John Wilmot
| John Wilmot | |
|---|---|
![]() Retrato de Rochester. | |
| Nascimento | 1 de abril de 1647 Ditchley |
| Morte | 26 de julho de 1680 (33 anos) |
| Nacionalidade | |
| Cônjuge | Elizabeth Mallet (1667 - 1680; 4 filhos) |
| Ocupação | Escritor |
John Wilmot, Segundo Conde de Rochester (Ditchley, 1 de abril de 1647 — 26 de julho de 1680), foi um libertino e poeta inglês, amigo do rei Carlos II e escritor de muita poesia satírica e obscena, características que o tornaram popular.[1][2] No espiritismo, é mais conhecido como J. W. Rochester.
Foi uma célebre figura da corte da Restauração inglesa e patrono das artes.[1][2] Apesar de ter casado com a herdeira Elizabeth Malet, possuiu muitas amantes, entre elas as atrizes Elizabeth Barry e [[Nell Gwyn[[.[1][2] Foi muito divulgado que ele teria renunciado ao ateísmo em seu leito de morte.
Biografia
Britânico, conhecia em profundidade o latim, o grego, o francês e o italiano.
Em 1661, aos 14 anos, recebeu o título de Master of Arts do Wadham College da Universidade de Oxford.
Depois foi para França e Itália. Na Europa continental acabaria por se tornar um intelectual carismático e prestigiado pela alta sociedade.
Poucos meses antes de completar 20 anos, em janeiro de 1667, contraiu casamento com Elizabeth Mallet, com quem teve quatro filhos. No mesmo ano teve uma filha com a atriz Elizabeth Barry.
Sua vida, embora breve, teve passagens tumultuosas: combateu a Marinha holandesa, envolveu-se em homicídio, escândalos sexuais, alcoolismo, charlatanismo e exercício ilegal de medicina.
Na casa dos trinta, já com a saúde em franco declínio por conta de sífilis, alcoolismo e depressão, dita suas memórias ao sacerdote Gilbert Burnet, onde registra seu remorso pela vida inócua e renuncia ao ateísmo.
As suas poesias hoje são conhecidas e apreciadas pela crítica.
Cinema
O dramaturgo Stephen Jeffreys escreveu em 1994 uma obra sobre sua vida, que foi adaptada para o filme "O Libertino" (The Libertine), interpretado por Johnny Depp, com direção de Laurence Dunmore.
O filme trata da seguinte questão existencial: Deve-se viver a vida até ao limite, correr o risco de a encurtar, ou deve-se vivê-la regradamente, racionalmente, sem rendição aos impulsos, alcançando uma idade avançada, mas com a possibilidade de chegar à conclusão de que não se viveu plenamente?
Ver também
Referências
- ↑ a b c Grossman, Marshall (2011). The Seventeenth - Century Literature Handbook (em inglês). Hoboken: John Wiley & Sons. p. 370
- ↑ a b c Black, Joseph; Conolly, Leonard; Flint, Kate; Grundy, Isobel; LePan, Don; Liuzza, Roy; McGann, Jerome J.; Prescott, Anne Lake; Qualls, Barry V. (2011). The Broadview Anthology of British Literature (em inglês). A 2ª ed. Peterborough: Broadview Press. p. 1195. ISBN 9781554810482
Ligações externas
- «Análise acadêmica da poesia de Rochester» (em inglês)
- «Relação de links sobre a poesia de Rochester» (em inglês)
- «Alguns Poemas de Jonh Wilmot» (em inglês)
