Henrique Labes.

1978 – 1990

Hegemonia estadual e o octa-catarinense

Em 1978, o JEC começava uma façanha inédita, histórica no estado de Santa Catarina e no Brasil. Para isso acontecer, o Tricolor fez grandes contratações, investindo pesado com as chegadas de Jorge Luis Carneiro, Edu Antunes, Vagner Bacharel, Carlos Alberto entre outros ótimos jogadores que conquistaram naturalmente o catarinense daquele ano. No campeonato seguinte, em 1979, o JEC continuou reforçando o plantel. Lico, que havia jogado no América, agora também vestia o manto tricolor para fazer história. Com ele e o grande elenco em campo, o JEC foi bicampeão.

O tricampeonato, válido pelo estadual de 1980, foi finalizado em março de 81. O Tricolor mantinha a base do elenco e agora podia contar com reforços como Zé Carlos Paulista, Ademir, Ladinho, Borrachinha e Reinaldo Antonio Baldesin, ou simplesmente Nardela, que mais tarde viera ser o maior ídolo do clube. Em 1981, o JEC continuava imbatível. Ganhou os dois turnos e foi tetracampeão catarinense. O jogo que deu o título aconteceu na cidade de Brusque, no Estádio Augusto Bauer. Vitória tricolor pelo placar de 2x0, diante do Carlos Renaux.

No ano de 1982, depois de 50 jogos, o JEC era o primeiro pentacampeão de Santa Catarina, feito inédito e único até hoje. A final foi contra o Criciúma: 1x0 em Joinville e empate em 1x1 no Estádio Heriberto Hulse. No elenco, destaque para Palmito, prata da casa. Em 1983 a saga continuava. Jogando na capital e dependendo apenas de um empate, o JEC fez a festa no Estádio Orlando Scarpelli ao ficar no 0x0 com o Figueirense. No ano seguinte, novamente na cidade de Florianópolis, no mesmo estádio, diante do próprio Figueirense e com o mesmo placar, o JEC deu a volta olímpica e foi aplaudido de pé. Era o heptacampeonato.

Uma arrancada fantástica para o octacampeonato

No ano de 1985, o JEC atingiu o auge após uma bela participação no Campeonato Brasileiro, chegando em 8º lugar dentre os 44 participantes. No catarinense, obteve uma arrancada fantástica. Na terceira fase da competição, venceu o Marcílio Dias pelo placar de 4x0 e foi até a final completando 17 jogos invictos. A decisão ocorreu no Estádio Hercílio Luz, agora por uma punição que foi aplicada tardiamente. Com o fato de ter que jogar a final fora de casa, a torcida do Joinville fez história e invadiu a cidade de Itajaí. Jogando um futebol convincente, bateu o Avaí por dois tentos a zero, com João Carlos Maringá abrindo o placar aos 45 segundos de jogo, e Paulo Egídio marcando o segundo gol no apagar das luzes, aos 45 minutos do segundo tempo. O Joinville era octacampeão estadual, uma supremacia que poucos clubes conseguiram conquistar.

Dez anos depois da fusão entre os dois clubes, o Joinville já havia acumulado tantos títulos quanto América, Caxias e Operário (todos clubes de Joinville) em 65 anos de história.

No catarinense de 1986, o Tricolor não chegou a final do Catarinense, mas a 10º conquista foi adiada para o ano seguinte, quando venceu o Criciúma por 2x0 no sul do estado, em partida que coroou o trabalho do maior ídolo tricolor, Nardela, sete vezes campeão catarinense vestindo a camisa do JEC. Neste dia, o meia, mesmo machucado e tendo que jogar boa parte da partida com a cabeça enfaixada, marcou o segundo tento do Joinville. Agora o JEC era 10 vezes Campeão em 12 anos de história.

Ainda nos anos 1980, o Joinville foi vice-campeão estadual em 1989 e 1990.

1991 – 1999

Década da irregularidade

No começo dos anos 90, diante da dificuldade que assombrava os clubes brasileiros, o JEC traçou uma década sem títulos no profissional. Entretanto, o clube passou por uma processo de profissionalização de outros setores do clube que culminaram no título de campeão Sul-americano em 1992 nas categorias de base. No ano seguinte foi o primeiro clube do Santa Catarina a inaugurar seu Centro de Treinamento.

Em 1996, o Joinville foi vice-campeão do Campeonato Catarinense de forma polêmica. O JEC precisava de 2 gols de diferença no último jogo do returno do Quadrangular final contra a Chapecoense para se sagrar campeão catarinense. O Joinville vencia por 3x2 e até que aos 56 minutos do 2º tempo (o jogo foi paralisado após confusão em campo), após cobrança de escanteio, Luiz Américo cabeceia e o zagueiro da Chapecoense usa a mão para tirar o gol, no rebote o atacante Marcos Paulo toca para o gol, validando o gol. A torcida invadiu o gramado na comemoração até que chega a notícia que o árbitro anulou o gol no vestiário após o termino do jogo.

Com o resultado de 3x2, Joinville e Chapecoense voltaram a se enfrentar na final. No primeiro jogo, vitória de 2x0 para o Tricolor. No jogo da volta, mais polêmica: torcedores da Chapecoense explodiram muitos fogos de artifício durante a noite e madrugada inteira do lado Hotel Bertaso, local onde a delegação do Joinville estava hospedada. Revoltado, o mandatário do Joinville, Vilson Florêncio, ordenou que o elenco retornasse para Joinville. A partida foi dada como W.O. mas o Joinville consegue na justiça o direito para jogá-la. Assim, a final foi remarcada para dezembro de 1996, quando o Joinville perdeu a partida e o título para o clube do Oeste Catarinense.

2000 – 2001

Bicampeonato estadual

O Joinville chegou ao seu 12˚ título estadual ao vencer as edições de 2000 e 2001 do Campeonato Catarinense, após 13 anos de jejum. A primeira conquista foi em cima do Marcílio Dias, em um jogo eletrizante no Ernestão. Fabinho carimbou o título aos 45 minutos do segundo tempo e fez a torcida soltar o grito que estava engatado na garganta. O choro e os sorrisos se misturavam à emoção do momento.

Em 2001, longe de casa, na cidade de Criciúma, o Tricolor levantou o bicampeonato, vencendo novamente por 2x0, como em 1987. Desta vez, Perdigão e Marlon anotaram os gols. O goleiro Marcão também foi o grande destaque da equipe.

2004 – 2010

Decadência

Em 2004 o clube iniciou um período turbulento que culminou com o rebaixamento da Série B para a Série C do Campeonato Brasileiro. Pouco tempo depois, a cidade ganhou a Arena Joinville, onde o Tricolor passou a mandar seus jogos. E o início da caminhada no novo estádio foi árduo. Mesmo com a torcida comparecendo em peso, a equipe não conseguia recuperar o prestígio no cenário nacional. Em 2008 e 2009, chegou a ficar sem calendário nacional.

Em 2010, disputou a Série D, após conquistar o título da Copa Santa Catarina de 2009, e terminou desclassificado nas quartas de final pelo América (AM), logo após a derrota, o setor jurídico do clube identificou que o adversário havia utilizado um jogador irregular nas duas partidas disputadas, o jogador Amaral Capixaba não havia sido inscrito no BID, e desta vez, o time conseguiu o tão esperado retorno à Série C. No ano de 2009 o Joinville começou o seu projeto de reconstrução, terminando o campeonato em 3º lugar e em 2010 conquistou o vice-campeonato catarinense.

2011 – 2013

Ressurgimento e título nacional

Com o objetivo de resgatar a história vitoriosa do clube, o JEC iniciou um processo de reformulação. O trabalho contínuo de reorganização resultou no título inédito e incontestável da Série C em 2011, gerando a volta do JEC à segunda divisão nacional após oito anos.

No dia 18 de outubro de 2011 o JEC consolidou sua volta para Série B ao ganhar do Brasiliense por 4x1, com duas rodadas de antecedência. Seis dias depois, com a derrota do Ipatinga para o Brasiliense por 4x1, o Joinville se classificou para a final do Campeonato Brasileiro da Série C, com uma rodada de antecedência.

Nesta temporada, o Tricolor realizou a melhor campanha de todas as competição nacionais, obtendo um aproveitamento de 73,8%. Dirigido pelo técnico Arturzinho, o JEC levantou a primeira taça a nível nacional após duas vitórias em cima do CRB. Em Maceió, vitória do Joinville em pleno Estádio Rei Pelé por 3x1. E na Arena Joinville, diante de quase 20 mil torcedores, goleada por 4x0.

No seu retorno para a Série B, o Joinville acaba o ano em 6º lugar com 60 pontos, 11 pontos atrás do 4º Lugar, o Vitória. O time chegou a ficar algumas rodadas no G4 do Campeonato, mas após a saída de alguns jogadores perdeu forças e acabou fora.

Em 2013, a posição se repetiu, 6º Lugar com 59 pontos, 1 ponto a menos que o 4º lugar, o Figueirense. Outra vez o JEC esteve algumas rodadas no G4, mas problemas de relacionamento entre os jogadores levaram o time a patinar na classificação.

O artilheiro do Joinville nas duas competições foi o atacante Lima, com 17 e 14 gols respectivamente. Foi na Série B de 2013 que Lima superou a marca de Nardela de 130 gols, tornando-se o maior artilheiro da História do Joinville Esporte Clube, o atacante ainda chegou aos 140 gols com a camisa do Tricolor antes de sair no final do ano de 2013. Lima foi o pivô de muitas polêmicas e acabou deixando o Joinville. Outros jogadores de história no Clube, campeões brasileiros e com mais de 100 jogos também deixaram o JEC no final de 2013. Ricardinho e Eduardo, rumaram para o rival Criciúma. Ricardinho já havia sido emprestado no meio da temporada para o sul do estado.

2014

Segundo título nacional

O Joinville apresenta o time com o intuito de Renovação. Hemerson Maria, ex-Avaí, é o técnico do JEC em 2014, outras contratações foram feitas. Como a do zagueiro Bruno Aguiar, o atacante Jael, e a do lateral esquerdo e meia Wellington Saci (que terminou como melhor jogador do Campeonato Catarinense de 2014). O JEC fez um campeonato regular, mas se classificou pro Quadrangular Final apenas na última rodada após goleada no Marcílio Dias em casa por 4x0. No Quadrangular, a classificação para final veio com uma rodada de antecedência, mas o clube não conseguiu trazer o jogo final para a sua casa. Isso custou caro, pois o time que terminasse em primeiro o Quadrangular teria vantagem de dois resultados iguais, e foi o que aconteceu. O título Catarinense não veio. Após uma vitória por 2x1 na Arena Joinville sobre o Figueirense (adversário da final), abriu o marcador logo no primeiro minuto de jogo, no jogo de volta no Orlando Scarpelli. Após cobrança de pênalti e defesa de Ivan, a bola veio em direção a Dudu, que apenas empurrou ao gol. Aos 34, Marcos Assunção lança na área, Ivan faz bonita defesa e, na sobra, Lucio Maranhão, usando o braço, marca. No segundo tempo o Joinville foi superior. E descontou aos 11, com um belo gol do lateral Wellington Saci, arriscando de fora da área. O Tricolor persistiu no ataque, mas a bola teimou em não entrar. Final de jogo: Figueirense 2x1 JEC. O fim do jejum não veio, mas o clube mostrou que reviveu para o futebol catarinense e termina com várias premiações. No total, foram seis troféus bola de ouro. Além disso, o JEC teve Ivan como o goleiro menos vazado do campeonato e Wellington Saci como o craque do Estadual.

Até a parada da Copa do Mundo de 2014, o JEC termina a Série B na 2ª colocação com 20 pontos conquistados.

No dia 4 de novembro de 2014, o JEC confirmou o retorno a elite do futebol brasileiro com vitória sobre o Sampaio Corrêa com placar de 2x1.

No dia 29 de novembro de 2014, o JEC conquista o título da Série B do Brasileirão, apesar de sair de campo com a derrota para o Oeste, o empate do então vice colocado Ponte Preta deu o título ao clube catarinense.

2015

Final do Campeonato Catarinense, disputa judicial e campanha na Série A

No Campeonato Catarinense, o clube não teve um bom início, classificando-se apenas em 6º lugar. Na fase seguinte (Hexagonal) ficou em 1° lugar, levando a vantagem do empate para os 2 confrontos decisivos contra o Figueirense. Na semana que sucedeu o 0x0 do jogo de ida, no Orlando Scarpelli, levantou-se a polêmica da irregularidade de um atleta tricolor em partida do hexagonal. André Krobel, à época com 20 anos, assinou a súmula sem contrato profissional e infringiu o artigo 27 do regulamento geral da Federação Catarinense de Futebol – o que levou o Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) a punir o Joinville com a perda de 4 pontos. Apesar das discussões e da constatação da irregularidade, a FCF não alterou a data da grande final do campeonato. Sendo assim, na Arena, após outro 0x0, torcida e jogadores do Joinville comemoraram a conquista estadual, algo que não acontecia desde 2001. Por outro lado, o time do Figueirense também comemorou com sua torcida, crente na irregularidade de André Krobel e no fato de que a vantagem do empate deveria ser do Alvinegro. Após vencer o julgamento em todas as instâncias desportivas, o Figueirense foi homologado campeão catarinense de 2015, no dia 3 de setembro, em cerimônia na sede da FCF.

No Campeonato Brasileiro de 2015, o Joinville sentiu os efeitos de ter feito um começo ruim. Sem poder de reação e com a troca de vários técnicos e jogadores, o JEC acabou rebaixado para a Série B no ano seguinte à sua volta, com 31 pontos, na 20ª colocação.

2016 – 2018

Quedas consecutivas e a volta a Série D

Em 2016, no Campeonato Catarinense, o Joinville foi mais uma vez para a final, só que desta vez o adversário era a Chapecoense. No primeiro jogo o JEC perdeu por 1x0 em casa. No jogo de volta em Chapecó, o JEC precisava vencer por dois gols de diferença para ser campeão pois a Chapecoense tinha feito a melhor campanha, mas o resultado final da partida foi 1x1 e a Chapecoense foi campeã do estadual.

Depois de cair da Série A para a Série B, o Joinville volta a segunda divisão, O Joinville precisava que o Náutico ganhasse do Oeste para o JEC não cair para a Série C. O Joinville terminou a Série B de 2016 na 17ª colocação. O Joinville ficou muito perto da classificação para as quartas de final da Série C com uma goleada de 8x1 sobre o Mogi Mirim. Terminou a Série C na 5ª colocação. Em 2018, o Joinville fez uma reformulação no elenco mas acabou caindo para a quarta divisão ficando na lanterna com 14 pontos e amargando o rebaixamento.

2019 – 2023

Nova decadência

Em 2019, o Joinville não fez boa campanha na Série D, sendo eliminado na primeira fase da competição. Em 2021, foi eliminado na terceira fase pelo Uberlândia, quando disputava a competição com o objetivo de ficar entre os quatro melhores para obter calendário no segundo semestre de 2022, o que não aconteceu e, consequentemente, não obteve classificação em nível nacional para 2022, o que se repetiu até 2023.

2024

O retorno à Série D

Nas quartas de final do Campeonato Catarinense de 2024, apesar de ser eliminado pelo Avaí, o Joinville conquistou o tão almejado retorno às divisões nacionais para o próximo ano, para Série D de 2025, devido a eliminação do Hercílio Luz, que também disputava a vaga para o campeonato nacional do próximo ano, diante do Criciúma.

Vexame na Copa Santa Catarina

Ainda neste ano de 2024, o JEC conseguiu a façanha de fazer sua pior campanha na Copa Santa Catarina, não vencendo nenhum jogo da fase classificatória (5 empates e 2 derrotas), sendo eliminado de forma precoce, sem chances de chegar às semifinais, o que motivou a demissão do técnico Ney Franco semanas depois.

Ídolos

Nardela

Reinaldo Antonio Baldessin, conhecido como Nardela, é considerado o maior ídolo da história do Joinville Esporte Clube. Chegou ao clube em 1980 e permaneceu até 1993, com uma breve saída entre 1990 e 1991. Durante esse período, atuando como meio-campista, tornou-se o maior artilheiro da história do Joinville até o ano de 2013, com 130 gols em 680 partidas.

Nardela foi peça fundamental na conquista do octacampeonato catarinense consecutivo, participando das últimas seis conquistas da sequência. Em 1987, voltou a erguer o troféu estadual, alcançando sete títulos e tornando-se o atleta mais vitorioso do clube na competição.[3]

Após encerrar a carreira, fixou residência em Joinville. Atuou como vereador e comentarista esportivo e, posteriormente, assumiu o cargo de diretor de futebol do clube.[4]

Lima

João Maria Lima do Nascimento, conhecido como Lima, é o maior artilheiro da história do Joinville Esporte Clube, com 140 gols em 206 partidas, distribuídos em cinco passagens pelo clube entre 2008 e 2020.

Emprestado pelo Goiás em 2008, marcou seu primeiro gol pelo Joinville logo em seu primeiro toque na bola, após apenas um minuto em campo.

Com a camisa tricolor, Lima conquistou o título do Campeonato Brasileiro da Série C de 2011 e foi o artilheiro da equipe nas edições da Série B de 2012 e 2013. Também venceu a Copa Santa Catarina em 2009, 2011 e 2012, além da Recopa Sul-Brasileira de 2009. Individualmente, foi artilheiro da Copa Santa Catarina em 2008, 2009, 2010 e 2011, da Recopa Sul-Brasileira em 2009 e do Campeonato Catarinense em 2011.[5]

Na Arena Joinville, estádio do clube, Lima estabeleceu outro recorde: é o maior goleador do local, com 85 gols em 104 partidas.[6]

Osni Fontan

Osni Fontan, nascido em Joinville, marcou seu nome na história do Joinville Esporte Clube por ter sido pioneiro em diversas estatísticas. Foi o primeiro capitão da equipe, o primeiro a levantar uma taça pelo clube, o autor do primeiro gol em Campeonatos Catarinenses e também o primeiro camisa 10 da história tricolor.[7]

Atacante de origem, iniciou sua carreira no Caxias Futebol Clube, de Joinville. Em 1976, com a fusão dos departamentos de futebol de Caxias e América, que deu origem ao Joinville Esporte Clube, permaneceu na nova equipe até encerrar a carreira em 1979.

Com a camisa do JEC, Fontan conquistou os três primeiros títulos estaduais do clube e foi artilheiro da equipe nas temporadas de 1976, 1977 e 1978. Após a aposentadoria, atuou como comentarista esportivo em rádios locais e exerceu funções de dirigente do Joinville entre 2009 e 2023.[8]

Ivan

Gilsivan Soares da Silva, conhecido como Ivan, é um dos ídolos da história recente do Joinville Esporte Clube. Foi o único jogador a participar das duas conquistas nacionais do clube: o Campeonato Brasileiro da Série C de 2011 e a Série B de 2014. Chegou ao Joinville em 2011, assumindo a titularidade durante a campanha do título da Série C, e também ficou marcado por ser o único goleiro a marcar um gol com a camisa tricolor.[9]

Em 2013, ganhou notoriedade nacional ao obter a camisa de Neymar após a última partida do atacante pelo Santos na Vila Belmiro, antes da transferência para o Barcelona. A peça seria utilizada em um leilão beneficente, e em entrevista o goleiro acabou confirmando que Neymar não permaneceria no clube paulista.[10]

Reconhecido pela torcida como um jogador de raça, Ivan protagonizou um episódio inusitado em 2012, quando foi detido ainda em campo após uma partida da Série B, acusado de desacatar um policial. Em 2015, após desentendimentos com o treinador, pediu para deixar o clube. Retornou em 2020 para uma breve passagem, encerrando definitivamente sua trajetória no Joinville ao final do Campeonato Catarinense daquele ano, quando não renovou o contrato.[11]

Marcão

Marcos Antônio Ronconi, conhecido como Marcão e apelidado pela torcida de “São Marcão” em referência ao goleiro Marcos da Seleção Brasileira, foi goleiro do Joinville Esporte Clube entre 1999 e 2005.

Ingressou nas categorias de base do clube aos 15 anos e integrou a equipe campeã sul-americana juvenil de 1992. Como profissional, foi o goleiro titular nas conquistas do bicampeonato catarinense de 2000 e 2001, encerrando um jejum de 13 anos sem títulos estaduais. Na final de 2000, ficou marcado por deixar o campo desacordado após um choque, vindo a ter ciência da conquista apenas três horas depois, já no hospital.[12]

Após encerrar a carreira, continuou ligado ao Joinville como preparador de goleiros, função que exerceu até 2024, ano de seu falecimento.[13]

Símbolos

Uniformes

  • 1º - Camisa vermelha com faixas verticais pretas e brancas, calções e meias brancas com detalhes preto e vermelho.
  • 2º - Camisa branca com mangas preta e vermelha, calções preto e meias pretas com detalhes em branco e vermelho.
  • 3º - Camisa metade preta e vermelha com mangas preta e vermelha, calções preto e meias pretas com detalhes em branco e vermelho.
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Terceiro

Mascote

O mascote do Joinville Esporte Clube é o Coelho, que não possui nome próprio. A escolha do animal ocorreu na década de 1980, quando o clube lançou o bingo “Carnê do JEC Ouro”, cujo símbolo era um coelho, em referência à crença popular de que a pata do animal traz sorte.[14]

O Coelho do JEC está presente nas partidas do clube, tanto no campo quanto no salão, participando da entrada dos jogadores, interagindo com torcedores, posando para fotos e distribuindo brindes às arquibancadas.

Hino

Antes de ter um hino oficial próprio, o hino utilizado como referência ao clube era o próprio hino da cidade[15], que era tocado principalmente quando o clube era campeão. Porém a curiosidade é que até 1977 a própria cidade de Joinville não tinha um hino próprio, e para saudar o JEC em seu primeiro jogo, foi tocada a canção "Cidade das Flores", uma composição de Cláudio Alvin de Borba, o Zininho, com arranjo do maestro Moacir Pontes. Essa música foi criada a pedido da rádio cultura para homenagear a cidade de Joinville.[16] Em 1977, a canção foi transformada em hino oficial da cidade de Joinville por meio de lei municipal.

O hino oficial do JEC foi composto por Jeanine de Bona[17] com arranjo de Luciano Koenig de Castro, ele foi criado em 1998 através de um concurso que escolheu o novo simbolo do clube. A letra faz referência ao início promissor do clube que venceu o primeiro campeonato estadual no ano de sua fundação, além de citar o coelho, outro simbolo do clube.

Cores

A escolha das cores é uma homenagem direta aos dois times tradicionais de Joinville que se uniram para formar o JEC:

  • Vermelho: Cor herdada do extinto América Futebol Clube, um dos fundadores.
  • Branco: Cor herdada do extinto Caxias Futebol Clube, o outro clube fundador.
  • Preto: Cor adicionada para compor a identidade visual e o contraste do novo clube, consolidando a união e a nova identidade do time.

Assim, o preto, branco e vermelho simbolizam a aliança e a continuidade histórica entre as duas principais forças do futebol de Joinville da época, unidas sob uma única bandeira.

Rivalidades

Rivalidade com o Criciúma

Clássico Norte-Sul

O Clássico Norte-Sul, também conhecido como Clássico do Interior, é o confronto entre Criciúma e Joinville, considerado um dos maiores clássicos do futebol catarinense e do interior do Brasil. O duelo é o que mais vezes decidiu o Campeonato Catarinense reunindo os dois clubes do estado com maior número de conquistas nacionais.

Joinville e Criciúma se enfrentaram em diversas decisões do Campeonato Catarinense. O JEC levou a melhor nos campeonatos de 1980, 1981, 1982, 1987 e 2001, sendo campeão em três oportunidades na casa do Criciúma, enquanto o Tigre conquistou os títulos de 1989 e 1990. Com isso, o clássico é o confronto que mais vezes decidiu o estadual, somando sete disputas diretas entre os dois clubes.

Última atualização: Criciúma 2–2 Joinville, 28 de Outubro de 2025.

Rival J V E D GP GC
Criciúma 205 70 68 67 255 231

Rivalidade com o Avaí

O confronto entre Joinville e Avaí também está entre os clássicos mais relevantes de Santa Catarina. As equipes já se enfrentaram 214 vezes, com 86 vitórias do Joinville, 70 do Avaí e 58 empates, resultado que coloca o JEC em vantagem no retrospecto histórico. Os clubes decidiram o Campeonato Catarinense em duas oportunidades, com uma conquista para cada lado.

Última atualização: Avaí 3–0 Joinville, 01 de Fevereiro de 2025.

Rival J V E D GP GC
Avaí 214 86 58 70 276 234

Rivalidade com o Figueirense

O confronto entre Joinville e Figueirense é um dos mais tradicionais de Santa Catarina. Em 214 jogos realizados, o Joinville soma 80 vitórias, contra 59 do Figueirense, além de 77 empates, mantendo ampla vantagem no histórico do duelo. Os clubes também se enfrentaram em seis finais de Campeonato Catarinense, com equilíbrio: três títulos para cada lado.

Última atualização: Figueirense 2–1 Joinville, 22 de Novembro de 2025.

Rival J V E D GP GC
Figueirense 216 80 77 59 251 228

Rivalidade com a Chapecoense

O confronto entre Joinville e Chapecoense é outro duelo de destaque no futebol catarinense. Em 176 jogos, o Joinville soma 65 vitórias, contra 49 da Chapecoense, além de 62 empates, mantendo vantagem no retrospecto geral. As equipes decidiram o Campeonato Catarinense em três ocasiões, com a Chapecoense levando uma final a mais que o Joinville.

Última atualização: Chapecoense 2–1 Joinville, 09 de Março de 2025.

Rival J V E D GP GC
Chapecoense 176 65 62 49 233 190

Treinadores

Treinadores históricos

Dono de 3 passagens pelo comando do clube, Hemerson José Maria dirigiu o Joinville por 146 jogos[18], se tornando o treinador que dirigiu o time por mais jogos ao longo de sua história. O treinador também é o comandante do maior título a nível nacional do Joinville, a Série B de 2014 onde esteve no comando desde o início da competição.

Maria conquistou outros fatos relevantes na frente do clube, ele foi o treinador que levou o Joinville a 3 finais seguidas de campeonato catarinense, nos anos de 2014, 2015 e 2016. Chegou a tirar o clube da fila estadual em 2015, mas o título foi revertido nos tribunais por conta do caso André Krobel.[19]

Em 2025, levou o JEC até as semifinais do estadual, fase que o clube não alcançava desde sua saída em 2016. Porém por ser considerado um treinador extremamente defensivo, ele sempre enfrentou críticas da imprensa e torcida.[20][21]

Hemerson Maria sustenta também o recorde de maior passagem única pelo clube[22], ao achegar ao JEC no final de 2013 na primeira vez em que treinou o clube, ficou até ser demitido em junho de 2015[23] após um total de 513 dias como treinador do tricolor em um única passagem.

Alcino Simas

Alcino Simas foi o primeiro campeão dirigindo o Joinville a beira do gramado, sendo campeão no primeiro ano de existência do clube, em 1976 e também campeão no ano de 1978[24][25].

Antes de assumir o clube, Simas era um ex-jogador que após sua aposentadoria estava trabalhando no BESC, antigo Banco de Santa Catarina, para conseguir ter o ex-atleta como treinador, a diretoria do novo clube precisou negociar o empréstimo do funcionário com os diretores do banco[26]. Uma decisão arriscada, mas que se mostrou acertada. Alcino só não foi o treinador do primeiro jogo da história do clube, por que sua liberação demorou a ocorrer[27].

Alcino é atualmente o terceiro técnico com mais jogos pelo clube, em reconhecimento à sua importância, o clube batizou o campo 1 do CT Morro do Meio com seu nome[28].

Técnicos que mais jogos comandaram[29]

Treinador Jogos
Hemerson Maria 146
Velha 143
Alcino Simas 108
Diede Lameiro 105
Artur Neto 91
Eduardo Antunes Coimbra 89
Joel Castro Flores 78
Paulo Bonamigo 76
Leandro Campos 76
Fabinho Santos 76

Presidentes

N.º Período Presidente
1 1976-1993 Waldomiro Schützler
2 1993-1998 Vilson Florêncio
3 1998-2000 Márcio Vogelsanger
4 2000-2001 Irineu Machado
5 2001-2007 Alberto Mauro Bartholi
6 2007-2008 Adelir Alves
7 2008-2012 Márcio Vogelsanger
8 2012-2016 Nereu Martinelli
9 2016-2018 Jony Stassun
10 2018-2020 Vilfred Schapitz
11 2021-2023 Charles Fischer
12 2023- Darthanhan Oliveira

Organização

Órgãos superiores

Diretoria Executiva[30]
Presidente Darthanhan Oliveira
Vice-Presidente Derian Campos
Executivo de Futebol Felipe Gil
Diretor Operações Abdias Venceslau
Diretor Jurídico Thiago Beltrame
Diretor Inovação Marcos Sebben
Diretor Futebol Reinaldo Antônio Baldessin
CFO André Gusthavo Behnke
CMO Sandro Steuernagel
Gerente Científico do Esporte Alexandre Augusto Corrêa
Gerente de Logística Jonathan Cidral
Diretor Médico Claudecir Evandro Gambeta
Diretor de Futsal Valdicir Kortmann
Conselho Deliberativo[31]
Presidente Roberto Pugliese Jr.
Vice-Presidente Edigar Zimmermann
Secretário Júlio César Vieira

Títulos

NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Brasileiro - Série B 1 2014
Campeonato Brasileiro - Série C 1 2011
REGIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Recopa Sul-Brasileira 1 2009
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Catarinense 12 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1987, 2000 e 2001
Copa Santa Catarina 5 2009, 2011, 2012, 2013 e 2020
Recopa Catarinense 1 2021
Taça Governador do Estado 3 1981, 1982 e 1984
Taça Santa Catarina 1 1980
Campeonato Catarinense - Série B 3 2005, 2006 e 2007

Estatísticas

Participações

Participações em 2026
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Santa Catarina Campeonato Catarinense 50 Campeão (12 vezes) 1976 2026
Campeonato Catarinense - Série B 3 Campeão (3 vezes) 2005 2007
Copa Santa Catarina 20 Campeão (5 vezes) 1991 2025
Primeira Liga 1 Grupos (2017) 2017
Copa Sul-Minas 2 Grupos (2001) 2001 2002
Brasil Campeonato Brasileiro 12 8º colocado (1985) 1977 2015 1
Série B 21 Campeão (2014) 1982 2016 1 2
Série C 8 Campeão (2011) 1994 2018 1 1
Série D 6 4º colocado (2010) 2010 2026 1
Copa do Brasil 13 4ª fase (2017) 1990 2026
Copa Sul-Americana 1 2ª fase (2015) 2015

O Joinville nunca foi rebaixado para Série B do Campeonato Catarinense. Suas participações e títulos se devem pelo motivo que, durante alguns anos, esta competição contava com os clubes que disputavam a Série A e não tinham calendário para o restante do ano.

Estrutura

Centro de treinamentos[32]

O Joinville Esporte Clube foi o primeiro clube catarinense a construir seu próprio Centro de Treinamento, o CT do Morro do Meio, inaugurado em 1995. Situado na zona oeste da cidade, o terreno onde está instalado foi uma doação do ex-presidente do clube, Wilson Florêncio.

O Centro de Treinamento do Morro do Meio passou por reformas em 2011, por meio da liberação de recursos do Fundesporte, que possibilitaram a construção de um novo prédio, contendo academia, sala de fisioterapia, departamento médico, refeitório, cozinha, salas para diretores, 26 suítes, auditório, sala de TV e sala de jogos. Além disso, toda a parte administrativa foi transferida para o CT em 2014.

Além de local de treinamentos para o time principal, as equipes da categoria de base utilizam o CT do Morro do Meio para jogos oficiais do Campeonato Catarinense e outras competições.

Arena Joinville – A casa do JEC

Em 2004, observando a necessidade de um espaço mais moderno para atender a grande torcida tricolor, a Prefeitura Municipal de Joinville entregou a Arena, com capacidade inicial para 15 mil espectadores.

A partida inaugural aconteceu no dia 25 de setembro de 2004, entre Joinville e Seleção Masters. Depois, em meados de 2007, o estádio passou por obras, tendo sua capacidade expandida para 22.400 torcedores.

Na final da Série C do Brasileiro 2011, na goleada do JEC por 4x0 sobre o CRB, a Arena obteve seu recorde de público.

Dados oficiais da Arena Joinville
Gramado Gramado natural (105x68m)
Capacidade 17.515
Data inauguração 25 de setembro de 2004
Público recorde 19.631 pessoas
Partida com maior público Joinville 4x0 CRB
Local Rua Inácio Bastos - Joinville, SC

Categorias de Base

Revelações

Ao longo de sua história, o Joinville revelou diversos atletas que se destacaram no futebol profissional, entre eles Bandoch, Pingo, Barletta e Breno Lopes. A maior revelação do clube, entretanto, foi o meio-campista Ramires, que iniciou sua carreira no JEC e posteriormente alcançou projeção nacional e internacional.

Cria do morro

Ramires Santos do Nascimento, mais conhecido como Ramires, iniciou sua trajetória no Joinville em 2004, após se destacar em uma competição de captação de jogadores. Permaneceu no clube por três temporadas, sendo uma delas pelo time profissional. Pelo JEC, disputou 14 partidas oficiais e marcou 3 gols, antes de ser transferido para o Cruzeiro em 2007.

Após deixar o Joinville, Ramires acumulou conquistas expressivas em sua carreira, especialmente pelo Chelsea, onde conquistou a Liga dos Campeões da UEFA (2011–12), a Liga Europa da UEFA (2012–13) e a Premier League (2014–15). Ramires também disputou duas Copas do Mundo FIFA (2010 e 2014). Pela Seleção Brasileira, também conquistou a Copa das Confederações da FIFA em 2009 e o Superclássico das Américas em 2014.[33]

Em 2022, o ex-jogador tornou-se embaixador das categorias de base do JEC. No mesmo ano, realizou sua partida de despedida dos gramados em um amistoso na Arena Joinville.[34]

Campanhas de destaque

Conquista Copa Sul-Americana de Futebol Júnior

Em julho de 1992, o Joinville conquistou a Copa Sul-Americana de Futebol Júnior (Sub-20), disputada em Itajaí. A competição contou com a participação de equipes brasileiras, como o próprio Joinville, Vasco da Gama, Santos e Figueirense, além de clubes sul-americanos de destaque, entre eles River Plate (Argentina), Peñarol (Uruguai), Colo-Colo (Chile) e Olimpia (Paraguai).

Na decisão, realizada em 19 de julho de 1992, o Joinville venceu o Vasco da Gama por 3x1, assegurando o título internacional. O feito representou um marco para as categorias de base do clube e evidenciou o processo de estruturação do departamento de formação.[35]

Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1988

Em 1988, o Joinville obteve sua melhor campanha na Copa São Paulo de Futebol Júnior, alcançando a terceira colocação. A equipe avançou na fase de grupos, disputada em Ribeirão Preto, enfrentando Botafogo (SP), Juventus (SP) e Santos (SP). Após liderar o grupo e superar a fase seguinte, foi eliminada pelo América (SP) na semifinal, em partida decidida na prorrogação. Na disputa pelo terceiro lugar, venceu o Matsubara (PR) por 2x1, garantindo posição no pódio.[36]

Copa do Brasil Sub-20 de 2015

Em 2015, o Joinville alcançou as semifinais da Copa do Brasil Sub-20. Na primeira fase, venceu o Grêmio por 2x0 na Arena Joinville e, apesar da derrota por 1x0 no jogo de volta, avançou pelo saldo de gols. Na fase seguinte, eliminou o Coritiba, com vitória por 1x0 em casa e empate fora. Nas quartas de final, superou o Flamengo após dois empates (2x2 no Rio de Janeiro e 1x1 em Joinville), beneficiando-se da regra do gol marcado fora de casa. A campanha foi encerrada na semifinal diante do São Paulo, com derrotas por 1x0 em Joinville e 3x2 em São Paulo.[37]

Além disso, o Joinville acumula diversas conquistas em competições regionais e estaduais.

Torcidas

A torcida tricolor de Joinville sempre demonstrou sua força, sendo parte fundamental nas campanhas históricas do clube, levando o time a registrar públicos memoráveis em seus estádios.

O Joinville conta atualmente diversos movimentos de torcidas organizadas e uniformizadas que marcam presença nas praças esportivas de Joinville e fora, tem destaque a União Tricolor[38], Família Tricoloucos[39], Loucos do Alambrado[40], Rasta JEC[41], Caravana Chopp[42], entre outros movimentos que não tem matérias expostos nos jogos, mas se reúnem para acompanhar os jogos.

União Tricolor

A União Tricolor é a principal torcida organizada, fundada em 15 de outubro de 2001 pela união de torcidas anteriores, como a Raça, a Inferno e a Vício. Conhecida por seu apoio incondicional ao Joinville Esporte Clube, ela se estabeleceu como uma das maiores torcidas organizadas de Santa Catarina.

O pontapé inicial para toda essa discussão foi no jogo da final do Campeonato Catarinense de 2001, contra o Criciúma, no sul do estado, onde as três torcidas tiveram que ficar em um único espaço reservado para a torcida visitante, onde cantaram igualmente para apoiar o time, a partir daí a ideia surgiu. Em uma reunião feita no anfiteatro do Ernestão, decidiu-se pela unificação das torcidas, formando assim a maior torcida do JEC, a União Tricolor.[43]

Além do apoio ao Joinville, a torcida tem feito vários eventos com fins sociais, como as campanhas do Dia das Crianças, Natal e Páscoa, voltada as comunidades mais carentes da cidade.[44]

Antigas Torcidas

Falcões Tricolores

A primeira torcida organizada foi a Falcões Tricolores, fundada em 1977, acompanhou o cube nos primeiros títulos da sequencia de oito conquistados de forma consecutiva entre 1978 e 1985, se desfez alguns anos depois, com integrantes indo para outras torcidas que surgiram na época, como Inferno na Torre, Império e Nação Tricolor.[45]

Outras Torcidas Licenciadas e/ou Desativadas

Independente

Vicio Fúria Tricolor

Inferno Tricolor

Inferno na Torre

Fúria Tricolor

Raça Tricolor

Nação Tricolor

Loucos pelo JEC

JEC Metal

Outras modalidades

Além do futebol, o Joinville Esporte Clube contou, ao longo de sua história, com equipes em diversas modalidades esportivas. O clube se tornou multicampeão em diferentes modalidades, consolidando-se como uma das principais referências esportivas de Santa Catarina.

Futsal

O JEC/Krona Futsal, departamento de futsal do Joinville Esporte Clube, foi fundado em 2003 e se tornou uma das principais equipes da modalidade no Brasil. Entre 2009 e 2015, atuou como Krona Futsal, passando a integrar oficialmente o Joinville Esporte Clube em 2016 como JEC Futsal.[46]

Futebol Americano

O JEC Gladiators foi o departamento de futebol americano do Joinville Esporte Clube, criado em 2022 por meio de uma parceria com a equipe Gladiators. Representando o clube, participou da Liga BFA e do Brasileirão de Futebol Americano, conquistando sua primeira vitória oficial e ampliando a presença do JEC em modalidades esportivas fora do futebol. A parceria, no entanto, foi posteriormente desfeita, encerrando a atuação do clube na modalidade.[47]

eSports

O JEC eSports é o departamento de esportes eletrônicos do Joinville Esporte Clube. A equipe atua em jogos como FIFA, PES e Counter-Strike (CS) e se destaca como uma das maiores organizações de esporte eletrônico em Santa Catarina, representando o clube em competições regionais e nacionais.[48]

Futebol de praia

O JEC/Juventos Beach foi uma equipe de futebol de areia do Joinville Esporte Clube, formada a partir de uma parceria com o Juventos, de São Francisco do Sul. Tricampeão catarinense, o JEC busca fortalecer sua presença nas competições de Beach Soccer tanto estaduais quanto nacionais, representando a cidade e a marca do clube. Atualmente a parceria não está mais ativa.[49]

Referências

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  2. «Conheça o Joinville – Joinville Esporte Clube» 
  3. «JEC 40 Anos: Nardela, o eterno ídolo de uma geração avassaladora». ndmais.com.br. 15 de janeiro de 2016. Consultado em 29 de agosto de 2025 
  4. «Nardela - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 29 de agosto de 2025 
  5. «Lima, maior artilheiro da história do JEC está de volta». ndmais.com.br. 5 de dezembro de 2019. Consultado em 29 de agosto de 2025 
  6. «Instagram». www.instagram.com. Consultado em 29 de agosto de 2025 
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  9. «JEC 40 anos: Ivan, o goleiro bicampeão brasileiro pelo Joinville». ndmais.com.br. 27 de janeiro de 2016. Consultado em 29 de agosto de 2025 
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  11. GloboEsporte.comJoinville, Por; SC (10 de fevereiro de 2015). «Telefonemas, insatisfação com a reserva e adeus: Ivan deixa o Joinville». globoesporte.com. Consultado em 29 de agosto de 2025 
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  16. Tóffoli, Vinicius. «Hino de Joinville se tornou popular a partir dos jogos do JEC; veja vídeo». NSC Total. Consultado em 16 de setembro de 2025 
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  19. NSC, Redação. «Entenda o caso que deu o título do Campeonato Catarinense 2015 ao Figueirense». NSC Total. Consultado em 17 de setembro de 2025 
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