Joaquim Manuel Monteiro, 1.º Conde da Estrela
| Joaquim Manuel Monteiro, 1.º Conde da Estrela | |
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| Nascimento | 13 de fevereiro de 1800 Viana do Castelo |
| Morte | 31 de março de 1875 |
| Cidadania | Reino de Portugal |
| Distinções |
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Joaquim Manuel Monteiro (Santa Maria de Carvoeiro, Viana do Castelo, 13 de fevereiro de 1800 — Rio de Janeiro, 31 de março de 1875),[1][2] único barão e visconde e primeiro conde da Estrela, foi um nobre português que viveu no Brasil.
Biografia
Filho dos lavradores José Bento Rodrigues e de Rosa Maria Lourenço, nasceu na freguesia de Santa Maria de Carvoeiro, concelho de Viana do Castelo, Portugal.
Foi grande capitalista, proprietário e negociante de grosso trato no Rio de Janeiro, onde viveu durante muitos anos.
Era guarda-roupa honorário de D. Pedro V e de D. Luís I, fidalgo-cavaleiro da Casa Real, além de outras honrarias no Brasil.[3]
Casou-se duas vezes. A primeira vez com Eugênia Martins Bastos (1825 - 1850), natural do Rio de Janeiro, filha de Fidélis Martins Bastos e de Maria Vitorina Antônia Plaçon, com quem teve cinco filhos: Carolina de Bastos Monteiro, esposa do engenheiro José Maria da Silva Velho (irmão da viscondessa de Ubá); Joaquim Manuel Monteiro; Luís Manuel Monteiro, barão de Santa Eugênia; e os gêmeos Manuel Luís Monteiro e João Luís Monteiro. Eugênia de Bastos Monteiro (como passou a assinar depois do casamento), faleceu em 22 de agosto de 1850 e seu corpo foi sepultado no Cemitério de São Francisco de Paula.[4]
Desposou em segundas núpcias, em 30 de julho 1853,[5] com Luísa Amália da Silva Maia, filha do conselheiro José Antônio da Silva Maia, depois senador do Império do Brasil, e de Mara Luísa Inocência Gomes. Desta união, dois filhos são conhecidos: José Joaquim de Maia Monteiro e Antônio Joaquim de Maia Monteiro.
Faleceu às sete horas da manhã do dia 31 de março de 1875, e seu corpo foi sepultado no dia seguinte no Cemitério do Catumbi.[1] Sua viúva contraiu segundas núpcias, em novembro de 1876, com o comerciante Miguel de Novais.
Honrarias
- Cavaleiro da Ordem de Cristo (22 de novembro de 1842);
- Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (5 de dezembro de 1849);
- Barão da Estrela (12 de setembro de 1851);
- Fidalgo Cavaleiro (27 de setembro de 1852);
- Visconde da Estrela (17 de janeiro de 1855);
- Comendador da Imperial Ordem de Cristo (2 de dezembro de 1858);
- Comendador da Ordem da Torre e Espada (13 de outubro de 1860);
- Guarda-Roupa (23 de dezembro de 1864);
- Dignitário da Imperial Ordem da Rosa (3 de junho de 1868);
- Conde da Estrela (18 de janeiro de 1872).[6]
Referências
- Testamento publicado no Jornal do Comércio, 01/04/1875, p. 3
- ↑ a b Diário do Rio de Janeiro, 1/4/1875, p. 2
- ↑ da Rocha Páris, Alberto Feio (Novembro de 1882). «Santa Maria de Carvoeiro)». Typographia d'André Joaquim Pereira & Filho. Pero gallego: folha litteraria, scientifica (N.º 36): 3-4. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ Perfil no Site do Museu dos Emigrantes de São Paulo
- ↑ Jornal do Comércio, 23/8/1850, p. 2
- ↑ Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 31/7/1853, p. 2.
- ↑ «A Vida Fluminense - O Conde da Estrela». Hemeroteca Digital Brasileira. A Nação. 26 de novembro de 1872. p. 2. Consultado em 26 de fevereiro de 2018
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