Iakov Iourovski

Iakov Iourovski
NascimentoЯнкель Хаимович Юровский
7 de junho de 1878
Kuibyshev
Morte2 de agosto de 1938
Moscovo
SepultamentoCemitério Donskoe
CidadaniaUnião Soviética
Filho(a)(s)Rimma Yurovskaya, Aleksandr Yurovsky
Ocupaçãopolítico, revolucionário
LealdadeRússia bolchevique
Religiãoateísmo
Causa da morteÚlcera péptica

Iakov Mikhailovich Iourovski (Tomsk, 19 de junho de 1878Moscou, 2 de Agosto de 1938) foi um agente da polícia secreta Cheka,[1] do governo revolucionário bolchevique de origem judia, que é creditado como o responsável por comandar o assassinato da Família Imperial Russa, desde Alexei, de quatorze anos, e as suas irmãs e aos seus pais o Czar Nicolau II e a Czarina Alexandra Romanov.[2]

Execução da família Romanov

Segundo o seu relatório, imediatamente antes da alvorada do dia 17 de julho de 1918, a família foi acordada e foi-lhes dito para se vestirem. Quando perguntaram o porquê dessa ordem, foi-lhes dito que precisavam de tirar uma fotografia para provar que ainda estavam vivos. Há também relatos de que foi lhes dito que havia um tiroteio, o que tornava os quartos superiores, onde dormiam, inseguros, e teriam que se mudar imediatamente para a cave. Uma vez vestidos, a família e o pequeno grupo de criados e profissionais da área de saúde que permaneceram com eles, foram levados para a cave e foi-lhes dito para esperarem. Anastásia seguiu a família, levando o seu cão Jimmy nos braços. Foi permitido a Nicolau, Alexandra e Alexei (no colo da mãe, a doença tornava-o frágil) que se sentassem em cadeiras providenciadas pelos guardas a pedido da imperatriz. Após vários minutos, os carrascos entraram na sala, conduzidos por Iakov Iourovski. Sem hesitação, Iourovski informou o czar e a sua família que iam ser todos executados. O czar teve apenas tempo de perguntar "O quê?" e de se virar para a sua família, antes de ser abatido com uma bala na cabeça. A imperatriz e a filha Olga tentaram fazer o sinal da cruz, mas foram mortas na saraivada inicial de balas, atiradas pelos executores. Ambas foram mortas por tiros na cabeça. O resto da família e comitiva, foram mortos logo depois.[3]

Maria, Olga, Anastásia e Tatiana, no cativeiro em Czarkoe Selo, 1917.

As últimas vítimas, Maria, Anastásia e a criada Demidova, estavam no chão, por baixo da única janela da cave. À medida que o carrasco se aproximava, Maria levantou-se e "lutou" com Ermakov, enquanto ele a tentava esfaquear. As jóias escondidas nas suas roupas (as jóias poderiam vir a servir para vender, e assegurar a subsistência da família), protegeram-na daquelas balas. Ermakov afirmou que a matou com um tiro na cabeça, de seguida, Ermakov fez o mesmo com Anastásia, mas não terá conseguido esfaqueá-la, matou-a com um tiro na cabeça. A caveira de Maria não mostrou sinais de balas e não se sabe ao certo se morreu com outro tiro no corpo ou se terá sido mesmo esfaqueada. Ermakov estava bêbado na altura dos assassinatos, é possível que o seu tiro tenha apenas passado de raspão a cabeça de Maria, deixando-a inconsciente e causando uma grande hemorragia, acabando por morrer. À medida que os corpos eram retirados da cave, as duas grã-duquesas deram sinais de vida, uma ainda se sentou e gritou, levantando um braço por cima da cabeça, enquanto a outra sangrava da boca, gemendo e mexendo-se ligeiramente. Olga e Tatiana morreram instantaneamente, o mais provável é que tivesse sido Maria e Anastásia, terem ficado gravemente feridas e com capacidade para se mexerem e gemer. Apesar do testemunho escrito de Ermakov não o referir, o carrasco contou à esposa que Anastásia foi morta à baioneta, enquanto Iourovski escreveu que, quando os corpos estavam a ser levados, uma das grã-duquesas gritou tendo sido golpeada na parte de trás da cabeça. Contudo, a caveira de Maria não mostra sinais de violência na cabeça. Os fragmentos queimados do corpo de Anastásia, descobertos em 2009, não forneceram a pista para a causa da sua morte.[4]

Referências

  1. «Memorial Romanov - em inglês» 
  2. «Assassinato da Família Imperial - em inglês» 
  3. Radzinsky (1992), p. 380–393
  4. King and Wilson (2003), pp. 353–367