João de Deus do Rego
| João de Deus do Rêgo | |
|---|---|
| Nome completo | João de Deus do Rêgo |
| Nascimento | |
| Morte | 30 de junho de 1902 (33 anos) , Pará |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Poeta, jornalista, prosador |
| Magnum opus | Primeiras Rimas, Últimas Rimas |
João de Deus do Rêgo (Caxias, 22 de novembro de 1868, 30 de junho de 1902 (33 anos) foi um poeta, jornalista e prosador atuante principalmente no Pará no final do século XIX.[1]
Biografia
João de Deus do Rêgo nasceu em Caxias, no estado do Maranhão, em 22 de novembro de 1868.[1] Ainda jovem, mudou-se para Belém, capital do Pará, onde desenvolveu sua carreira literária e jornalística.[1] Faleceu prematuramente em Belém, em 30 de junho de 1902, aos 33 anos de idade.[1][2] Sua morte foi lamentada na imprensa da época; a revista literária A Renascença, de São Luís, dedicou-lhe um artigo de fundo, referindo-se a ele como "o doce sabiá do norte".[3]
Carreira
Aos dezessete anos, João de Deus do Rêgo iniciou sua trajetória na imprensa paraense como auxiliar de repórter no Diário de Belém.[1] Destacou-se como colaborador em diversos periódicos. No jornal A Folha do Norte, também de Belém, publicou artigos como "Os Campos Geraes da Guyana Brasileira" em 1896 e era considerado um dos principais escritores do veículo.[4][5][6] Contribuiu ainda para a Gazeta Popular com prosas nas seções "Album" e "Para rir".[7]
Além do jornalismo, Rêgo teve uma participação ativa na vida literária de Belém. Integrou o grupo de intelectuais que fundou a sociedade literária "Mina Literária" em 1894.[8] Participou também da Associação Dramática e Recreativa e Beneficente em 1895 e foi um dos intelectuais convidados para compor o grupo fundador da Academia Paraense de Letras.[9] Sua obra poética influenciou outros escritores, como Lívio Barreto, que o conheceu no Pará em 1888.[10] No Maranhão, foi reconhecido como parte de um movimento de renovação literária ocorrido entre 1870 e 1890.[11]
Obras
João de Deus do Rêgo publicou poemas, contos e artigos em periódicos. Entre seus livros de poesia, destacam-se:
- Primeiras Rimas (1888, Belém)[12][13]
- Orquídeas (poesias)[12]
- Últimas Rimas (poesias, póstumo, 1908)[14]
Alguns de seus contos publicados no Diário de Belém incluem:[15]
- "Isaura" (14 de fevereiro de 1886)
- "O sepulcro das flores" (30 de maio de 1886)
- "História de uma judia" (13 de junho de 1886)
- "A mameluca" (11 de julho de 1886)
- "Adélia" (16 de janeiro de 1887)
Postumamente, o Jornal da Tarde do Maranhão publicou seu conto "A viuva do leque branco (Conto chinez)" em 18 de dezembro de 1903.[16] Seus sonetos foram incluídos na antologia Sonetos Maranhenses, publicada pela Imprensa Oficial do Maranhão em 1923.[17]
Legado
João de Deus do Rêgo é patrono de uma cadeira na Academia Maranhense de Letras.[18] Sua obra e trajetória são registradas em importantes obras de referência, como o Dicionário Literário Brasileiro de Raimundo de Menezes e a Grande Enciclopédia da Amazônia de Carlos Rocque.[1][19] É também mencionado em estudos sobre a imprensa e a literatura do Pará e do Maranhão no século XIX.[20]
Referências
- ↑ a b c d e f Santos, Alan Christian de Souza (2018). Vida Literária em Belém na segunda metade do século XIX através de jornais e revistas (PDF) (Tese). Universidade Federal do Pará. 145 páginas. Consultado em 27 de maio de 2025
- ↑ «All em revista volume 1 numero 2 junho 2014». Issuu (menciona data de morte 30.06.1902, embora liste nascimento como 1867). 2014. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 27 de maio de 2025
- ↑ «Jornal da Tarde (MA) - 1902 - Edição 00167» (PDF). Biblioteca Nacional Digital Brasileira. Julho de 1902. Consultado em 27 de maio de 2025
- ↑ «A Folha do Norte (PA) - 1897 - Edição 00459» (PDF). Hemeroteca Digital Brasileira. 1897. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 27 de maio de 2025
- ↑ «A Folha do Norte (PA) - 1896 - Edição 00069» (PDF). Hemeroteca Digital Brasileira. 1896. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 27 de maio de 2025
- ↑ «Revista da Academia Paraense de Letras - Agosto de 1953». Fundação Cultural do Pará. 1953. p. 92. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 27 de maio de 2025
- ↑ «História Da Imprensa em Pernambuco - Vol. III». Scribd (citando a obra original de Mário Melo). Consultado em 27 de maio de 2025
- ↑ Maués, Josivana de Castro (2018). Os Futurosos e os Futuristas: história e crítica do modernismo na Amazônia (1917-1929) (PDF) (Tese). Universidade Federal do Pará. pp. 71–72. Consultado em 27 de maio de 2025
- ↑ «Anais V Simpósio FAK (Versão Final)» (PDF). Fundação Allan Kardec. 2019. pp. 167–168. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 7 de julho de 2025
- ↑ «Luz do Ceará». Secretaria da Cultura do Ceará. 9 de janeiro de 2013. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 27 de maio de 2025
- ↑ Borralho, José Henrique de Paula (2014). A Athenas Equinocial: a fundação de um Maranhão no Império Brasileiro (PDF) (Tese). Universidade Federal Fluminense. p. 128. Consultado em 27 de maio de 2025
- ↑ a b Erro na invocação de {{Referência a artigo}}: o parâmetro título deve ser especificado
- ↑ «All em revista volume 1 numero 2 junho 2014». Issuu. 2014. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 27 de maio de 2025
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- ↑ «Jornal da Tarde (MA) - 1903 - Edição 00300» (PDF). Biblioteca Nacional Digital Brasileira. 18 de dezembro de 1903. Consultado em 27 de maio de 2025
- ↑ «Sonetos maranhenses». Portal da Literatura Brasileira - UFSC. 1923. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 15 de abril de 2025
- ↑ «João de Deus do Rego – Patrono». Academia Maranhense de Letras. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 27 de maio de 2025
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- ↑ Ricci, Magda (2008). O Barão do Marajó: um intelectual do Império na Amazônia (PDF) (Tese). Universidade Federal do Pará. pp. 225 (contextual, mencionando que Rêgo estava entre personalidades biográficas e que o Dicionário de Blake foi uma fonte para a tese). Consultado em 27 de maio de 2025