Janthinobacterium lividum
Janthinobacterium lividum
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
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| Sinónimos | |||||||||||||||
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Janthinobacterium lividum é uma bactéria aeróbica, Gram-negativa, encontrada no solo, que apresenta uma coloração violeta-escura característica (quase preta) devido à produção de um composto chamado violaceína, sintetizado quando o glicerol é metabolizado como fonte de carbono.[2]
A violaceína possui propriedades antibacterianas, antivirais e antifúngicas. Suas propriedades antifúngicas são de particular interesse, uma vez que J. lividum é encontrada na pele de certos anfíbios, incluindo a salamandra-de-dorso-vermelho (Plethodon cinereus), onde atua na prevenção da infecção pelo fungo quitrídio (Batrachochytrium dendrobatidis), um agente patogênico devastador.[3]
Etimologia
O nome do gênero Janthinobacterium deriva do latim janthinus, que significa "violeta" ou "azul-violeta", combinado com bacterium, que significa "bastão" ou "cajado".[4] O nome da espécie, lividum, também tem origem no latim e significa "de cor azul" ou "cor de chumbo".
Propriedades antifúngicas
Esta bactéria produz compostos antifúngicos, como o indol-3-carboxaldeído e a violaceína.[5]
Resistência a B. dendrobatidis
J. lividum inibe tanto o crescimento quanto os efeitos tóxicos do fungo do gênero Batrachochytrium. Esse fungo causa a doença conhecida como quitridiomicose em anfíbios, que ten contribuído significativamente para o declínio global dessas espécies. Por isso, o potencial uso de bactérias como J. lividium tem despertado grande interesse científico.
Um estudo conduzido em 2009 investigou os efeitos do Batrachochytrium dendrobatidis (Bd) e o uso de J. lividium em laboratório para melhorar a taxa de sobrevivência. Os três grupos experimentais incluíram: sapos infectados apenas com Bd, sapos tratados apenas com J. lividium, e sapos tratados com J. lividium antes de serem expostos ao Bd. Quase todos os sapos expostos somente ao Bd morreram, enquanto nenhum dos animais nos demais grupos apresentou mortalidade. Os resultados demonstraram o potencial uso de J. lividium como método de prevenção da infecção por Bd em ambiente controlado.[6]
Tingimento têxtil
O pigmento produzido por J. lividum também tem sido utilizado usado na coloração de tecidos. Por ser biodegradável, ele representa uma alternativa mais sustentável aos corantes têxteis sintéticos, que frequentemente contêm substâncias químicas tóxicas e metais pesados.[7][8]
Referências
- ↑ Kämpfer, P.; Falsen, E.; Busse, H. J. (2008). «Reclassification of Pseudomonas mephitica Claydon and Hammer 1939 as a later heterotypic synonym of Janthinobacterium lividum (Eisenberg 1891) De Ley et al. 1978». International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology. 58 (Pt 1): 136–138. PMID 18175698. doi:10.1099/ijs.0.65450-0
- ↑ Pantanella, F; Berlutti, F; Passariello, C; Sarli, S; Morea, C; Schippa, S (2007). «Violacein and biofilm production in Janthinobacterium lividum». J Appl Microbiol. 102 (4): 992–9. PMID 17381742. doi:10.1111/j.1365-2672.2006.03155.x
- ↑ «Small Things Considered: What You Didn't Know About Janthinobacterium». Consultado em 12 de junho de 2012. Arquivado do original em 7 de julho de 2018
- ↑ «Archived copy». Consultado em 12 de junho de 2012. Arquivado do original em 7 de fevereiro de 2021
- ↑ Brucker, Robert M.; Harris, Reid N.; Schwantes, Christian R.; Gallaher, Thomas N.; Flaherty, Devon C.; Lam, Brianna A.; Minbiole, Kevin P. C. (1 de novembro de 2008). «Amphibian chemical defense: antifungal metabolites of the microsymbiont Janthinobacterium lividum on the salamander Plethodon cinereus». Journal of Chemical Ecology. 34 (11): 1422–1429. Bibcode:2008JCEco..34.1422B. ISSN 0098-0331. PMID 18949519. doi:10.1007/s10886-008-9555-7
- ↑ Harris, Reid N.; Brucker, Robert M.; Walke, Jenifer B.; Becker, Matthew H.; Schwantes, Christian R.; Flaherty, Devon C.; Lam, Brianna A.; Woodhams, Douglas C.; Briggs, Cheryl J. (1 de julho de 2009). «Skin microbes on frogs prevent morbidity and mortality caused by a lethal skin fungus». The ISME Journal. 3 (7): 818–824. Bibcode:2009ISMEJ...3..818H. ISSN 1751-7370. PMID 19322245. doi:10.1038/ismej.2009.27
- ↑ «LIVING COLOUR – by Laura Luchtman & Ilfa Siebenhaar». www.livingcolour.eu (em inglês). Consultado em 19 de março de 2018. Arquivado do original em 8 de dezembro de 2018
- ↑ Kato, Hiroshi; Kojima, Atsushi; Hayasaka, Shoji; Hata, Tamako; Yasui, Hiroe; Tsukamoto, Takanori; Shirata, Akira (abril de 2000). «Isolation of Bacteria Producing Bluish-Purple Pigment and Use for Dyeing». Japan Agricultural Research Quarterly. 34 (2): 131–140. Consultado em 19 de março de 2018. Cópia arquivada em 20 de março de 2018
