Joaquim Matos

Joaquim Matos
Juiz conselheiro do
Supremo Tribunal de Justiça
Período maio de 1994 a
20 de janeiro de 2004
Presidente do
Tribunal da Relação de Lisboa
Período 31 de março de 1998 a
29 de março de 2001
Vice-presidente do
do Conselho Superior da Magistratura
Período 20 de maio de 1993 a
maio de 1994
Dados pessoais
Nome completo Joaquim Fonseca Henriques de Matos
Nascimento 12 de maio de 1935
Vilar Torpim, Figueira de Castelo Rodrigo, Portugal
Falecimento 26 de maio de 2011 (76 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portuguesa

Joaquim Fonseca Henriques de Matos (Vilar Torpim, Figueira de Castelo Rodrigo, 12 de maio de 1935 – Lisboa, 26 de maio de 2011) foi um magistrado português. Desembargador, vice-presidente e presidente no Tribunal da Relação de Lisboa, Juiz Conselheiro, quer no Supremo Tribunal de Justiça (Portugal), quer no Conselho Superior de Justiça de Macau, e vogal e vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura.

Carreira

  • Licenciou-se em Direito e seguiu carreira na magistratura;[1][2]
  • Iniciou funções de como delegado do procurador da República de 3.ª classe (1961) em Cabeceiras de Basto;[1][2]
  • Passou à 2.ª classe (1964) e foi colocado como delegado do procurador da República na comarca de Montalegre;[1][2]
  • Subiu à 1.ª classe (1965), e exerceu funções como delegado do procurador da República nas comarcas de Braga e Lisboa (1966);[1][2]
  • Foi promovido a juiz de Direito de 1.ª Instância de 3.ª classe, tendo exercido funções nas comarcas do Sabugal (1968), Montemor-o-Novo (1969), Alenquer (1970) e no juízo de instrução criminal de Lisboa (1973);[1][2]
  • Atingiu a 1.ª classe e foi colocado como juiz de Direito no Tribunal Central Tutelar de Menores de Lisboa (1975), transitando depois para o Tribunal da Família de Lisboa (1980);[1][2]
  • Foi nomeado juiz auxiliar da Relação de Lisboa (abril de 1986), ascendendo a desembargador efetivo deste mesmo tribunal (dezembro de 1988);[1][2]
  • Em fevereiro de 1991, é eleito, pelos seus pares, Vice-Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa;[1][2]
  • Em 11 de maio de 1993, é eleito, pelos seus pares, Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, tomando posse no cargo a 20 de maio de 1993;[1][2]
  • Em maio de 1994, é nomeado Juiz Conselheiro interino no Supremo Tribunal de Justiça, tornando-se, em dezembro de 1994, Juiz Conselheiro efectivo, naquela mais alta instância do judiciário;[1][2]
  • Em maio de 1996 é designado Juiz Conselheiro no Conselho Superior de Justiça de Macau, em representação do Ministro da Justiça de Portugal;[3][1][2]
  • Entre 1989 e 1992, foi, por eleição, vogal efetivo do Conselho Superior de Magistratura;[1][2]
  • Entre 31 de março de 1998 e 29 de março de 2001, foi, por eleição, vice-presidente do CSM, cargo para que foi eleito;[1][2]
  • Em 9 de maio de 2002, foi cofundador do Círculo Cultural do Supremo Tribunal de Justiça [2];[4]
  • Em março de 2003, passou à aposentação/jubilação, mas continuou a exercer funções no Supremo Tribunal de Justiça, nomeado, em comissão eventual de serviço, que só viria a cessar, a seu pedido, em 20 de janeiro de 2004.[5][2][1]

Decisões publicadas

Dezenas de acórdãos em que foi juiz relator foram selecionados para publicação e publicados nas bases de dados jurídico-documentais, de livre acesso, do Instituto das Tecnologias de Informação do Ministério da Justiça, quer enquanto Juiz Conselheiro no Supremo Tribunal de Justiça,[6] quer aquando desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa.[7]

Vida pessoal

Nasceu a 12 de maio de 1935, em Vilar Torpim, freguesia do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, e foi sempre orgulhoso de ter a sua origem na Beira Interior (região).[8] Licenciou-se em Direito. Casou com Margarida Andrade, professora, que conheceu quando em 1969 era juiz em Montemor-o-Novo, sendo o pai desta, António Lopes de Andrade Júnior, desde 1963, o presidente da câmara municipal daquele concelho alentejano.[9][10] Tiveram três filhos. Isabel Andrade Matos, advogada, António Andrade Matos, advogado, e Ana Andrade Matos, farmacêutica.[11][12][13][14]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n «Anteriores presidentes do Tribunal da Relação de Lisboa - Joaquim Fonseca Henriques de Matos». Tribunal da Relação de Lisboa. Consultado em 5 de abril de 2025 
  2. a b c d e f g h i j k l m n «CV do vice-presidente Joaquim Fonseca Henriques de Matos no Registo Histórico do Conselho Superior da Magistratura» (PDF). Conselho Superior da Magistratura. Consultado em 5 de abril de 2025 
  3. «Despacho 135/MJ/96, de 17 de Junho - Designa como representante do Ministro da Justiça no conselho Superior de Macau o juiz conselheiro Joaquim Fonseca Henriques de Matos». Diario da República. Consultado em 5 de abril de 2025 
  4. «Certidão, do 11º Cartório notarial de Lisboa, da escritura, lavrada a 9 de maio de 2002, de constituição da associação Círculo Cultural do Supremo Tribunal de Justiça (…) Juiz Conselheiro Joaquim Fonseca Henriques de Matos, casado, natural de Vilar Torpim, Figueira de Castelo Rodrigo» (PDF). Supremo Tribunal de Justiça. Consultado em 5 de abril de 2025 
  5. «Despacho (extracto) n.º 5788/2004 (2.ª série), de 24 de março». 24 de março de 2004. Consultado em 5 de abril de 2025 
  6. «Acórdão de 20 de janeiro de 1994; direito de personalidade; liberdade de imprensa; responsabilidade civil; animus injuriandi; indemnização; direitos fundamentais; liberdade de expressão; direito à informação». DGSI. Consultado em 5 de abril de 2025 
  7. 130 acórdãos em [1]] pesquisando por “Relator” e “Joaquim Matos”; Consultado em 5 de abril de 2025
  8. Borges, Augusto Moutinho [et.al.] (2023). Joaquim Carvalho dos Santos, sua vida e sua obra, 1867-1934: descendência. Carviçais: Lema d' Origem. ISBN 978989-9114-48-7. Consultado em 6 de abril de 2025 
  9. Almeida, Maria Antónia Pires de (2013). O Poder Local do Estado Novo à Democracia: Presidentes de câmara e governadores civis, 1936-2012 (PDF). Lisboa: e.book. p. 199. ISBN 9789892036632. Consultado em 5 de abril de 2025 
  10. «Os Estudos Gerais – Universidade Sénior do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo - Uma abordagem histórica» (PDF). p. 15, 16 e 18. Consultado em 5 de abril de 2025 
  11. «advogada Isabel António Andrade Matos». Ordem dos Advogados. Consultado em 5 de abril de 2025 
  12. «advogado António Andrade Matos». Ordem dos Advogados. Consultado em 5 de abril de 2025 
  13. «Andrade de Matos & associados, sociedade de advogados, SP RL». Ordem dos Advogados. Consultado em 5 de abril de 2025 
  14. Matos, Isabel Andrade de (2006). O Pacto Comissório - Contributo para o Estudo do Âmbito da sua Proibição (Sinopse, nota pévia – (…) quero agradecer aos meus Pais e Irmãos, Ana e António Andrade de Matos. Lisboa: Almedina. ISBN 9789724028989. Consultado em 5 de abril de 2025