Joaquim Gilberto da Silva
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Joaquim Gilberto da Silva | |
| Data de nascimento | 31 de dezembro de 1934 | |
| Local de nascimento | Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil | |
| Data da morte | 20 de julho de 2007 (72 anos) | |
| Local da morte | Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil | |
| Apelido | Joaquinzinho | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | meia-atacante | |
| Clubes de juventude | ||
| Brasil de Pelotas | ||
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1954–1957 1957–1959 1959–1961 1961–1963 1963–1966 1967 1967 1968–1969 |
Brasil de Pelotas Internacional Corinthians Juventus-SP Fluminense Ponte Preta XV de Piracicaba Pelotas |
110 (50) 125 (44) |
| Seleção nacional | ||
| 1963 | Brasil | 1 (0) |
Joaquim Gilberto da Silva, mais conhecido como Joaquinzinho (Pelotas, 31 de dezembro de 1934 - Pelotas, 20 de julho de 2007) foi um futebolista brasileiro, que atuava como meia-atacante.[1]
Foi um atleta polivalente, atuando nas cinco posições mais ofensivas das equipes pelas quais passou.[2] Preferia atuar como meia-esquerda. Dono de um chute forte e certeiro, marcou inúmeros gols.[2] Declarava que todos foram importantes, não dando destaque especial para nenhum.
Carreira
Desde garoto, nunca foi de ir a campo de futebol para assistir os outros atuarem. Sempre gostou mais de jogar. Aos 16 anos de idade, Joaquinzinho, como era carinhosamente chamado, já atuava nas divisões inferiores do Brasil de Pelotas, destacando-se como uma grande promessa. Em 1954 já era uma radiosa realidade, tornando-se titular absoluto no time treinado por Galego.
Em 1957, foi negociado com o Internacional. Teve o azar de pegar o Colorado em crise. O Grêmio acumulava títulos, enquanto o Inter formava um time por temporada. Os atletas vitoriosos do Pan-Americano, ou haviam sido negociados, ou decaiam de produção, dando mostras que os anos haviam chegado.
Do Inter, Joaquinzinho foi para São Paulo, atuando pelo Corinthians do segundo semestre de 1959 ao final de 1961.[3] Em dois anos teve oito técnicos e inúmeros companheiros, situação típica de um clube do povo sem ganhar títulos há muito tempo. Também não deu certo. Foram 110 jogos pelo clube e 50 gols marcados.[3]
Logo foi para o Juventus.[1] No Moleque Travesso, fez uma excelente temporada, jogando ao lado de Luizinho Pequeno Polegar[1], e chegou até a defender a Seleção Brasileira num amistoso contra o Paraguai em 1963[4][5] (sendo o último jogador do clube mooquense a conseguir tal feito). Logo depois, foi contratado pelo Fluminense.[1]
No Tricolor Carioca, finalmente encontrou as condições de voltar a apresentar o seu grande futebol dos tempos do Xavante, permanecendo no clube carioca de 1963 a 1966. Em 1964, conquistou o Campeonato Carioca[6][7][8] e em 1966 a Taça Guanabara, então um campeonato à parte do Campeonato Carioca. Na grande campanha de 1964, Joaquinzinho foi titular absoluto[6] e era um dos ídolos da Torcida Tricolor. Ao todo, fez 125 jogos pelo clube e marcou 44 gols.[9]
Posteriormente, voltou para o futebol paulista, desta vez aventurando-se pelos clubes do interior. Primeiro para Campinas, onde defendeu a Ponte Preta[2], e depois para Piracicaba, jogando no XV de Novembro.[1]
Em 1968, retornou a sua cidade natal para defender o grande rival de seu clube de origem, o Esporte Clube Pelotas, onde encerrou sua carreira.
Joaquinzinho considerava que os melhores técnicos que o orientaram foram Tim, Sylvio Pirillo, Martim Francisco e Fleitas Solich.
A famosa troca de Joaquinzinho por Pelé
Quando o Santos excursionava pelo interior gaúcho, o garoto Pelé, então com 16 anos, e que aos poucos ia se firmando na equipe titular do Peixe, foi sondado, sem saber, por dirigentes do Brasil de Pelotas, os quais ficaram impressionados com o talento mostrado pelo jovem de canelas finas e corpo franzino, na partida disputada no dia 22 de março de 1957, no empate do Santos diante da equipe Xavante.[10][11][12]
Essa sondagem[1] deu-se no saguão do Grande Hotel de Pelotas, quando o presidente do Brasil, Carlos Russomano, ouviu do técnico Luis Alonso Peres (Lula) o pedido de liberação do atacante Joaquinzinho, o grande destaque daquele time.[10][11][12]
O presidente Russomano respondeu que só liberaria o atleta caso o Santos pagasse CR$ 400 mil e cedesse também aquele "negrinho rápido" que Lula havia colocado em campo no segundo tempo. Lula então disse que não haveria negócio, pois aquele menino era uma joia a ser lapidada, e que o clube santista não tinha interesse em se desfazer do jovem craque, pondo fim à conversa.[10][11]
Títulos
Fluminense
Morte
Joaquinzinho faleceu em sua cidade natal no dia 20 de julho de 2007, aos 73 anos, vítima de uma isquemia.[1]
Referências
- ↑ a b c d e f g «Joaquinzinho - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 19 de junho de 2020
- ↑ a b c «Joaquim Gilberto da Silva (Joaquinzinho) - A. A. PONTE PRETA». Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b «Joaquinzinho, ex-jogador do Corinthians». Meu Timão. 26 de agosto de 1961. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Napoleão, Antonio Carlos; Assaf, Roberto (2006). Seleção brasileira: 1914-2006. [S.l.]: Mauad Editora Ltda. ISBN 978-85-7478-186-0. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Abril, Editora (maio de 1994). Placar Magazine (em inglês). [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c Assaf, Clóvis Martins e Roberto (7 de dezembro de 2023). História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906-2023. [S.l.]: Mauad Editora Ltda. ISBN 978-65-5377-115-4. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b Napoleão, Antonio Carlos (2003). Fluminense Football Club: história, conquistas e glórias no futebol. [S.l.]: Mauad Editora Ltda. ISBN 978-85-7478-078-8. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b Assaf, Roberto (1997). Campeonato carioca: 96 anos de história, 1902-1997. [S.l.]: Irradiação Cultural. ISBN 978-85-85677-24-4. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Joaquinzinho 1966». fluzao.xyz. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c Rafael Valente, de São Paulo (SP) (30 de dezembro de 2022). «As duas vezes em que Santos quase 'perdeu' Pelé, e a verdade sobre o camisa 10 em Corinthians e Palmeiras». ESPN.com. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c sfcadmin (15 de outubro de 2020). «Pelé 80: Joaquinzinho pelo Rei». Santos Futebol Clube. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b «Pelé no Brasil de Pelotas? Troca por Joaquinzinho quase aconteceu». R7 Esportes. 21 de outubro de 2020. Consultado em 5 de fevereiro de 2026