Jacob Epstein

Jacob Epstein
Jacob Epstein (fotografia de Carl Van Vechten del 28 de maig del 1934)
Nascimento10 de novembro de 1880
Nova Iorque
Morte19 de agosto de 1959 (78 anos)
Londres
SepultamentoPutney Vale Cemetery
CidadaniaEstados Unidos, Reino Unido
Progenitores
  • Max Epstein
  • Mary Solomon
CônjugeMargaret Dunlop, Kathleen Garman
Filho(a)(s)Theodore Garman, Kitty Godley, Esther Garman
Alma mater
Ocupaçãoescultor, pintor, desenhista, artista
Distinções
  • Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico
Obras destacadasOscar Wilde's tomb

Jacob Epstein (Nova Iorque, 10 de Novembro de 1880Londres, 19 de Agosto de 1959) foi um escultor norte-americano, naturalizado britânico, de origem russa.[1]

Vida

Estudou na Art Students League de Nova Iorque até 1902. Em seguida, mudou-se para Paris, onde estudou na École des Beaux-Arts e na Académie Julian. Em Janeiro de 1905, estabeleceu-se em Londres e tornou-se cidadão britânico em 1907.[2]

A sua primeira grande encomenda pública surgiu nesse mesmo ano. O arquiteto Charles Holden convidou-o a realizar esculturas monumentais na fachada do edifício da Associação Médica Britânica, em Londres. Inspiradas em poemas de Walt Whitman, as figuras provocaram uma intensa controvérsia. Entre 1908 e 1912, Epstein trabalhou, em pedra e bronze, no túmulo de Oscar Wilde, no Cemitério do Père Lachaise, em Paris. O monumento foi coberto por alegada obscenidade e repetidamente vandalizado. Durante este período, contactou com artistas como Pablo Picasso, Constantin Brancusi e Amedeo Modigliani. Em 1913, cofundou o London Group e, em 1914, aderiu brevemente ao Vorticismo, publicando desenhos na revista Blast. Durante a Primeira Guerra Mundial, criou The Rock Drill, uma das suas obras mais radicais.[3]

Durante as décadas de 1920 e 1930, Epstein recebeu inúmeras encomendas públicas e criou também vários bustos de figuras importantes que foram bem recebidos. No entanto, as suas esculturas religiosas e simbolistas continuaram a ser amplamente rejeitadas. Foi apenas após a Segunda Guerra Mundial que as suas encomendas monumentais obtiveram maior aceitação. Em 1954, Epstein recebeu o título de cavaleiro. Recebeu doutoramentos honorários das Universidades de Aberdeen e Oxford. Morreu em Londres em 1959.[4]

Obra

Epstein introduziu um estilo moderno e expressivo na escultura britânica e, juntamente com Henry Moore, é considerado um dos mais importantes escultores britânicos do século XX. O seu trabalho inclui esculturas monumentais em pedra, retratos expressivos em bronze, esculturas religiosas e simbolistas, bem como desenhos e aguarelas. As suas primeiras obras mostram influências de Auguste Rodin e da escultura egípcia, assíria e africana. A partir de cerca de 1913, voltou-se cada vez mais para as formas arcaicas e simplificadas, bem como para a escultura direta em pedra. As suas obras públicas provocaram frequentemente controvérsia devido à sua aparente rusticidade.

Entre as suas esculturas mais conhecidas contam-se A Broca de Rocha, Rima, Noite e Dia, Génesis, Adão, Lúcifer, e inúmeras representações de Cristo. Foi o autor de várias obras de tema religioso (Virgem com o Menino, 1952, Cavendish Square; Majestade de Cristo, 1957, Catedral de LLandaf, Londres) Os seus bustos, entre os quais se encontram os de Joseph Conrad, Albert Einstein, George Bernard Shaw, Paul Robeson, Hailé Selassié e Winston Churchill, alcançaram também grande reconhecimento.

Para além da escultura, Epstein criou desenhos com temas do Antigo Testamento, bem como estudos de paisagens e flores. Publicou também diversas obras sobre teoria da arte e autobiografia.[5]

Referências

  1. Emmanuel Bénézit, Dictionary of artists, volume 5, Paris, 2006 (Inglês)
  2. Lambert, Rosemary - Cambridge Introduction to the history of art: The twentieth century. Cambridge University Press, 1981, p. 83.
  3. Evelyn Silber, The Sculpture of Jacob Epstein. With A Complete Catalogue, Oxford, 1986 (Inglês)
  4. Emmanuel Bénézit, Dictionary of artists, volume 5, Paris, 2006 (Inglês)
  5. Emmanuel Bénézit, Dictionary of artists, volume 5, Paris, 2006 (Inglês)