Jeca Tatu (filme)

Jeca Tatu
Jeca Tatu (filme)
Cartaz do filme
 Brasil
1959 •  pb •  95 min 
Gênero comédia
Direção Milton Amaral
Produção PAM Filmes
Roteiro Milton Amaral
Baseado em Jéca Tatuzinho, de Monteiro Lobato
Elenco Amácio Mazzaropi
Geny Prado
Roberto Duval
Nicolau Guzzardi
Marlene França
Francisco di Franco
Música Hector Lagna Fietta
Idioma português

Jeca Tatu é um filme de cómedia brasileiro de 1959, escrito e dirigido por Milton Amaral e estrelado por Mazzaropi. O roteiro é baseado no personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, mais especificamente na obra propagandística Jéca Tatuzinho[1] cujos direitos pertencentes na época ao Instituto de Medicamentos Fontoura S/A, foram cedidos para o filme.

São apresentados os seguintes números musicais: Ave Maria, de Vicente Paiva e J. Redondo, cantada por Lana Bittencourt; Tempo para amar, de Fred Jorge e Mário Genari Filho, com os irmãos Tony Campello e Cely Campello; Estrada do Sol, de Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, com Agnaldo Rayol; Fogo no rancho, de Elpídio dos Santos e Anacleto Rosa; Pra mim o azar é festa, de João Izidoro Pereira e Ado Benatti, ambos cantados por Mazzaropi.

Produção

As filmagens ocorreram em Pindamonhangaba, na fazenda Sapucaia e Coruputuba, cedidas pelo Dr. Cicero da Silva Prado.[2]

Enredo

Jeca é um caipira preguiçoso e simplório que vive num sítio, numa zona rural do interior de São Paulo, com sua mulher, filha adolescente e dois meninos pequenos. Devendo no armazém da cidade, ele aceita dar pedaços de sua terra para pagar as dívidas. Não sabe que o dono repassa as terras para o vizinho, agricultor ambicioso e proprietário de uma grande área, o italiano Giovanni, que deseja expulsar Jeca dali e impedir o namoro do filho dele (Marcos) com a filha do matuto (Marina). Vaca Brava, um valentão, também quer se casar com Marina e ao ser expulso por Jeca, inicia um plano para acirrar a rixa da família do matuto com a do italiano. Primeiro, Vaca Brava rouba ovos e uma galinha do italiano e coloca tudo na casa de Jeca. Por mais que Jeca e sua família neguem, ele vai preso. Depois de 8 dias na cadeia ele é liberado quando Marcos paga a fiança. O delegado aconselha o Jeca a não fazer nada errado para não voltar para a cadeia mas o matuto, em sua simplicidade, ameaça de morte o italiano.

Na segunda tentativa, Vaca Brava rouba um chapéu de Jeca e desacorda Marcos. E deixa o chapéu lá. Quando o italiano viu o chapéu não tinha dúvidas de que Jeca bateu no seu filho. E então pega um lampião e incendeia a casa simples de sapé do caipira. Jeca, muito preguiçoso quase que fica preso. Quando a mulher avisa do incêndio ele preguiçosamente pergunta "É fogo grande ou pequeno?". Com isso, o casebre é totalmente consumido pelas chamas, uma cena hilária e triste ao mesmo tempo. A família escapa sem se machucar. O italiano fala que foi o responsável devido ao acontecido com Marcos. Jeca faz um discurso dizendo que é um ato desumano queimar um teto que uma família demora a vida toda para construir. No dia seguinte Jeca com sua família pega a estrada em seu carro de boi. A população da cidade o para no caminho e ele diz que vai embora para Brasília, ajudar na construção da nova capital brasileira. As pessoas dizem para que ele fique e que vão ajudá-lo.

Com o auxílio dos amigos, Jeca vai para São Paulo procurar o Doutor Felisberto, rico candidato a deputado, com uma lista de 2.000 votos para ele, caso lhe conceda ajuda. Totalmente bestificado com a cidade grande, o caipira chega à casa do deputado que realizava uma festa na piscina com muitos convidados. Seu jeito de matuto chama a atenção de várias mulheres de maiô que o cercam e ele foge delas subindo em uma árvore. Depois tentam jogá-lo na piscina mas o deputado aparece e interrompe a farra e aceita dar-lhe ajuda em troca dos votos.

Vaca Brava provoca novo incêndio, desta vez no paiol do italiano, mas Marcos o vê e o confronta no bar. Com a ajuda de Jeca, Vaca Brava é detido e confessa todos os crimes, acabando preso.

O candidato usa Jeca como homem-chefe de sua campanha e consegue se eleger. Ele constrói um casarão imenso e Jeca vira coronel da cidade.[3]

Elenco

  • Mazzaropi: Jeca Tatu
  • Geny Prado: Jerônima
  • Roberto Duval: Vaca Brava
  • Nicolau Guzzardi: Seu Giovani[4]
  • Marlene França: Marina[5]
  • Francisco di Franco (Francisco de Souza): Marcos
  • Nena Viana: Dona Baratinha
  • Miriam Rony: Tina, esposa de Giovani
  • Pirolito: Dr. Felisberto, o deputado
  • Marlene Rocha: Mulher do Deputado
  • Marthus Mathias: Delegado
  • Hamilton Saraiva - Bento , o dono do armazém
  • José Soares - Peão de Giovanni
  • Hernani Almeida - Peão de Giovanni
  • Homero Souza Campos - Chofér que leva Jeca até o deputado
  • Eliana Wardi
  • Marilu
  • Galampito
  • Augusto César Ribeiro - Peão de Giovanni
  • Argeu Ferrari - Politico
  • Cláudio Barbosa
  • Humberto Barbosa - filho do Jeca
  • Newton Jaime S. Amadei - filho do Jeca

Referências

  1. Acessado em 18-07-12
  2. «TV Brasil exibe "Jeca Tatu", clássico de Mazzaropi | TV Brasil | Cultura». TV Brasil. 13 de fevereiro de 2019. Consultado em 27 de dezembro de 2019 
  3. AdoroCinema, Jeca Tatu, consultado em 27 de dezembro de 2019 
  4. Biblioteca Nacioanl (ed.). «Filme Jeca Tatu - Correio da Manhã (RJ) de 30/04/1960». Consultado em 30 de setembro de 2021 
  5. Marlene FrançaArquivado em 24 de agosto de 2010, no Wayback Machine. Marlene França. Acessado em 18-07-12

Ligações externas