Jerônimo Gonçalves

Almirante Jerônimo Gonçalves
Gonçalves em 1894.
Nascimento
Morte
01 de maio de 1903 (68 anos)

Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Ignez Gonçalves de Araújo
Pai: João Francisco Gonçalves
CônjugeHercília Baggi de Araújo
Filho(a)(s)9
Alma materEscola Naval
ProfissãoMilitar
Serviço militar
PaísBrasil
ServiçoMarinha do Brasil
Anos de serviço1852-1894
Patente Almirante
ConflitosGuerra do Paraguai Revolta da Armada
Assinatura

Jerônimo Francisco Gonçalves[a] (Salvador, 23 de abril de 1835Rio de Janeiro, 1 de maio de 1903)[1] foi um almirante brasileiro da Marinha do Brasil, participante da Guerra do Paraguai e Revolta da Armada.

Biografia

Nascido em Salvador, foi para o Rio de Janeiro em 1851, cursou como aspirante à guarda-marinha na Escola Naval[b] e foi promovido em 10 de novembro de 1853, depois foi promovido como segundo-tenente em 12 de março de 1856 e primeiro-tenente em 16 de novembro de 1859.[3][4]

na Guerra do Paraguai, comandou em novembro de 1865 a canhoeira Henrique Martins, no mês de abril no Combate da Ilha da Redenção ganhou uma vitória decisiva no fronte ao bombardear a Fortaleza de Itapirú[5] em 16 de abril e no dia seguinte ocorreu a Batalha de Itapirú, iniciando a invasão aliada no Paraguai.

Foi promovido a capitão-tenente no dia 21 de janeiro de 1867[4], em 2 de fevereiro de 1867, assumiu em comando do encouraçado Cabral, em 15 de agosto fez parte da Divisão de Alvim na Passagem do Curupaiti, rebocando o chata Riachuelo[6] e combateu as fortificações da Bateria de Londres.

Em 6 de fevereiro de 1868, assumiu um novo cargo comandando o Monitor Silvado, na noite do dia 2 de março apoiou os encouraçados Lima Barros e Cabral na abordagem dos paraguaios[7], em 10 de abril bombardeia a Fortaleza de Humaitá.[8]

Em 16 de fevereiro de 1869, assume o comando do encouraçado Colombo em uma das ultimas operações da Marinha Brasileira no rio Manduvirá,[9] em 12 de abril de 1868 se torna Capitão de Fragata e em 2 de dezembro de 1869, Capitão de Mar e Guerra.[4]

No final da guerra, se casou com Hercília Baggi de Araújo no dia 18 de fevereiro de 1871, a qual teve 9 filhos. Em paz comandou o Fragata Amazonas e um Distrito Naval na Bahia[7], foi estudar na Europa em 1874 sobre torpedos[10] e chegou a ser posto à chefe de divisão em 24 de dezembro de 1881 e depois Chefe de Esquadra em 16 de junho de 1883,[4] no mesmo ano foi para a reserva militar.

Em 21 de outubro de 1893, durante a Segunda Revolta da Armada, voltou à ativa por ordem de Floriano Peixoto, assumiu comando da "Esquadra de Papelão" constituída pelo navios Tiradentes, Bahia e Santos. Chegaram de Recife no dia 26 de novembro para reforçar a Esquadra os cruzadores Nitéroi e Andrada e as torpedeiras Gustavo Sampaio, Silvado, Greenhalg, Pedro Ivo, Pedro Afonso, Piratini e Bento Gonçalves.[11]

Em 22 de janeiro de 1894, zarpou de Montevidéu rumo a Salvador e ficaram lá por todo o mês de fevereiro e deixaram Salvador rumo ao Rio de Janeiro em 12 de março

Notas

  1. Originalmente "Jeronymo Francisco Gonçalves", atualizado pelo Acordo Ortográfico de 1945.
  2. a Escola Naval se localizava na Praça Mauá na época, ela passou por diversas mudanças de local e atualmente ela está na Ilha de Villegagnon desde 11 de junho de 1938.[2]

Referências

  1. Maul, Carlos (27 de maio de 1939). «Notas sobre a vida do Almirante Jerônimo Francisco Gonçalves» 
  2. Cardoso, A.A. (2024). «A escola Naval na ilha de Villegagnon: PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA DE UM SOLO SAGRADO». Revista do Clube Naval. Consultado em 31 de janeiro de 2024 
  3. Mendonça, Salvador de; Pontes, Cícero; Dias, Victor (1900). Apontamentos biographicos. [S.l.]: University of Toronto. pp. 164–165 
  4. a b c d Oliveira, Nathalia (10 de junho de 2015). «Gonçalves, Jerônimo Francisco». Acervo Arquivístico da Marinha do Brasil 
  5. Bento 1993, p. 10.
  6. Marinha do Brasil. «Cabral Corvete» (PDF). Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha 
  7. a b Bittencourt 2008, pp. 4-8.
  8. «Monitor Encouraçado Silvado». NGB 
  9. Barros 2024, p. 4-11.
  10. Barros 2024, p. 9.
  11. Bento 1993, p. 3.

Bibliografia

  • Bento, Cláudio Moreira (1993). A Esquadra Legal e o seu Comandante Alm. Jerônimo Gonçalves. [S.l.: s.n.] 
  • Barros, Aldeir Isael (2024). A Marinha Imperial Brasileira no Manduvirá. [S.l.: s.n.] 
  • Bittencourt, Luiz (2008). Os ataques das canoas paraguaias aos encouraçados fluviais brasileiros. [S.l.: s.n.]