Isa Meireles
| Isa Meireles | |
|---|---|
| Nascimento | 1932 |
| Morte | 27 de agosto de 2008 |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | jornalista, escritora de literatura infantil, escritora |
Isa Meireles de Sousa Martins (c. 1932 – Lisboa, 27 de agosto de 2008) foi uma jornalista, repórter, tradutora e escritora portuguesa.
Isa Meireles iniciou sua carreira profissional no Diário Ilustrado. [1][2] Trabalhou também no Diário de Lisboa e n'O Século Ilustrado, e foi directora da revista quinzenal Mamãs e Bebés desde 1962 e da revista Crónica Feminina desde 1966, época durante a qual a revista viu grande difusão, com tiragem de cerca de 150 mil exemplares vendidos, mais do que qualquer outra publicação feminina portuguesa no mesmo período.[1][3][4] Durante a última parte da sua carreira, Isa Meireles escreveu para a extinta Agência Noticiosa Portuguesa (ANOP), da qual se aposentou em 1984.[1]
Em 1958 participou de uma mensagem subscrita por cerca de 200 mulheres a Humberto Delgado e publicada no jornal República a 4 de Junho em que declaravam o apoio à sua candidatura às Eleições presidenciais portuguesas de 1958.[5]
Meireles também escreveu diversas histórias para crianças. [1][2]
Morreu inesperadamente na sua casa em Lisboa, a 27 de Agosto de 2008, aos 76 anos.[1][6]
Obra
Direção de revistas
- Revista Mamãs e Bebés - 1962 -
- Revista Crónica Feminina - 1966 -
- Rita: revista da mulher - 1971-
Traduções[7]
| Ano | Título | Autor | Editora |
|---|---|---|---|
| 195- | Adorável bonequita | Miryan Ledor (pseud. de María Lecha Vilamarca)[8][9] | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1959/ 1964 | A Colegial | Corín Tellado | Editorial Ibis |
| 1959 | Irene tenta o tímido | Corín Tellado | Editorial Ibis |
| 1959/ 1966 | Depois daquela noite | Corín Tellado | Editorial Ibis |
| 1960 | Ela e o seu secretário | Blanca Rios | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1960 | Madame | Maria Adela Durango | Editorial Ibis |
| 1960 | A segunda mulher | Rosa Alcázar (pseud. de Maria Rosa Torralba Serra)[9] | Editorial Ibis |
| 1960 | E quando chegou o amor | Francisco Escaño Delgado Delgado | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1960 | A mansão dos condenados | Eulalia d'Elattre (pseud. de Eulalia Latré Fernándiz)[8][9] | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1960 | À meia-noite em ponto | C.E. Mayo | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1960 | Duplo jogo | Alfonso Arizmendi Regaldie | Editorial Ibis |
| 1960 | A chama de um beijo | Cesar de Monterrey | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1960 | O chicote justiceiro | Alfonso Arizmendi Regaldie | Editorial Ibis |
| 1960 | Noivos em apuros | Miryan Ledor (pseud. de María Lecha Vilamarca)[8][9] | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1960 | O perigo vem do Oeste | José Mallorqui | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1960 | Uma mulher de negócios | Victor Santayana | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1961 | Doce renúncia | Mariano Mollius Mallol | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1961 | Pôr em empréstimo uma esposa | Trini de Figueroa | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1961 | Paixão na neve | Trini de Figueroa | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1961 | Veneno dourado | César Torre | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1961 | Flor de espinho | Alicia Eva de Arufe (pseud. de Alicia Eva Fernández Santiago)[9] | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1961 | A ideia de Guilhermina | Robert Parker | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1962 | Nunca é tarde para amar | Robert Kenny | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1962 | O teu coração e o meu | Trini de Figueroa | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1962 | Sagrada missão | Trini de Figueroa | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1966 | O testamento do avô | Victor Santayana | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1966 | Um marido como há muitos | Valentina del Barco (pseud. de Estrella López Obregón)[8][9] | Agência Portuguesa de Revistas |
| 1966 | Querida Ruth... | Jesus Navarro | Agência Portuguesa de Revistas |
Referências
- ↑ a b c d e «Media: Morreu a jornalista Isa Meireles». Rádio e Televisão de Portugal. 27 agosto 2008. Consultado em 9 de setembro de 2008. Arquivado do original em 10 fevereiro 2012
- ↑ a b «Na morte de Isa Meireles – Sindicato dos Jornalistas». Consultado em 19 de dezembro de 2025
- ↑ «Nós as Mulheres - Entrevista a Isa Meireles». RTP. 23 de fevereiro de 1967. Consultado em 17 de janeiro de 2024
- ↑ Bellato, Sofia (8 de março de 2023). «A representação da mulher nas revistas femininas portuguesas durante o Estado Novo (1933-1974): um estudo exploratório». Università Ca' Foscari Venezia. Consultado em 17 de janeiro de 2024
- ↑ Tavares, Manuela (2011). Feminismos: percursos e desafios (1947-2007). Lisboa: Texto. ISBN 978-972-47-4293-9
- ↑ Portugal, Rádio e Televisão de (27 de agosto de 2008). «Morreu a jornalista Isa Meireles». Morreu a jornalista Isa Meireles. Consultado em 19 de dezembro de 2025
- ↑ «Biblioteca Nacional de Portugal». catalogo.bnportugal.gov.pt. Consultado em 19 de dezembro de 2025
- ↑ a b c d Moniz, Maria Lin; Gil, Isabel Capeloa; Lopes, Alexandra; D’Hulst, Lieven; Pięta, Hanna; Maia, Rita Bueno; Alves, Fernando Ferreira; Zurbach, Christine; Flor, João Almeida (1 de dezembro de 2020). Era uma vez a tradução… Once upon a time there was translation…. [S.l.]: Open Books da UCP Editora. ISBN 978-972-54-0760-8. Consultado em 19 de dezembro de 2025
- ↑ a b c d e f Ramos, Eva Álvarez (24 de novembro de 2023). «La bifurcación de la identidad en la escritura femenina. Visibilizar para coeducar». Cultura, Lenguaje y Representación (em espanhol): 13–37. ISSN 2340-4981. doi:10.6035/clr.6820. Consultado em 19 de dezembro de 2025