João José Ferreira de Sousa
| João José Ferreira de Sousa | |
|---|---|
| Nascimento | 18 de julho de 1782 Lisboa |
| Morte | 8 de abril de 1855 (72 anos) Lisboa |
| Cidadania | Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | oficial, docente, pintor |
João José Ferreira de Sousa (Lisboa, Santos-o-Velho, 18 de julho de 1782 — Lisboa, 8 de abril de 1855) foi um oficial general do Exército Português que se distinguiu como lente de Desenho da Academia Militar, diretor das Aulas Públicas de Arquitectura Civil e diretor da Academia de Belas Artes de Lisboa.[1][2]
Biografia
Nasceu em Lisboa, filho do sargento-mor de Cavalaria Carlos António Ferreira Monte, e de sua mulher Maria Rosa de Sousa Vieira. Foi um dos treze filho do casal, entre os quais se contam: o marechal de campo Domingos Bernardino Ferreira de Sousa; o chefe-de-esquadra Francisco Maximiliano de Sousa; e o tenente-general Pedro Paulo Ferreira de Sousa, o 1.º barão de Pernes.[3]
Inicialmente destinado a uma carreira militar naval, a 5 de outubro de 1799 ingressou na Armada Real como aspirante a guarda-marinha na Academia Real dos Guardas Marinhas. Depois de apresentar provas de nobreza, foi promovido a guarda-marinha a 25 de agosto de 1801. No prosseguimento da sua carreira naval, foi promovido a segundo-tenente a 13 de maio de 1807, mas pouco depois optou por integrar o Exército onde foi promovido a capitão em 13 de abril de 1810. No Exército foi promovido a major em 13 de maio de 1814, a tenente-coronel em 13 de março de 1819 e a coronel a 24 de julho de 1834. Foi nomeado brigadeiro-graduado a 17 de outubro de 1834 e pouco depois promovido a tenente-general.
Desenvolveu a parte inicial da sua carreira na cidade do Rio de Janeiro, para onde se tinha retirado aquando da transferência da corte portuguesa para o Brasil. Numa carreira quase toda ela voltada para o ensino, foi lente de Desenho da Academia Militar do Rio de Janeiro. Com a independência do Brasil, regressou a Portugal, tendo hegado a Lisboa em 11 de março de 1822, sendo nomeado lente de Desenho da Academia Militar de Lisboa.
Em Lisboa foi nomeado em 18 de setembro de 1826 para o cargo de diretor das Aulas Públicas de Arquitectura Civil, onde lecionava Desenho da História, Gravura e Escultura. Com a criação em 1836 da Academia de Belas Artes de Lisboa foi nomeado seu vice-inspetor e depois diretor, cargo que exerceu até falecer.[4]
É autor, entre outras publicações, de uma litografia da D. Maria II no leito da morte.[5] Também se lhe deve um trabalho de normalização dos sinais convencionais para os trabalhos de campo topográficos e hidrográficos a realizar pelo Exército.[6][7]
Foi feito cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis a 9 de julho de 1842.
Referências
- ↑ GERMIL : João José Ferreira de Sousa.
- ↑ Informação dos lentes João José Ferreira de Sousa, Evaristo José Ferreira e Miguel Joaquim Pires ao conde de São Lourenço sobre provimento dos lugares vagos para professores proprietários e substitutos na Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho.
- ↑ João Andrade Nunes, «Incongruências do foro militar : o processo de Francisco Maximiliano de Sousa (1822-1823)» in Silva, Cristina Nogueira da; e Seixas, Margarida (coordenação), Estudos Luso-Hispânicos do Direito, Editorial Dykinson; Madrid, 2021, pp. 491-516.
- ↑ Mário Figueira de Faria, «O Ensino das Belas Artes em Portugal nas vésperas da fundação da Academia». Anais da Universidade Autónoma de Lisboa, série História, vol. V/VI, 2001.
- ↑ Sousa, João José Ferreira de 1782-1855. A Rainha de Portugal, a Snr.ª D. Maria Segunda. Lisboa, 1855 (Lith. de Lopes & Bastos).
- ↑ Sinais convencionais para trabalhos de campo topográficos e hidrográficos.
- ↑ Parecer e tábua para o cálculo de cotas de nível relativo ao sistema geral de escalas, de convenção e desenho topográfico, para servir de norma nos trabalhos da Carta do Reino, pelo coronel de Engenharia João José Ferreira de Sousa, major de Engenharia Filipe Folque e capitão Luís Herculano Ferreira, do Corpo de Engenheiros.