Itambacuri

Itambacuri
Município do Brasil
Cidade vista do "Morro da Torre de TV"
Cidade vista do "Morro da Torre de TV"
Cidade vista do "Morro da Torre de TV"
Hino
Gentílico itambacuriense[1]
Localização
Localização de Itambacuri em Minas Gerais
Localização de Itambacuri em Minas Gerais
Localização de Itambacuri em Minas Gerais
Itambacuri está localizado em: Brasil
Itambacuri
Localização de Itambacuri no Brasil
Mapa de Itambacuri
Coordenadas 🌍
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Teófilo Otoni, Poté, Franciscópolis, Água Boa, São José da Safira, Marilac, Frei Inocêncio, Jampruca, Campanário e Frei Gaspar
Distância até a capital 420 km
História
Fundação 13 de abril de 1873 (152 anos)[2]
Administração
Distritos
Lista
Prefeito(a) Jovani Ferreira dos Santos[4] (AVANTE, 2025–2028)
Características geográficas
Área total [1] 1 419,209 km²
População total (Censo IBGE/2022[1]) 21 042 hab.
Densidade 14,8 hab./km²
Clima tropical (Aw)
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 39830-000 a 39834-999[5]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[6]) 0,634 médio
PIB (IBGE/2021[7]) R$ 341 051,753 mil
PIB per capita (IBGE/2021[7]) R$ 14 696,07
Sítio www.itambacuri.mg.gov.br (Prefeitura)
www.itambacuri.cam.mg.gov.br (Câmara)

Itambacuri é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce e sua população recenseada em 2022 era de 21 042 habitantes.[1]

História

Tempestade ao final da tarde em Itambacuri.

A convite do Governo Imperial da época, foi fundado no Vale do Mucuri e Rio Doce, um aldeamento para catequese dos indígenas, a fim de liberar terras para a colonização e se aproveitar da mão-de-obra dos nativos.[8][9]

Frei Serafim de Gorízia e Frei Ângelo de Sassoferrato, que aqui chegaram a 19 de fevereiro de 1873. Estava dentro em pouco tempo, formada a aldeia na data de 13 de abril de 1873, legalmente considerada a fundação da cidade.

Outros moradores da região, atraídos pelas atividades de derrubada da mata e expansão das atividades agrícolas e pecuárias, foram chegando e se fixando.

Quatro anos depois, contava o povoado com algumas dezenas de casas, uma igreja e uma média de 500 índios, que auxiliavam no trabalho da lavoura.

A vida econômica e social do povoado prosseguiu em ritmo normal até sua elevação à categoria de distrito e posteriormente de município (em 18 de maio de 1924). Com a criação do município em 1924, foi a sede elevada a cidade.

Em janeiro de 1944 perdeu o distrito de Fidelândia, transferido para o recém-criado município de Ataléia.[10]

A princípio, o município de Itambacuri jurisdicionava-se à comarca de Teófilo Otoni, até 1948, mas com a publicação do Decreto-lei n 336, Itambacuri passou a comarca em 1948.

Itambacuri era formada de 4 distritos: Itambacuri (sede), Aranã, Frei Serafim e Igreja Nova (hoje Campanário). Por força da Lei Estadual n 2.764, de 30 de dezembro de 1962, foram desmembrados passando a municípios: Campanário, Frei Gaspar, Frei Inocêncio, Pescador, Nova Módica, São José do Divino.

Hoje restam em Itambacuri os distritos de Frei Serafim e Guarataia.[2]

A atriz e modelo Camila Alves é natural de Itambacuri.

Topônimo

Pode ser encontrado algumas versões sobre a origem do seu nome indígena:

  • Itambacuri (itambá + qui + r’y) - rio das ostreiras ou conchas (sambaquis) ou ainda também como tambaqui-ri - o rio dos montes de cascas, de mexilhões ou de conchas.[11][12]
  • Tambakori - nome do rio Itambacuri. rio encachoeirado.[13]

Economia

Itambacuri tem um Produto Interno Bruto de 164 milhões de reais.[14] A maior unidade empregadora do município é a administração pública em geral.[15] O varejo também é uma importante atividade econômica em questão de empregos.[15] Outras atividades econômicas são relevantes em questão de empregos, como a agropecuária, a saúde e a indústria.[15]

Infraestrutura

Saúde

Itambacuri possui 33 estabelecimentos de saúde, 102 leitos, 425 profissionais e um total de 138 equipamentos.[14]

Grande parte dos estabelecimentos de saúde de Itambacuri são consultórios especializados. [16] Centros de saúde também estão presentes em grande quantidade.[16]

Educação

Itambacuri possui mais de 1,8 mil matrículas em educação básica.[17] O curso básico com maior número de matrículas é o Ensino Fundamental I. A escola com maior número de matrículas, é a Escola Estadual Madre Serafina de Jesus, com 1.2 mil matrículas [17].

Itambacuri possui como ensino superior a Faculdade Presidente Antônio Carlos, com 50 matrículas.[17]

Geografia

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[18] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Teófilo Otoni.[19]Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Governador Valadares, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce.[20]

Povos indígenas Botocudos

Ver também

Referências

  1. a b c d «IBGE». Censo Demográfico - 2022 
  2. a b Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Itambacuri - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 18 de setembro de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 18 de setembro de 2013 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Itambacuri - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 10 de abril de 2019. Cópia arquivada em 10 de abril de 2019 
  4. G1. «Resultado das eleições 2024». Consultado em 20 de janeiro de 2025 
  5. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 9 de setembro de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  7. a b «PIB por Município». Produto Interno Bruto dos Municípios - 2021 
  8. TATIANA GONÇALVES DE OLIVEIRA (2016). «O ALDEAMENTO DOS ÍNDIOS DE ITAMBACURI E A POLÍTICA INDIGENISTA NA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS (1873-1889)» (PDF). Consultado em 14 de dezembro de 2024 
  9. TEÓFILO CARLOS DE OLIVEIRA (2007). «BATIZADOS E CASAMENTOS BOTOCUDOS: EXPRESSÕES DE SUBORDINAÇÃO NO VALE DO MUCURI DO SÉCULO XIX» (PDF). Consultado em 14 de dezembro de 2024 
  10. «Decreto-Lei 1058». Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. 31 de dezembro de 1943. Consultado em 7 de setembro de 2020 
  11. Salvador Pires Pontes (1970). «Nomes Indígenas na Geografia de Minas Gerais» (PDF). Consultado em 14 de dezembro de 2024 
  12. Pimentel, Patrícia de Cássia Gomes (31 de agosto de 2022). «A presença indígena na toponímia mineira». Consultado em 14 de dezembro de 2024 
  13. Geralda Chaves Soares (1992). «Os Borun do Watu Os Índios do Rio Doce» (PDF). CEDEFES. Consultado em 14 de dezembro de 2024 
  14. a b http://dataviva.info/pt/location/4mg100210
  15. a b c http://dataviva.info/pt/location/4mg100210/wages
  16. a b http://dataviva.info/pt/location/4mg100210/health?menu=establishments-unit-type-tree_map&url=cnes_establishment%2Funit_type%2Festablishments%3Fdepths%3Dprovider_type%2Bunit_type%26filters%3Dhierarchy_level%2Battention_level%2Bsus_bond%26id_ibge%3D3132701
  17. a b c http://dataviva.info/pt/location/4mg100210/education
  18. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 7 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2017 
  19. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 7 de novembro de 2017 
  20. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 7 de novembro de 2017 

Ligações externas