João José Rodrigues Leitão
| João José Rodrigues Leitão | |||||
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| Visconde de Cacongo | |||||
![]() Leitão em 1903 | |||||
| Visconde de Cacongo | |||||
| Reinado | 1 de agosto de 1884 — 15 de junho de 1925 | ||||
| Antecessor(a) | Título concedido | ||||
| Sucessor(a) | Monarquia abolida | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 20 de agosto de 1843 Ponte da Barca | ||||
| Morte | 15 de julho de 1925 (81 anos) Funchal | ||||
| Cônjuge | D. Firmina Maria Rodrigues Leitão | ||||
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João José Rodrigues Leitão, 1.º Visconde de Cacongo (Ponte da Barca, 20 de agosto de 1843 – Funchal, 15 de junho de 1925), foi um comerciante português, responsável pela ocupação de um território a norte do rio Zaire, que veio mais tarde a se constituir parte do enclave de Cabinda.[1][2]
Biografia
O 1.º Visconde de Cacongo foi João José Rodrigues Leitão, nascido em Ponte da Barca em 1843 e falecido no Funchal a 15 de junho de 1925, filho de Manuel António Rodrigues Leitão e de D. Maria Joaquina de Oliveira.[2]
Estabeleceu-se jovem na ilha da Madeira e, posteriormente, partiu para a África Ocidental, onde desempenhou um papel na ocupação dos territórios de Cacongo e Massabi, em 1883, contribuindo para a consolidação da presença portuguesa na região. A sua influência junto das populações locais facilitou a adesão dos chefes indígenas ao protetorado português e a subsequente incorporação do enclave de Cabinda, mais tarde reconhecido pelo Congresso de Berlim.[2][3]
Regressado à Madeira, dedicou-se a atividades filantrópicas, nomeadamente à fundação do Manicómio de Câmara Pestana, no Funchal. Foi moço-fidalgo da Casa Real e comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.[2]
Casou com a sua prima D. Firmina Maria Rodrigues Leitão.[2]
O título de Visconde foi-lhe concedido por Decreto e Carta de 1 de agosto de 1884, por D. Luís I, em reconhecimento dos serviços prestados em África. Por alvará de 24 de novembro e Carta de 22 de dezembro de 1900, por D. Carlos I, foi-lhe concedido brasão de armas de mercê nova: escudo de prata com três faixas vermelhas, cada uma carregada com cinco flores-de-lis de ouro dispostas em aspa; coroa de visconde; suportes, um leão à destra e um grifo à sinistra, ambos de ouro.[2][4][5]
O tio do 1.º Visconde, José Rodrigues Leitão, casado com D. Maria do Carmo Garrido, teve, entre outros filhos, Pedro Petropolitano Rodrigues Leitão, em cuja descendência se verificou a sucessão do título.[2] Após a morte de João José Rodrigues Leitão, em 1925, sem herdeiros diretos, a representação do título de Visconde de Cacongo passou para o seu sobrinho Carlos Ernesto Rodrigues Leitão, filho de Pedro Petropolitano Rodrigues Leitão e de D. Júlia Amélia Serão.[5] Foi proprietário no Funchal e herdeiro universal de seu tio. A sua pretensão ao título foi confirmada por D. Manuel II, então no exílio em Londres, em 1927 e reconhecido por alvará do Conselho da Nobreza de 5 de janeiro de 1952.[2]
A Quinta do Pomar, no Funchal, foi propriedade do 1.º Visconde de Cacongo, que a transformou no início do século XX num centro de exploração de madeira de eucalipto, espécie que introduziu na Madeira. Utilizada como residência de verão, destacou-se pela receção ao Rei D. Carlos I e à Rainha D. Amélia em 1901.[6]
Diversas escolas[7] e vias públicas[8] são nomeadas em homenagem ao Visconde de Cacongo, em Portugal Continental e na Madeira.[2][9]
Honras
— Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa de Portugal;[2]
Ver também
Referências
- ↑ http://www.qmdh.com/en/history.html (em inglês), consultado em 13 de setembro de 2007, 09:40
- ↑ a b c d e f g h i j Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1960). Nobreza de Portugal. 2. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 458-459
- ↑ Oliveira, Professor José Carlos de. «Os Kongo, Os Últimos Reis e o Residente Faria Leal (I Parte)». REVISTA MILITAR (em inglês). Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ «Carta de brasão moderna do visconde de Cacongo, 1900, Travassos Valdez,1935, Porto, Portugal». Arquipélagos. Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ a b «A irmã do meio». Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ «Historic and Aristocratic Property». www.portugalproperty.com (em inglês). Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ Escolas em Portugal e em Madeira, exemplos de homenagem ao Visconde. Pesquisado em 13 de setembro de 2007, às 9:43
- ↑ Este exemplo refere-se à Estrada que leva o nome do viscondado de Cacongo, é um dos muitos, encontrados na rede mundial de computadores. Pesquisa feita em 13 de setembro de 2007, 9:42
- ↑ Sítio com endereço em homenagem ao Visconde, na Madeira. Consultado em 13 de setembro de 2007, 9:41
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