João Carlos Rodrigues da Costa

João Carlos Rodrigues da Costa
Nascimento7 de setembro de 1843
Lisboa
Morte11 de maio de 1917 (73 anos)
Lisboa
CidadaniaPortugal, Reino de Portugal
Alma mater
Ocupaçãojornalista, escritor

João Carlos Rodrigues da Costa (Lisboa, 7 de setembro de 1843 — Lisboa, 11 de maio de 1917) foi um oficial do Exército Português, onde atingiu o posto de general-de-divisão, e intelectual que se distinguiu como jornalista e bibliófilo.[1][2]

Biografia

A sua carreira militar iniciou-se em 1860, ano em que assentou praça como voluntário e iniciou a frequência da Escola do Exército. Foi sucessivamente promovido a alferes em 1865, tenente em 1868, capitão em 1873, major em 1884, tenente-coronel em 1888, coronel em 1893 e general-de-brigada em 1903. Passou à reserva como general-de-divisão em 1910.[1]

Por decreto de 19 de Dezembro de 1868 foi nomeado para integrar a Companhia de Artilharia da Guarnição da ilha Terceira, fixando-se nesse ano em Angra do Heroísmo. Em 1870 foi transferido para o regimento que constituía a guarnição do Castelo de São João Baptista do Monte Brasil, também em Angra do Heroísmo.

Durante este período iniciou-se no jornalismo, passando a colaborar com diversos periódicos angrense e nas iniciativas editoriais de António Gil, particularmente na elaboração dos seus almanaques. O gosto pelo jornalismo levou-o a distinguir-se como bibliófilo, nomeadamente interessando-se pelos primórdios do jornalismo nos Açores, coleccionando jornais antigos.[1] Também em Angra foi redactor dos periódicos Jornal do Grémio Literário e a Lágrima. Nesse período participou no movimento cultural insular, sendo um dos maiores promotores da fundação de bibliotecas públicas de carácter associativo e na divulgação de leitura.[1] Escreveu e editou alguns opúsculos sobre temas açorianos.

De regresso a Lisboa, ingressou na vida política, sendo eleito deputado nos anos de 1882 e 1892. Na legislatura de 1894 foi eleito deputado pelo círculo eleitoral da Horta.

Em Lisboa distinguiu-se também no jornalismo, exercendo as funções de redactor do periódico Revolução de Setembro, que dirigiu após a morte de Rodrigues Sampaio.

Foi professor do Colégio Militar e sócio fundador e director da Sociedade de Geografia de Lisboa,[3] aparecendo associado às comissões organizadoras das comemorações centenárias de Camões (de que foi presidente), do descobrimento da Índia e da Guerra Peninsular.[1]

Obras

Para além de vasta colaboração dispersa pelos periódicos dos Açores e de Lisboa, é autor das seguintes monografias:[1]

  • Independência e instrução. Discurso proferido na inauguração da bibliotheca popular do club popular angrense em 1 de Dezembro de 1871. Lisboa, Imp. Lallenont-Pères, 1872.
  • José Maria Pacheco de Aguiar, memória histórica e biographica. Lisboa, Imp. Sousa Neves, 1877.

Notas

  1. a b c d e f Nota biográfica na Enciclopédia Açoriana.
  2. Silva, I. F. (1973), Diccionario Bibliographico Portuguez. 2.ª ed., Lisboa, Imp. Nacional, X: 207, Aditamentos: 195.
  3. Lista de sócios fundadores da SGL.

Ligações externas