Johannes Mario Simmel
| Johannes Mario Simmel | |
|---|---|
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| Nascimento | 7 de abril de 1924 |
| Morte | 1 de janeiro de 2009 (84 anos) |
| Nacionalidade | Áustria |
| Ocupação | Escritor, roteirista e jornalista |
Johannes Mario Simmel (Viena, 7 de abril de 1924 — Lucerna, 1 de janeiro de 2009), foi um escritor austríaco autor de vários romances.[1]
Seu pai, Walter Simmel, um judeu alemão, era químico, e a mãe, Lisa Schneider, trabalhava no estúdio de cinema Wien-Film. Quando os nazistas anexaram a Áustria, em 1938, a família se mudou para a Inglaterra, mas Johannes e sua mãe acabaram voltando e passando os anos da guerra em Viena, enquanto o pai permaneceu em solo inglês.
Depois de se formar em engenharia química, trabalhou numa empresa de telecomunicações. E, no final da guerra, exerceu as funções de tradutor e intérprete para as autoridades norte-americanas, mas logo depois se voltou para o jornalismo. Em 1946, publicou seu primeiro livro de contos, Encontro no nevoeiro, muito bem recebido pela crítica por sua originalidade e linguagem poética. E, dois anos depois, o romance Amanhã é outro dia. Em 1950, se tornou correspondente na Europa e nos Estados Unidos para a revista Quick, sediada em Munique; nesse mesmo período começou a se estabelecer como escritor. Entre suas influências se encontram Hans Fallada, Graham Greene e Georges Simenon. O trabalho na revista lhe forneceu material para um de seus grandes sucessos, Matéria dos sonhos (1971). Na mesma época, passou a escrever roteiros para o cinema.
Seu primeiro grande sucesso foi Nem só de caviar vive o homem (1960), best-seller que vendeu mais de trinta milhões de exemplares em todo o mundo e que lhe trouxe reconhecimento internacional. [2] O romance conta a história de como o banqueiro Thomas Lieven se transforma em agente secreto, tendo como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial e as crescentes tensões entre a União Soviética e os Estados Unidos. A Segunda Guerra Mundial e a espionagem na Guerra Fria foram também temas de Pátria amada (1965), ambientada em Berlim logo após a construção do muro, e E Jimmy foi ao arco-íris (1970), um best-seller de setecentas páginas sobre um assassinato durante a guerra e o comércio de armas biológicas. Outros grandes sucessos foram Ninguém é uma ilha (1975), Ainda estamos vivos (1978) e Ocultos na escuridão (1985), além dos infantojuvenis Um ônibus do tamanho do mundo (1947), É proibido chorar (1948) e Mamãe não pode saber (1950).
Liberal e pacifista, ao mesmo tempo em que criou obras de grande apelo popular, J.M. Simmel não se furtou a discutir grandes problemas sociais. Manifestou muitas vezes sua opinião política por meio do enredo de seus romances, que ficaram conhecidos por fazer uma crônica do seu tempo e uma crítica à sociedade da época.
Recebeu diversos prêmios na Alemanha e na Áustria, e foi homenageado pela ONU por seu trabalho no combate ao racismo. Seu último romance foi Liebe ist die letzte Brücke (1999).
Ao longo de toda a carreira vendeu mais de 73 milhões de livros, traduzidos para mais de trinta idiomas. Graças a sua obra, que reúne mais de trinta romances, livros de contos e infantis, é um dos autores de maior sucesso em língua alemã do século XX. J.M. Simmel morreu na Suíça, em 1o de janeiro de 2009, aos 84 anos.[3]
Bibliografia
Livros de J. M. Simmel, publicados no Brasil:[4]
| Nº Sequencial | Título em português | Título original em alemão | Tradutor(a) | Lançamento |
|---|---|---|---|---|
| 01 | Encontro no nevoeiro | Begegnung im Nebel | José Abrahão | 1947 |
| 02 | Amanhã é outro dia | Mich wundert, dass ich so fröhlich bin | Erika F. Engert Rizzo | 1949 |
| 03 | Ainda resta uma esperança | Das geheime Brot | Erika F. Engert Rizzo | 1950 |
| 04 | Deus protege os que amam | Gott Schutzt die Liebenden | Lúcia Magalhães e Carlos Middeldorf | 1957 |
| 05 | Nina | Affäre Nina B. | Paulo Buarque de Macedo | 1958 |
| 06 | Até o mais amargo fim | Bis zur bitteren Neige | José Abrahão | 1961 |
| 07 | Amor é uma só palavra | Lieb ist nur ein Wort | Ari Blaustein | 1963 |
| 08 | Pátria amada | Lieb Vaterland magst ruhig sein | Milton Personn | 1965 |
| 09 | Todos seremos irmãos | Alle Menschen werden Brüder | Erika F. Engert Rizzo | 1967 |
| 10 | Nem só de caviar vive o homem | Es Muss Nicht Inmer Kaviar Sein | Paulo Buarque de Macedo | 1967 |
| 11 | Eu Confesso Tudo | Ich Gestehe Alles | Carlos Alberto Pavanelli | 1968 |
| 12 | E Jimmy foi ao arco-íris | Und Jimmy ging zum Regenbogen | Rose Evelyn Cecy Noa | 1970 |
| 13 | Matéria dos Sonhos | Der Stoff aus dem die Träume sind | Erika Rizzo | 1971 |
| 14 | Só o vento sabe a resposta | Die Antwort kennt nur der Wind | José Abrahão | 1973 |
| 15 | Ninguém é uma ilha | Niemand ist eine Insel | Erika Rizzo | 1975 |
| 16 | Mamãe não pode saber | Meine Mutter darf es nie Erfahren | Erika F. Engert Rizzo | 1976 |
| 17 | Um ônibus do tamanho do mundo | Ein autobus gross wie die welt | Erika Engert Rizzo | 1976 |
| 18 | É proibido chorar | Weinen streng Verboten | Erika Rizzo | 1977 |
| 19 | Ainda Estamos Vivos | Hurra, Wir Leben Noch | Erika E. Rizzo | 1978 |
| 20 | Ninguém quer um coração | Zweiundzwanzig zentimeter zärtlichkeit | Lya Luft | 1979 |
| 21 | Viver é amar | Wir heissen euch hoffen | Lya Luft | 1980 |
| 22 | A terra ainda é jovem | Die Erde Bleibt Noch Lange Jung | Lya Luft | 1981 |
| 23 | Não matem as flores | Bitte lasst die Blumen leben | Lya Luft | 1983 |
| 24 | Ocultos na escuridão | Die im Dunkeln Seiht Man Nicht | Walter Wehrs | 1985 |
| 25 | Por quantos ainda vamos chorar? | Doch mit den clowns kamen die trämen | Gunter Altman | 1987 |
| 26 | Na primavera o último canto da cotovia | In Frühling Singt Zum Letztenmal Die Lerche | Cláudia Cavalcanti | 1990 |
| 27 | Mesmo sorrindo, preciso chorar | Auch Wenn Ich Lache, Mussich Weinen | Marija César Mendes Bezerra | 1993 |
Referências
- ↑ William Grimes (26 de janeiro de 2009). «Johannes M. Simmel, Writer of Cold-War Novels, Dies at 84». The New York Times
- ↑ «Escritor austríaco Johannes Mario Simmel morre aos 84 anos». Folha de S.Paulo, France Presse, em Zurique. 2 de janeiro de 2009. Consultado em 23 de agosto de 2012
- ↑ «Autores - Johannes Mario Simmel». LM & Pocket, São Paulo. 27 de março de 2025. Consultado em 27 de Março de 2025
- ↑ «Título das obras de J. M. Simmel». Scribd. Consultado em 23 de agosto de 2012
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