J. J. Grandville

J. J. Grandville
Nascimento15 de setembro de 1803
Nancy
Morte17 de março de 1847 (43 anos)
Vanves
CidadaniaFrança
Ocupaçãocaricaturista, ilustrador, pintor, litógrafo, desenhista, aquarelista, aquafortista
Empregador(a)Le Charivari
Obras destacadasCent Proverbes
Movimento estéticosimbolismo

Jean Ignace Isidore Gérard (13 de setembro de 1803 - 17 de março de 1847) foi um prolífico ilustrador e caricaturista francês que publicou sob o pseudônimo de Grandville, e numerosas variações (por exemplo, Jean-Jacques Grandville, Jean Ignace Isidore Grandville) ao longo de sua carreira.

Historiadores e críticos da arte chamaram-no de "a primeira estrela da grande era da caricatura francesa", e descreveram suas ilustrações como apresentando "elementos do simbólico, onírico e incongruente", mantendo um senso de comentário social, e "a transfiguração mais estranha e perniciosa da forma humana já produzida pela imaginação romântica".[1] Os vegetais antropomórficos e figuras zoomórficas que povoavam seus cartuns anteciparam e influenciaram o trabalho de gerações de cartunistas e ilustradores, de John Tenniel, a Gustave Doré, Félicien Rops e Walt Disney. Ele também foi chamado de "proto-surrealista" [2] e foi muito admirado por André Breton e outros no movimento.

Grandville nasceu em 1803, em Nancy, numa família de artistas e atores e recebeu suas primeiras aulas de desenho de seu pai. Mudou-se para Paris por volta de 1823-1825 e começou a desenhar ilustrações. Sua reputação foi estabelecida em 1829, quando publicou um conjunto de 70 litografias titulado Les Métamorphoses du jour.[3] Durante a Revolução de Julho de 1830 e os anos turbulentos que se seguiram, trabalhou com Honoré Daumier e outros produzindo charges políticas provocativas para periódicos que criticavam fortemente a nova monarquia de Luís Filipe I. Após a aprovação de leis rigorosas de censura e ameaças da polícia em 1835, Grandville voltou-se para a ilustração de livros. Ele ilustrou vários clássicos, como as Fábulas de La Fontaine, Robinson Crusoé de Defoe, As Viagens de Gulliver de Swift e Dom Quixote de Cervantes . Nos últimos anos, seus livros foram cada vez mais centrados em suas ilustrações, com o texto escrito para suas imagens, por exemplo, Un autre monde (1844), Cent proverbes: têxte par trois Tetes dans un bonnet (1845) e Les fleurs animées (1846). Grandville normalmente fazia desenhos para editoras que depois eram copiados em litografias e xilogravuras por gravadores profissionais; apenas ocasionalmente ele fazia suas próprias impressões.

Ele se casou com sua prima Marguerite Henriette Fischer em 1833 e eles tiveram três filhos, mas Marguerite e todos os três filhos faleceram antes dele, todos em ocasiões diferentes. Ele se casou novamente em 1843 com Catherine Marceline "Céline" Lhuillier e eles tiveram um filho, Armand, em 1845. Relatos tradicionais dizem que ele enlouqueceu e morreu em um hospício; no entanto, autores recentes dizem que, embora o hospital onde ele morreu em Paris, a Maison de Santé em Vanves, tratasse de doentes mentais, entre outras doenças, ele não era "louco" e provavelmente morreu de uma infecção na garganta, possivelmente difteria.


Referências

  1. Claudon, Francis. 1980. The Concise Encyclopedia of Romanticism. Chartwell Books, Inc. Secaucus, N. J.304 pp. (pages 87-88) ISBN 0-89009-707-0
  2. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas Hansen (2014)
  3. Grandville, J. J.; Second, Albéric; Blanc, Charles (1854). Les métamorphoses du jour (em francês). [S.l.]: Garnier frères. Consultado em 12 de maio de 2025