Jaume Sabartés

Jaume Sabartés
Foto de Jaume Sabartés em 1913.
Nome completoJaume Sabartés i Gual
Nascimento
10 de junho de 1881

Morte
12 de fevereiro de 1968

Jaume Sabartés i Gual (em catalão: Jaume Sabartés i Gual, em castelhano: Jaime Sabartés y Gual, Barcelona, 10 de junho de 1881 - Paris, 12 de fevereiro de 1968), foi um artista, poeta e escritor catalão-espanhol. Amigo íntimo de Pablo Picasso, tornou-se seu secretário.

Biografia

Sabartés nasceu na rua Sant Pere Més Baix, 84, em Barcelona. Filho de Francisco Sabartés Obach e Maria Gual Oromí. O pai é nascido em Oliana e trabalhava como professor do primário e sua mãe nascida em Barcelona.[1]

Segundo a pintora Françoise Gilot, Sabartés era primo do artista Joan Miró. Em 1901, Sabartés estudou artes plásticas e escultura junto de Manuel Fuxà na Escola de la Llotja, onde escreveu prosa e poesia e colaborou com a revista Joventut sob o pseudônimo de Jacobus Sabartés. Era frequentador assíduo do café Els Quatre Gats e fazia parte do grupo de Picasso em Barcelona e Paris.[1]

Tempo na Guatemala

Sabartés mudou-se para Quezaltenango, Guatemala, em 1904 para ficar com seu tio materno Francisco Gual Oromí (1872-1931), que era empresário. Lá, ele publicou artigos em jornais locais, como Diario de los Altos e El Tecolote.[2]

Em 11 de janeiro de 1908, Sabartés casou-se com Rosa Corzo Robles, que era filha dos donos da casa onde residia. A família mudou-se para Nova York em 1912, mas retornou à Guatemala em 1913. Seu filho, Mario de Jesús Sabartés Robles, nasceu em 1914. Eles se mudaram para a Cidade da Guatemala em 1920, onde trabalhou para a Alliance Française e se tornou o primeiro professor de perspectiva e história da arte na Academia Nacional de Belas Artes, enquanto contribuía para jornais como o Diario de Centro América.[3]

Durante sua estadia na Guatemala, Sabartés organizou diversas grandes exposições de arte moderna com Picasso e outros artistas, além de participar da vida intelectual da capital, participando de encontros e discussões intelectuais regulares e estabelecendo amizades com artistas como Carlos Valenti, Carlos Mérida, Humberto Garavito, Rafael Yela Günther e Rafael Arévalo Martínez, entre outros. Durante as comemorações do centenário da independência da Guatemala, Sabartés fez parte do júri de um prêmio de arte que foi ganho por Humberto Garavito.[2][3][4]

Retorno à Espanha

Após cerca de 23 anos na Guatemala, Sabartés retornou a Barcelona em 1927 com a família para cuidar dos problemas de saúde do filho. Separou-se da esposa em 1928, deixando-lhe sua fortuna, e fugiu com sua namorada de juventude, Mercedes Iglesias. Viajaram a Paris para visitar Picasso e solicitar apoio financeiro para embarcar para Montevidéu, Uruguai, onde Sabartés exerceu jornalismo para o jornal El Dia.[carece de fontes?]

Associação com Picasso

Segundo Paula Cantó, “Picasso e Sabartés nasceram no mesmo ano, 1881. Conheceram-se (em 1899) quando estudavam na escola de arte Llotja, em Barcelona, e ambos eram frequentadores assíduos do Els Quatre Gats, onde se reunia o círculo artístico mais jovem de Barcelona”.[5]

Sabartés e Picasso permaneceram próximos até a morte do primeiro. Em 1899, Picasso pintou seu primeiro retrato de Sabartés, que agora está no Museu Pushkin, em Moscou. A pedido de Picasso, Sabartés voltou do Uruguai para a Europa, estabelecendo-se na rue La Boétie, em Paris, em novembro de 1935, e se tornou secretário de Picasso em tempo integral, organizando seus papéis, livros e poemas, e foi responsável por organizar suas exposições.[6] Sabartés colecionou muitas obras de Picasso que doou ao Museu Picasso em Barcelona em 1963, formando o núcleo original deste museu (junto de obras doadas pelo próprio artista), que era inicialmente conhecido como Coleção Sabartés porque a Espanha franquista não teria aprovado um museu com o nome de Picasso, um inimigo declarado do governo franquista.[7] Os livros e papéis de Sabartés foram doados ao Museu Picasso Málaga.

Legado

Em 2007, a Prefeitura de Barcelona deu o nome de Praça Sabartés ao novo espaço urbano remodelado atrás do Museu Picasso, entre as ruas Montcada e Flassaders. Em 2008, o Museu Picasso inaugurou uma nova Sala Sabartés, que inclui uma nova aquisição: um retrato de Sabartés como fauno, datado de 1946.[carece de fontes?]

Referências

  1. a b «Jaume Sabartés | Museu Picasso | the website of Barcelona city» 
  2. a b Luján Muñoz, Luis. Jaime Sabartés en Guatemala: 1904-27. Guatemala: Dirección General de Cultura y Bellas Artes, 1981. (em castelhano)
  3. a b Muñoz, Luis Luján (6 de agosto de 1984). «Carlos Mérida, Sabartés y Carlos Valenti». Anales del Instituto de Investigaciones Estéticas (em espanhol): 195–218. ISSN 1870-3062. doi:10.22201/iie.18703062e.1984.54.1244. Consultado em 25 de agosto de 2025 
  4. Cristina Martín, El Blog del Museu Picasso de Barcelona, publicado 25-02-2015 [visita em 21-04-2019].
  5. "Las 700 cartas de Picasso y Sabartés: una historia de amistad, humor y sexo. Una muestra recupera la correspondencia que intecambiaron durante años, en la que se plasma la relación de confianza que mantuvieron pintor y representante", Paula Cantó, El Confidencial, 24-11-2018, (em castelhano) [retrieved 21-04-2019].
  6. Brassai (1999). Conversations with Picasso. [S.l.]: The University of Chicago Press. pp. 50–51. ISBN 0-226-07148-0 
  7. «The Picasso Museum Barcelona» 

Ligações externas