João de Ornelas

João de Ornelas
Outros nomesDom João de Ornelas, Dom Frei João de Ornelas
Conhecido(a) porAuxiliar na Batalha de Aljubarrota
Nascimento
Morte
NacionalidadePortugal Portugal
OcupaçãoReligioso e Militar
CargoDom Abade de Alcobaça, Esmoler-mor do Reino
Serviço militar
PatenteComandante
TítuloSenhor dos Coutos de Alcobaça
ReligiãoIgreja Católica

Frei João de Ornelas, ou Dom João de Ornelas (Século XIV), Dom Abade de Alcobaça, Esmoler-mor do Reino, Senhor dos Coutos de Alcobaça, foi um religioso e comandante militar português.[1][2]

Biografia

Claustro do Mosteiro de Alcobaça.

Quando ocorreu a Batalha de Aljubarrota, em 1385, João de Ornelas era o abade do Mosteiro de Alcobaça, da Ordem de Cister.[3] Foi um dos principais apoiantes do futuro D. João I contra Castela, devido em grande parte às fortes ligações entre a sua congregação e a Ordem de Avis, da qual o monarca era mestre.[3] Com efeito, a organização da Ordem de Avis tinha sido em grande parte baseada na de Cister.[3] Por outro lado, João de Ornelas tinha mesmo uma relação de amizade com o monarca, afeição que pode ser confirmada pelo baptizado do Infante D. Afonso ter tido lugar no Mosteiro de Alcobaça.[3]

Antes da batalha, João de Ornelas enviou um terço de 1.000 homens, comandados por seu irmão Martim Aires de Ornelas, com o objectivo de defender a ponte de Chaqueda. Desta forma, o exército de Leão e Castela foi obrigado a evitar esse caminho, e escolher outro que lhe era taticamente mais desfavorável, o que foi depois de grande importância para a vitória portuguesa. O contingente de João de Ornelas, que também levava mantimentos para o exército português, foi depois enviado para reforçar as tropas do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, tendo sido muito útil durante a batalha.

O seu apoio militar, eclesiástico e diplomático ao novo rei D. João I, que como mestre da Ordem de São Bento de Avis, era também ele um membro da Ordem de Cister, teve como efeito a extrema benevolência do soberano para com a Abadia de Alcobaça, restituindo-lhes direitos que antecessores seus no trono lhes haviam procurado sonegar.

Referências

  1. Lima, Susana (7 de julho de 2014). As Batalhas Que Fizeram Portugal. [S.l.]: Leya. ISBN 9789722055093 
  2. «Vila de Aljubarrota ergue estátua e apoia beatificação de D. Nuno Álvares Pereira - Tinta Fresca». www.tintafresca.net. Consultado em 26 de dezembro de 2018 
  3. a b c d «Mosteiro de Santa Maria da Vitória - a fundação, o programa, os arquitectos, as fontes de influência» (PDF). Revista de História da Arte (4). Universidade Nova de Lisboa. 2007. p. 340. Consultado em 27 de Dezembro de 2018