João Silva Tavares
| Sexo ou género | masculino |
|---|---|
| País de nacionalidade | Portugal |
| Primeiro nome | João |
| Apelido | Tavares |
| Data de nascimento | 24 junho 1893 |
| Local de nascimento | Estremoz |
| Data de morte | 3 junho 1964 |
| Local de morte | Lisboa |
| Línguas faladas, escritas ou assinadas | português |
| Ocupação | escritor, letrista, dramaturgo, autor-compositor |
| Distinção | Ordem de Cristo |
| Representante de direitos autorais | Sociedade Portuguesa de Autores |
| Situação dos direitos de autor do autor | obras protegidas por direitos de autor |
João Silva Tavares (Estremoz, 25 de Junho de 1893 - Lisboa, 3 de Junho de 1964) foi um poeta, escritor, letrista e dramaturgo português. É autor de várias canções de sucesso, tais como A Casa da Mariquinhas e Fado da Rusga. É também autor da letra da canção A Minha casinha, cuja versão dos Xutos e Pontapés foi adoptada como o hino não oficial da selecção portuguesa de futebol.
Biografia
João Silva Tavares, também conhecido por Silva Tavares, nasceu em Estremoz, no distrito de Évora, em 1893. [1]
Aos 13 anos escreveu os seus primeiros versos e com 18, publicou a sua primeira coleção de poemas, intitulada Nuvens, em 1913, tendo publicado de forma regular até à sua morte. [2][3][4]
Também escreveu de forma prolífica para teatro, tendo escrito farsas, comédias, operetas e revistas. [5][6]
Trabalhou com compositores e maestros portugueses como Frederico Valério e Tavares Belo, sendo o autor das letras de várias cantigas e fados que se tornaram populares, entre os quais se destacam: A Casa da Mariquinhas, Fado da Rusga, Céu da Minha Rua, Sabe-se lá, Bailarico, entre outras. [7][8] É também autor da letra original da canção A Minha Casinha, cuja versão dos Xutos e Pontapés, se tornou no hino não oficial da selecção portuguesa de futebol. Este e outros temas foram cantados por figuras da música portuguesa, nomeadamente Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Milú. [1][9][10][11]
Silva Tavares faleceu em Lisboa, no dia 3 de Junho de 1964. [1][5]
Prémios e reconhecimento
Foi condecorado em 1938, pelo governo português com o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo. [12][13]
O seu nome está presente na toponímia de cidades como Lisboa, Alcobaça, Estremoz, entre outras. [3][14][15]
Obras
Entre as suas obras literárias encontram-se:[2][16]
- 1913 - Nuvens
- 1916 - Luz Poeirenta
- 1917 - Poemas do Olimpo
- 1918 - Claustro
- 1934 - Gente Humilde
- 1940 - Ronda de Glória [17]
- 1950 - Viagem à Minha Infância, editorial Império [18]
- 1958 - Vigilia de Sombras [19]
Escreveu de forma prolífica para teatro, desde farsas, operetas e revistas, entre elas destacam-se:[5][6]
- 1922 - Vasco da Gama, Teatro Nacional de São Carlos [20]
- 1926 - Mouraria, co-autores Lino Ferreira e Lopo Lauer, opereta, Teatro Apolo [21]
- 1927 - O Topa a tudo, comédia, Teatro Variedades
- 1928 - Mãe Eva, revista, Teatro Variedades
- 1929 - A rosa engeitada, adaptou o texto de D.João da Câmara, Teatro Maria Vitória [22][5]
- 1932 - O Canto da Cigarra, revista, Teatro Variedades
- 1932 - O Mexilhão, revista, Teatro Variedades
- 1940 - D. João IV, ópera, escreveu o libreto, para a música composta por Ruy Coelho [23]
Referências
- ↑ a b c Ciberdúvidas/ISCTE-IUL. «João Silva Tavares». Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ a b «Obras de Silva Tavares presentes no catalogo da Biblioteca Nacional de Portugal». Biblioteca Nacional de Portugal
- ↑ a b toponimialisboa (29 de novembro de 2017). «A Rua do autor da letra d'A Casa da Mariquinhas e d'A minha casinha». Toponímia de Lisboa. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Nuvens». Biblioteca Nacional de Portugal
- ↑ a b c d «TAVARES, João da SILVA» (PDF). Drama Online - Dramaturgia portuguesa dos séculos XX e XXI
- ↑ a b «Cetbase - Teatro em Portugal». arquivo.pt. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Bailarico, António Melo, Silva Tavares, Sassetti & C.ª Editores, 1939». Museu do Fado. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Casa da Mariquinhas». alfredo-marceneiro. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Minha Casinha, António Melo, Silva Tavares, Milú, do filme O Costa do Castelo, Sassetti & C.ª Editores, 1943». Museu do Fado. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Nuno Markl e Tim põem fim à 'eterna' dúvida sobre a letra de 'Casinha' dos Xutos & Pontapés». Expresso. 22 de fevereiro de 2022. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ Observador. «"A Minha Casinha": a canção da seleção». Observador. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «João da Silva Tavares (Poeta e escritor teatral)». Arquivo da Presidência
- ↑ «ENTIDADES NACIONAIS AGRACIADAS COM ORDENS PORTUGUESAS - Página Oficial das Ordens Honoríficas Portuguesas». www.ordens.presidencia.pt. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Código Postal: Rua Silva Tavares, no Lumiar». Código Postal. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Código Postal». Código Postal. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Obras de Silva Tavares presentes no catalogo da Biblioteca Municipal de Estremoz»
- ↑ «Ronda de Glória». Biblioteca Municipal de Estremoz
- ↑ «Viagem à minha infância». Biblioteca Nacional de Portugal
- ↑ «Vigília de sombras de Silva Tavares». Biblioteca Municipal de Estremoz
- ↑ Codemind. «SILVA TAVARES. VASCO DA GAMA: DRAMA ÉPICO EM QUATRO ACTOS EM VERSO,». www.sadacosta.com. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «RAIZ | Bens Culturais Online: Opereta Mouraria». raiz.museusemonumentos.pt. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «A Rosa Enjeitada». RAIZ | Bens Culturais Online
- ↑ «Dom João IV: ópera em 3 actos, libreto de Silva Tavares; música de Ruy Coelho»