João Calisto Lobo

João Lobo
Assinando a Constituição do Brasil em 1988 como membro da Assembleia Nacional Constituinte. ( Foto: Célio Azevedo/Agência Senado).
Senador pelo Piauí
Período1983-1991
Antecessor(a)Bernardino Viana
Sucessor(a)Lucídio Portela
Deputado estadual pelo Piauí
Período1963-1983
Presidente da Assembleia Legislativa do Piauí
Período1971
Antecessor(a)Joaquim Bezerra
Sucessor(a)Sebastião Leal
Dados pessoais
Nascimento27 de abril de 1927
Floriano, PI
Morte3 de dezembro de 2013 (86 anos)
Teresina, PI
Alma materUniversidade Federal do Rio de Janeiro
CônjugeJanete Lobo
Rusly Lobo
PartidoUDN (1954-1965)
ARENA (1966-1979)
PMDB (1980-1982)
PDS (1982-1985)
PFL (1985-1995)
Profissãoengenheiro civil

João Calisto Lobo (Floriano, 27 de abril de 1927Teresina, 3 de dezembro de 2013) foi um engenheiro civil e político brasileiro que foi deputado estadual por cinco mandatos e exerceu um mandato de senador pelo Piauí.[1]

Dados biográficos

Filho de Calisto Lobo e Carmem Lobo. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1950, perdeu a eleição para prefeito de Floriano via UDN em 1954, mas elegeu-se deputado estadual em 1962, renovando o mandato pela ARENA em 1966, 1970, 1974 e 1978. Em seus vinte anos na Assembleia Legislativa do Piauí liderou as respectivas bancadas, foi presidente em exercício do Poder Legislativo em 1971 e líder do governo no primeiro governo Alberto Silva.[2][3][4][5][6][7][8]

Findo o bipartidarismo imposto pelo Ato Institucional Número Dois outorgado pelo Regime Militar de 1964 ingressou no PMDB, entretanto com a incorporação do antigo PP à legenda de Ulysses Guimarães em 20 de dezembro de 1981, João Lobo seguiu rumo ao PDS.[9]

Candidato a senador em 1982 dividiu essa condição com dois companheiros de partido graças às sublegendas: o senador Bernardino Viana e o deputado federal João Clímaco d'Almeida. Segundo as regras vigentes seria eleito o mais votado dentre os que figuravam no partido político que recebesse o maior número de sufrágios, e assim como o trio do PDS superou os candidatos do PMDB (Chagas Rodrigues, Francílio Almeida e Walmor Carvalho) por mais de 150 mil votos e João Lobo assegurou o mandato ao obter primeiro lugar em sua legenda tendo seus companheiros de partido como suplentes.

Eleitor de Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 1985, não hesitou em ingressar no PFL e por essa legenda obteve uma suplência de deputado federal em 1990.[10][1] Retornou à vida pública no governo Mão Santa onde foi presidente da Companhia Energética do Piauí (CEPISA), o último antes que o governo federal assumisse a administração da empresa em 1997, e diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN).[nota 1] Seu derradeiro cargo público foi o de secretário de Obras e Serviços Públicos no segundo governo Hugo Napoleão[11]

Seu sobrinho, Calisto Lobo Matos, foi eleito segundo suplente do senador Hugo Napoleão em 1986.[12]

Notas

  1. Mão Santa governou o Piauí entre 1º de janeiro de 1995 e 6 de novembro de 2001, quando foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Referências

  1. a b BRASIL. Fundação Getúlio Vargas. «Biografia de João Lobo no CPDOC». Consultado em 14 de outubro de 2025 
  2. SANTOS, José Lopes dos. Novo Tempo Chegou. Brasília: Senado Federal, 1983.
  3. BRASIL. Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. «Eleições 1945 a 1992». Consultado em 26 de janeiro de 2024 
  4. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1962». Consultado em 14 de outubro de 2025 
  5. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1966». Consultado em 14 de outubro de 2025 
  6. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1970». Consultado em 14 de outubro de 2025 
  7. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1974». Consultado em 14 de outubro de 2025 
  8. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1978». Consultado em 14 de outubro de 2025 
  9. Redação (21 de dezembro de 1981). «PP e PMDB decidem unir-se. Capa». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 26 de janeiro de 2024 
  10. Redação (16 de janeiro de 1985). «Sai de São Paulo o voto para a vitória da Aliança. Política, p. 06». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de outubro de 2025 
  11. «Ex-senador do Piauí morre após parada cardíaca em Teresina». Consultado em 25 de dezembro de 2015 
  12. SANTOS, José Lopes dos. Política e Políticos: Eleições 86. Teresina, Gráfica Mendes, 1988. v. II.