Isolino Vaz

Isolino Vaz (Madalena, Vila Nova de Gaia, 23 de abril de 1922Lisboa, 21 de julho de 1992) foi um pintor de Arte e professor português.

Biografia

Nasceu na freguesia de Madalena, em 23 de Abril de 1922.[1] Frequentou os estudos primários na escola da Madalena, e em 1935 entrou na Escola Industrial de Arte Aplicada de Faria Guimarães, no Porto, onde foi por diversas vezes premiado.[2]

O seu primeiro retrato foi pintado em 1940, tendo nesse ano começado a trabalhar na divisão de pintura da Empresa Electro-Cerâmica de Vila Nova de Gaia.[2] Em 1943 integrou-se na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde foi pela primeira vez distinguido ainda nesse ano, com o segundo Prémio José da Costa Meireles Rodrigues Júnior.[2] Cerca de 1945 passou a receber uma pensão anual por parte da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.[2] Em 1946 começou a exercer como professor na Escola Industrial de Arte Aplicada de Faria Guimarães, no Porto, e e 1950 passou a ensinar na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, no Porto.[2] Em 1955 recebeu a Bolsa de Viagem José Malhoa da Sociedade Nacional de Belas Artes, pela sua obra O Fado.[3] No ano seguinte concluiu o curso de pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto,[4] com a tese Emigrantes.[2] Em 1986 empregou-se como professor na Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa.[2] Entre os seus alunos contaram-se várias figuras de relevo a nível nacional, como Álvaro Siza, Alcino Soutinho, Graça Morais e Joana Vasconcelos.[1]

Destacou-se como um artista plástico, com uma obra multifacetada que abrangiu pintura a óleo, escultura, desenho e vitralismo.[1] Em 1957 concebeu as Armas-de-Fé de D. Francisco Maria da Silva, Bispo Auxiliar de Braga, em 1959 foi o autor do fresco Fundação do Tribunal do Comércio no Palácio da Justiça do Porto, em 1970 pintou uma tela para o altar-mor da Igreja do Louro, em Vila Nova de Famalicão, e em 1978 executou um retrato de Bento de Jesus Caraça[2] Desenhou igualmente as armas-de-fé de D. José Augusto Pedreira.[2] A sua obra integra-se nas correntes artísticas em voga durante a segunda metade do século XX, com um forte interesse por temas como a ética e os problemas sociais,[1] revelando as suas influências neorrealistas.[4] Recebeu vários prémios pelas suas obras ao longo da sua carreira, incluindo da Escola Superior de Belas Artes do Porto, da Academia Nacional de Belas-Artes e do Secretariado Nacional de Informação.[2]

Na década de 1960 começou a passar férias na Ilha do Farol, ao largo da cidade de Faro, que se tornou num dos seus principais locais para a criação de obras de arte.[4]

Morreu em 1992, na cidade de Lisboa.[1]

Em Novembro de 2022, foi inaugurada a exposição Isolino Vaz. Um Homem Diferente (1922-1992), no Museu Municipal de Faro, integrada num ciclo de eventos e conferências comemorativos do centenário do seu nascimento.[4] No ano seguinte, a Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia organizou uma exposição alusiva a Isolino Vaz, igualmente como parte das comemorações do seu nascimento, onde foram reunidas várias obras do artista, como pinturas a óleo, postais ilustrados, esculturas, medalhas, fotografias, e os estudos para os vitrais da Igreja do Monte da Virgem.[1]

Referências

  1. a b c d e f «Isolino Vaz. Um Traço Inconfundível (1922-1992)». Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. 2023. Consultado em 5 de Fevereiro de 2026 
  2. a b c d e f g h i j «Isolino Vaz». Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto. Universidade do Porto. Consultado em 5 de Fevereiro de 2026 
  3. «Artes Plásticas» (PDF). Diário Popular. Ano XIII (4518). Lisboa. 5 de Maio de 1955. p. 11. Consultado em 5 de Fevereiro de 2026 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  4. a b c d «Museu Municipal de Faro celebra centenário de Isolino Vaz». Câmara Municipal de Faro. Consultado em 5 de Fevereiro de 2026 

Ligações externas