Jim Acosta
| Jim Acosta | |
|---|---|
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| Nascimento | 17 de abril de 1971 Washington, D.C. |
| Residência | Washington, D.C., Virgínia |
| Cidadania | Estados Unidos |
| Cônjuge | Sharon Mobley Stow |
| Alma mater |
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| Ocupação | jornalista, escritor |
| Empregador(a) | CNN, Substack |
Jim Acosta (Washington, D.C., 17 de abril de 1971) é um jornalista americano que trabalhou na CNN de 2007 a 2025. Ele ganhou destaque como correspondente-chefe da Casa Branca durante os governos Obama e Trump, tornando-se conhecido por confrontos frequentes com Donald Trump em coletivas de imprensa.[1] Em 2021, tornou-se âncora e correspondente nacional da emissora. Acosta deixou a CNN em janeiro de 2025 após recusar a transferência de horário de seu programa.[2][3]
Primeiros anos e educação
O pai de Acosta chegou aos Estados Unidos aos 11 anos como refugiado de Santa María del Rosario, Cuba, três semanas antes da Crise dos Mísseis de Cuba.[4] Seus ancestrais eram originalmente das Ilhas Canárias.[5][4] A mãe de Acosta é de ascendência irlandesa e tcheca. Acosta foi criado na Virgínia e se formou na Annandale High School em 1989.[6] Em 1993, ele concluiu o bacharelado em comunicação de massa, com especialização secundária em ciência política, pela James Madison University.[7][8] Enquanto estudava, Acosta trabalhou como voluntário na WXJM, a rádio administrada por estudantes. Ele também trabalhou como repórter na WSVA, uma rádio local pertencente e operada pela Saga Communications. Ele se casou em 1999 com Sharon Mobley Stow e o casal teve dois filhos. Eles se divorciaram em 2017.[9]
Carreira
Acosta iniciou sua carreira no rádio, na WMAL,[10] antes de migrar para a televisão em 1994. Entre 1995 e 2007, trabalhou como repórter e correspondente em diversas afiliadas da Fox, NBC e CBS, cobrindo temas importantes como a campanha presidencial de John Kerry em 2004, a Guerra do Iraque e o furacão Katrina.
Em 2007, entrou para a CNN, onde cobriu as campanhas presidenciais de 2008 e as eleições de meio de mandato de 2010. Foi promovido a correspondente político nacional em 2012, liderando a cobertura da campanha de Mitt Romney, e depois se tornou correspondente sênior da Casa Branca.
Ao longo de sua atuação, fez perguntas incisivas a líderes como Barack Obama e Raúl Castro.[11] Em 2018, tornou-se chefe de correspondentes da Casa Branca e, em 2021, foi nomeado correspondente nacional sênior e âncora de fim de semana da CNN.
Entre 2016 e 2018, Acosta teve vários confrontos públicos com Donald Trump e membros do governo. Em 2016, Trump o chamou de “uma verdadeira beleza”[12] em tom depreciativo, e em 2017 o rotulou como “fake news” ao impedir que ele fizesse perguntas sobre a Rússia.[13]
Acosta também discutiu acaloradamente com o assessor Stephen Miller sobre o RAISE Act, episódio que, segundo o Politico, consolidou sua imagem como principal antagonista da CNN em relação ao governo Trump.[14] Em 2018, confrontou Sarah Huckabee Sanders ao pedir que ela repudiasse a frase de Trump que chamava jornalistas de “inimigos do povo”, mas ela evitou responder.
Em novembro de 2018, após as eleições legislativas, Acosta teve outro embate direto com Trump ao insistir em perguntas adicionais durante uma coletiva, o que levou Trump a chamá-lo de “uma pessoa rude e terrível”. Logo depois, a Casa Branca suspendeu seu passe de imprensa, alegando que ele teria interferido fisicamente com uma estagiária — alegação contestada pela CNN, que acusou o governo de retaliação.
A discussão se intensificou quando a Casa Branca divulgou um vídeo do incidente que, segundo a CNN e especialistas, havia sido alterado para parecer mais agressivo. A CNN preparou uma ação judicial para restaurar o acesso de Acosta, enquanto autoridades do governo defenderam a autenticidade do vídeo, alegando que ele havia apenas sido acelerado ou ampliado.
Saída da CNN
Em janeiro de 2025, a CNN anunciou mudanças na programação que retiraram Jim Acosta e Pamela Brown do CNN Newsroom, substituindo o horário pelo The Situation Room. Com a nova grade, o futuro de Acosta na emissora ficou incerto. Ele teria recusado uma oferta para apresentar um programa noturno em Los Angeles — algo que alguns funcionários interpretaram como uma tentativa de colocá-lo em um horário de menor audiência, possivelmente devido às suas críticas a Trump.
Em 28 de janeiro de 2025, Acosta anunciou que estava deixando a CNN para buscar novos projetos e direcionou seus seguidores a um novo blog no Substack.
Vida pessoal
Acosta e sua esposa, Sharon Mobley Stow, uma enfermeira, se separaram em 2017 após 24 anos de casamento. Eles têm duas filhas e um filho.[15]
Referências
- ↑ Jim Acosta, prominent Trump critic, leaves CNN. Politico. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ Crítico de Trump, âncora da CNN americana anuncia demissão no ar: 'Nunca é um bom momento para se curvar a um tirano'. G1. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ Jim Acosta anuncia saída da CNN: 'Não se deixem levar pelo medo'. The Guardian. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ a b «Finding Your Roots | Anchormen | Season 9 | Episode 9». PBS
- ↑ Acosta, Jim (11 de maio de 2018). «Esta é a minha mãe. Os pais dela eram descendentes de irlandeses e checos e se "assimilaram" muito bem. Eles estão enterrados no Cemitério Nacional de Arlington.». Twitter
- ↑ Acosta, Jim (20 de março de 2016). «A reporter's personal journey to Cuba». CNN. Consultado em 29 de dezembro de 2020.
Estávamos a caminho da cidade onde meu pai cresceu, a cidade da qual ele fugiu em 1962, três semanas antes da Crise dos Mísseis de Cuba. ... Com apenas 11 anos, meu pai recebeu um passaporte cubano para uma viagem só de ida para um país que se tornaria seu refúgio.
- ↑ «Anchors/Reporters - Jim Acosta». CNN. Consultado em 2 de dezembro de 2025.
Acosta se formou com louvor na Universidade James Madison, onde obteve o diploma de bacharel em comunicação social e uma especialização em ciência política.
- ↑ Taylor, Liz Cerami. «Assignment America: CBS News' Jim Acosta ('93) joins Dan Rather on the set for blackout story». MONTY (65). James Madison University. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ Strauss, Ben (21 de setembro de 2017). «Jim Acosta Is the White House's Favorite Reporter». POLITICO Magazine (em inglês). Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ CNN anchor Jim Acosta has left the network. He spent some of his formative years at WBIR. Knoxville News. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ 'Cuba tem presos políticos?': a pergunta que incomodou Raúl Castro durante visita de Obama. G1. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ Donald Trump's 'sleaze' attack on reporter hits new level of media animosity. CNN Money. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ “Você é Fake News” – As questões por trás do dossiê anti-Trump. Revista VEJA. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ Strauss, Ben. Jim Acosta Is the White House's Favorite Reporter. Politico. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ Johnson, Richard (24 de julho de 2014). «Page Six: Recently separated CNN reporter is loving the single life». New York Post
Ligações externas
- Jim Acosta no IMDb
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