Jaguaré (distrito de São Paulo)
Jaguaré
| |
|---|---|
![]() | |
| Área | 6,6 km² |
| População | (81°) 55.382 hab. (2022) |
| Densidade | 63,07 hab/ha |
| Renda média | R$ 1 487,11 |
| IDH | 0,849 - elevado (51°) |
| Subprefeitura | Lapa |
| Região Administrativa | Oeste |
| Área Geográfica | 8 (Oeste) |
| Distritos de São Paulo | |
Jaguaré é um distrito situado na zona oeste do município de São Paulo e é administrado pela Prefeitura Regional da Lapa, possui uma área de aproximadamente 6,6 km²[1] e uma população de 42,4 mil habitantes, relativamente heterogênea e de classe média em sua maioria. Limita-se com os distritos paulistanos de Vila Leopoldina, Alto de Pinheiros, Butantã e Rio Pequeno, e com a zona centro-sul do município de Osasco.
O distrito de Jaguaré é constituído pelos bairros: Centro Industrial do Jaguaré, Super Quadra Jaguaré, Vila Nova Jaguaré, Parque Continental, Vila Graziela, Vila Jaguaré e Vila Lageado. Localizam-se no distrito o Mirante do Jaguaré, que é tombado pelo poder público municipal, e o Museu da Tecnologia de São Paulo, próximo à Cidade Universitária.
O distrito do Jaguaré foi projetado e construído pelo engenheiro Henrique Dumont Villares em 1935. Dono da Sociedade Imobiliária Jaguaré, Villares dividiu a região em áreas residenciais, comerciais e industriais, e incentivou sua ocupação, consolidada após a construção da ponte do Jaguaré, sobre o rio Pinheiros.[2] Nas décadas seguintes, atraiu centenas de fábricas, tornando-se um dos distritos mais industrializados do município. O lento crescimento econômico registrado na década de 1980 afetou profundamente o distrito, que perdeu grande parte de suas empresas. Conserva-se até hoje, no entanto, como importante centro industrial, ao mesmo tempo em que assiste ao crescimento do terceiro setor.[3] Nos últimos anos, registram-se investimentos no setor imobiliário, que começam a incentivar a verticalização das áreas residenciais, ainda predominantemente compostas por casas térreas e sobrados.[1]
Étimo
O nome "Jaguaré" deve-se ao ribeirão homônimo, que nascia em Osasco e cortava a região até desembocar no rio Pinheiros. Existem três hipóteses para o significado de "Jaguaré"ː
- teria sua origem no tupi e significaria "lugar onde existem onças", em referência aos felinos (em tupi, "jaguar", ou "jaguaretê") que habitavam as matas dessa região;
- teria sua origem no tupi antigo îagûarema, que significa "cão fedorento" (îagûara, cão e rema, fedorento);[4]
- designaria uma espécie de animal.[4][5]
Demografia
Distritos e municípios limítrofes
- Osasco (Oeste e Norte)
- Vila Leopoldina e Alto de Pinheiros (Leste)
- Butantã (Sudeste)
- Rio Pequeno (Sul)
Ver também
- Lista de distritos de São Paulo
- População dos distritos de São Paulo (Censo 2010)
- Área territorial dos distritos de São Paulo (IBGE)
- Telecomunicações em São Paulo
- Lista de subprefeituras do município de São Paulo
- Divisão territorial e administrativa da cidade de São Paulo
- História da cidade de São Paulo
- Zona Oeste de São Paulo
Referências
- ↑ a b Zanin, Ivanilson. «Um breve passeio pelos idos do bairro do Jaguaré». Jaguaré Fácil. Consultado em 10 de novembro de 2008[ligação inativa]
- ↑ Ponciano, 2001, pp. 107-108.
- ↑ Departamento do Patrimônio Histórico. «Lapa: onde os moradores ainda se reúnem para bordar e tecer suas histórias». Prefeitura de São Paulo. Consultado em 10 de novembro de 2008. Arquivado do original em 10 de outubro de 2007
- ↑ a b NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigoː a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 579.
- ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 980.
- ↑ «População recenseada - Município de São Paulo, Subprefeituras e Distritos Municipais: 1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010». Prefeitura de São Paulo. Consultado em 19 de novembro de 2024
- ↑ «Censo 2022 | IBGE» (Em "Arquivos vetoriais (com atributos dos resultados de população e domicílios)", acesse "Malha de Distritos preliminares – por Unidade da Federação" (shp) e faça o download). IBGE. Consultado em 19 de novembro de 2024
Bibliografia
- Ponciano, Levino (2001). Bairros paulistanos de A a Z. São Paulo: SENAC. pp. 107–108. ISBN 85-7359-223-0


