Júlio Eduardo dos Santos
| Júlio Eduardo dos Santos | |
|---|---|
| Nascimento | 20 de novembro de 1889 Lisboa |
| Morte | Lisboa |
| Cidadania | Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | engenheiro agrônomo, escritor, ensaísta, musicólogo |
Júlio Eduardo dos Santos (Lisboa, 20 de novembro de 1889 — Lisboa, c. 1969) foi um engenheiro agrónomo, especializado em agricultura colonial, com uma longa e distinta carreira na administração pública portuguesa, que se distinguiu como ensaísta e escritor, autor de vários estudos pioneiros sobre temas e personalidades da cultura portuguesa. A sua obra intitulada A Polifonia Clássica Portuguesa, publicada em 1937, considerada pioneira pela sua profundidade, suscitou largas referências não só da crítica portuguesa como da crítica internacional.[1] Também se destacou no campo da proteção dos animais e no movimento contra as touradas.
Obras publicadas
Para além de múltiplos de artigos dispersos em publicações periódicas, predominantemente sobre agricultura e economia agrária e sobre cultura portuguesa, é autor, entre outras, das seguintes monografias:[1][2]
- O Vinho do Porto (dissertação do curso de Agronomia);
- A Cadeia Frigorífica Portuguesa (tese de concurso);
- O estado e a afri-cultura em Portugal (1918);
- A escola primária e a acção do seu professor sob o ponto de vista agrícola (1922);
- Elogio Histórico do Conselheiro José Silvestre Ribeiro (1925);
- Palavras na sessão de 30 de Julho de 1924 promovida pela Sociedade Protectora dos Animais. [S.l. : s.n.], 1925.
- Carta a uma creança de oito anos... : (Acerca da influencia das touradas). [S.l. : s.n.], 1926.
- São Francisco de Assis: versão dos seus poemas e opúsculos, acompanhados de notas e de um bosquejo da vida, obra e ideal do «poverello» (1927);
- Santo António na Literatura e na Arte Portuguesa (1935);
- A tauromaquia e a degradação dos costumes. [S.l. : s.n.], 1935.
- A Polifonia Clássica Portuguesa : Transcrições, em notação moderna, de trechos dos mestres mais notáveis dos séculos XVI e XVII e estudo crítico, Lisboa, 1937;
- João Arroyo: notas sobre a sua personalidade e obra (1941);
- A cadeia frigorífica portuguesa : subsídio para o seu plano. Lisboa, 1951.
- Razões do restabelecimento do nome de Santa Engrácia à ex-freguesia civil de Monte Pedral, do 1.º bairro da cidade de Lisboa. Lisboa, Junta de Freguesia de Santa Engrácia, 1952.
- A melhor homenagem a prestar a Júlio de Castilho. Lisboa : [s.n.], 1965.
- Valioso subsídio para a biografia do Infante D. Manuel, irmão de D. João V. Lisboa : Ramos, Afonso & Moita, 1966.