Jerônimo Gonçalves
| Almirante Jerônimo Gonçalves | |
|---|---|
![]() Gonçalves em 1894. | |
| Nascimento | 23 de abril de 1835 |
| Morte | 01 de maio de 1903 (68 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Ignez Gonçalves de Araújo Pai: João Francisco Gonçalves |
| Cônjuge | Hercília Baggi de Araújo |
| Filho(a)(s) | 9 |
| Alma mater | Escola Naval |
| Profissão | Militar |
| Serviço militar | |
| País | Brasil |
| Serviço | Marinha do Brasil |
| Anos de serviço | 1852-1894 |
| Patente | |
| Conflitos | Guerra do Paraguai Revolta da Armada |
| Assinatura | |
![]() | |
Jerônimo Francisco Gonçalves[a] (Salvador, 23 de abril de 1835 – Rio de Janeiro, 1 de maio de 1903)[1] foi um almirante brasileiro da Marinha do Brasil, participante da Guerra do Paraguai e Revolta da Armada.
Biografia
Nascido em Salvador, foi para o Rio de Janeiro em 1851, cursou como aspirante à guarda-marinha na Escola Naval[b] e foi promovido em 10 de novembro de 1853, depois foi promovido como segundo-tenente em 12 de março de 1856 e primeiro-tenente em 16 de novembro de 1859.[3][4]
na Guerra do Paraguai, comandou em novembro de 1865 a canhoeira Henrique Martins, no mês de abril no Combate da Ilha da Redenção ganhou uma vitória decisiva no fronte ao bombardear a Fortaleza de Itapirú[5] em 16 de abril e no dia seguinte ocorreu a Batalha de Itapirú, iniciando a invasão aliada no Paraguai.
Foi promovido a capitão-tenente no dia 21 de janeiro de 1867[4], em 2 de fevereiro de 1867, assumiu em comando do encouraçado Cabral, em 15 de agosto fez parte da Divisão de Alvim na Passagem do Curupaiti, rebocando o chata Riachuelo[6] e combateu as fortificações da Bateria de Londres.
Em 6 de fevereiro de 1868, assumiu um novo cargo comandando o Monitor Silvado, na noite do dia 2 de março apoiou os encouraçados Lima Barros e Cabral na abordagem dos paraguaios[7], em 10 de abril bombardeia a Fortaleza de Humaitá.[8]
Em 16 de fevereiro de 1869, assume o comando do encouraçado Colombo em uma das ultimas operações da Marinha Brasileira no rio Manduvirá,[9] em 12 de abril de 1868 se torna Capitão de Fragata e em 2 de dezembro de 1869, Capitão de Mar e Guerra.[4]
No final da guerra, se casou com Hercília Baggi de Araújo no dia 18 de fevereiro de 1871, a qual teve 9 filhos. Em paz comandou o Fragata Amazonas e um Distrito Naval na Bahia[7], foi estudar na Europa em 1874 sobre torpedos[10] e chegou a ser posto à chefe de divisão em 24 de dezembro de 1881 e depois Chefe de Esquadra em 16 de junho de 1883,[4] no mesmo ano foi para a reserva militar.
Em 21 de outubro de 1893, durante a Segunda Revolta da Armada, voltou à ativa por ordem de Floriano Peixoto, assumiu comando da "Esquadra de Papelão" constituída pelo navios Tiradentes, Bahia e Santos. Chegaram de Recife no dia 26 de novembro para reforçar a Esquadra os cruzadores Nitéroi e Andrada e as torpedeiras Gustavo Sampaio, Silvado, Greenhalg, Pedro Ivo, Pedro Afonso, Piratini e Bento Gonçalves.[11]
Em 22 de janeiro de 1894, zarpou de Montevidéu rumo a Salvador e ficaram lá por todo o mês de fevereiro e deixaram Salvador rumo ao Rio de Janeiro em 12 de março
Notas
- ↑ Originalmente "Jeronymo Francisco Gonçalves", atualizado pelo Acordo Ortográfico de 1945.
- ↑ a Escola Naval se localizava na Praça Mauá na época, ela passou por diversas mudanças de local e atualmente ela está na Ilha de Villegagnon desde 11 de junho de 1938.[2]
Referências
- ↑ Maul, Carlos (27 de maio de 1939). «Notas sobre a vida do Almirante Jerônimo Francisco Gonçalves»
- ↑ Cardoso, A.A. (2024). «A escola Naval na ilha de Villegagnon: PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA DE UM SOLO SAGRADO». Revista do Clube Naval. Consultado em 31 de janeiro de 2024
- ↑ Mendonça, Salvador de; Pontes, Cícero; Dias, Victor (1900). Apontamentos biographicos. [S.l.]: University of Toronto. pp. 164–165
- ↑ a b c d Oliveira, Nathalia (10 de junho de 2015). «Gonçalves, Jerônimo Francisco». Acervo Arquivístico da Marinha do Brasil
- ↑ Bento 1993, p. 10.
- ↑ Marinha do Brasil. «Cabral Corvete» (PDF). Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha
- ↑ a b Bittencourt 2008, pp. 4-8.
- ↑ «Monitor Encouraçado Silvado». NGB
- ↑ Barros 2024, p. 4-11.
- ↑ Barros 2024, p. 9.
- ↑ Bento 1993, p. 3.
Bibliografia
- Bento, Cláudio Moreira (1993). A Esquadra Legal e o seu Comandante Alm. Jerônimo Gonçalves. [S.l.: s.n.]
- Barros, Aldeir Isael (2024). A Marinha Imperial Brasileira no Manduvirá. [S.l.: s.n.]
- Bittencourt, Luiz (2008). Os ataques das canoas paraguaias aos encouraçados fluviais brasileiros. [S.l.: s.n.]
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