Isocefalia

Isocefalia em mosaicos de Ravena.
Isocefália na Conversação Sagrada de Piero della Francesca, 1472, Pinacoteca di Brera, Milão.

Isocefalia (do grego: isos, "igual" e kephalos, "cabeça") um dos métodos de representação na arte de alguns povos antigos, tanto orientais quanto gregos, em que as figuras numa cena, sentadas, ajoelhadas, reclinadas, em pé, todas têm suas cabeças no mesmo nível, o que geralmente coincide com a margem superior da composição (relevo, desenho ou pintura).[1] Uma forma peculiar de representação na escultura e na pintura do período arcaico clássico, que consiste em colocar as figuras na mesma composição com a suas cabeças no mesmo nível, mesmo que isso não pudesse ser o caso na realidade (por exemplo, figuras a pé e figuras a cavalo colocadas próximas umas das outras). É um aspecto da abstração da arte figurativa grega e, indiretamente, um dos meios para superar o horror vacui típico da arte arcaica.[2] O princípio da isocefalia também foi aplicado na cinematografia. De fato, o cinema clássico de Hollywood faz uso comum desse recurso na linha do horizonte.[3] Essa regra foi aplicada sobretudo na arte suméria e mesopotâmica, mas também na arte hitita e persa. Na arte grega, ela aparece na pintura e na cerâmica até o final do século VI a.C. e desaparece gradualmente no século V a.C. Na arte egípcia, também foi aplicada, mas de forma assistemática.

Referências

  1. «Isocefalia». Treccani. Consultado em 23 de outubro de 2025 
  2. L. Vlad, Borrelli. «Isocefalia». Enciclopédia de Arte Antiga (1961) 
  3. Bordwell, David. El cine clásico de Hollywood (em espanhol). Mariano Cubí,92 - 08021 Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica, S. A. 56 páginas. ISBN 84-493-0129-7