Issam Sartawi
| Issam Sartawi | |
|---|---|
![]() Issam Sartawi (1979) | |
| Nascimento | |
| Morte | 10 de abril de 1983 (48 anos) |
| Nacionalidade | palestino |
| Progenitores | Pai: Ali Sartawi |
| Cônjuge | Widad al-Mufti (c. 1963-1983) |
| Filho(a)(s) | Nadia Sartawi (1968) |
| Ocupação | médico |
| Religião | Islão |
Dr Issam Sartawi (em árabe: عصام السرطاوي; (Acre, 1935 – Albufeira, 10 de abril de 1983) foi um político da Palestina, activista moderado da OLP. Foi assassinado em 1983, em Albufeira, Portugal, por ordem do terrorista palestino Abu Nidal.
Histórico médico
Issam Sartawi fez um curso na universidade em Bagdá, graduando-se em medicina, antes de se especializar em cardiologia e obter seu MD nos Estados Unidos.
Assassinato
Em fevereiro de 1983, o líder socialista português Mário Soares convidou formalmente a OLP a enviar um observador ao congresso de Abril de 1983 da Internacional Socialista (IS) em Sydney. O fervorosamente pró-israelense primeiro-ministro trabalhista da Austrália, Bob Hawke, objetou fortemente ao convite da OLP; e o congresso da IS foi apressadamente transferido para Albufeira, Portugal. Sartawi foi selecionado pela OLP como seu representante nesta reunião em Portugal. Como a IS contava tanto o Partido Trabalhista de Israel quanto a OLP como membros, esperava-se que tal encontro pudesse promover o processo de paz no Oriente Médio.
Em 10 de abril de 1983, Sartawi, que estava acompanhado apenas pelo seu secretário, sem qualquer tipo de segurança própria ou policial, foi assassinado com quatro tiros de pistola no átrio do Hotel Montechoro, em Albufeira, Portugal. O atirador, "Yousef al Awad", de 26 anos, que utilizava um passaporte falso marroquino, sob esse nome e idade, um terrorista palestino, pertencente à Organização Abu Nidal (que mais tarde reivindicaria o assassinato),fugiu de táxi para Lisboa, tendo sido capturado nove horas mais tarde pela polícia portuguesa, no bar do Hotel Fénix. Acabou por confessar o crime, participando até na reconstituição do mesmo. No entanto, no julgamento, em Janeiro de 1984, negou a autoria do homicídio, alegando que o confessara para proteger a identidade dos verdadeiros autores, seus camaradas, que teriam fugido para Paris.[1]
Apesar de provas e de testemunhos que o indiciavam fortemente como o homicida, com a habitual indulgência da justiça portuguesa, e também por temor de retaliação terrorista (segundo fonte próxima do governo), "Al Awad" foi condenado a uma curta pena, tendo sido libertado em 1986, encontrando-se depois com Abu Nidal, em local desconhecido. O assassinato de Sartawi foi testemunhado pelo secretário-geral da IS, Bernt Carlsson, e foi assumido como tendo sido realizado para frustrar os esforços de paz de Carlsson.[2] [3][4]
Referências
- ↑ UPI (4 de janeiro de 1984). «Palestinian retracts confession in murder of PLO moderate». upi.com (em inglês). UPI. Consultado em 2 de novembro de 2025
- ↑ "Never at a Loss for Words", TIME, 1983-04-18
- ↑ Issam Sartawi Center for the Advancement of Peace and Democracy
- ↑ (em português) "O Assassínio de Issam Sartawi. O Atentado Terrorista Árabe de Montechoro em 1983 e a Questão da Segurança versus Posição Geo-Estratégica da Região Algarvia", Bento, André Neves (1999), (Albufeira: Racal Clube) (2001)
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