Jacques Gréber

Jacques Gréber
NascimentoJacques Auguste Henri Gréber
10 de setembro de 1882
15.º arrondissement de Paris
Morte5 de junho de 1962 (79 anos)
16.º arrondissement de Paris
Sepultamentocemitério do Père-Lachaise
CidadaniaFrança
Progenitores
  • Henri-Léon Gréber
Filho(a)(s)Pierre Greber
Alma mater
Ocupaçãoarquiteto, arquiteto paisagista, urbanista
Distinções
  • Oficial da Legião de Honra (1938)
  • Doutor honoris causa da Universidade de Ottawa
Obras destacadasRodin Museum, Velódromo de Roubaix, Esso Tower, Benjamin Franklin Parkway, Greber Plan

Jacques Gréber (Paris, 10 de setembro de 1882 – Paris, 5 de Junho de 1962) foi um arquitecto paisagista francês de projecção internacional. Gréber estudou na escola de Belas-artes de Paris, licenciando-se em 1908. Desenhou muitos jardins e parques privados, sobretudo Estados Unidos da América e Canadá e foi responsável pela reforma urbanística de várias cidades norte-americanas. Era um forte defensor do estilo Beaux-Arts e um seguidor do movimento City Beautiful, posto em prática na Filadélfia, Pensilvânia e Ottawa. Este movimento tinha por objectivo reformar e revitalizar as cidades, tornando mais emblemáticos os seus espaços públicos de forma a melhorar a qualidade de vida da população dos grandes centros urbanos e a imagem destas cidades.

Uma das suas maiores obras ao nível do planeamento e desenho urbano foi a reforma de Ottawa, a capital do Canadá. Em 1937, o primeiro-ministro William Lyon Mackenzie King contratou Gréber, que tinha sido responsável pela revitalização urbana de Paris, para replanear a cidade. Com o início da Segunda Guerra Mundial, os planos ficaram no papel, Jacques Gréber voltou para França e a reforma da cidade só se iniciou em 1951.

Em Portugal, são de sua autoria os jardins do Parque de Serralves, construídos em 1932 no Porto, para o Conde de Vizela. Estes jardins, que ocupavam uma área de cerca de 12 ha e mantiveram-se integrais até 1995. Neste ano, os jardins foram parcialmente destruídos em resultado da imposição do arquitecto Siza Vieira que projectou, para uma área de cerca de 15 000 m2, a implantação do seu projecto de Museu de Arte Contemporânea de inspiração cubista. O processo foi muito controverso, envolvendo intensa luta política e judicial, chegando à Comissão Europeia. Hoje em dia o jardim mantém a sua beleza, tendo a presença do museu sido disfarçada pelos paisagistas e foram conquistadas novas áreas para integrarem o jardim. O projecto de integração paisagística do museu é da autoria da arquitecta paisagista Teresa Andresen, que procurou manter o estilo original de Gréber.