Instituto de Medicina Molecular
O Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (sigla: iMM), é uma instituição de investigação da Universidade de Lisboa, sedeado em Lisboa, Portugal, mais precisamente no campus da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, no Edifício Egas Moniz.
O IMM é dedicado à investigação do genoma humano, com o objectivo de contribuir para uma melhor compreensão dos mecanismos da doença, o desenvolvimento de novos testes preditivos, melhorar as ferramentas de diagnóstico, e desenvolver novas abordagens terapêuticas.
História

O iMM foi criado em Novembro de 2001, como resultado da associação dos 5 centros de investigação da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa: o Centro de Biologia e Patologia Molecular (CEBIP), o Centro de Neurociências de Lisboa (CNL), o Centro de Microcirculação e Vascular Patobiológica (CMBV), o Centro de Gastroenterologia (CG), e o Centro de Nutrição e Metabolismo (CNB). Em 2003, o Centro de Investigação Molecular Patobiológico (CIPM), do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (IPOFG), tornou-se também membro associado do IMM. Foi, contudo, apenas em 2004, aquando da inauguração do Edifício Egas Moniz, que o IMM iniciou a sua actividade de instituição de investigação conjunta.
A criação do Instituto de Medicina Molecular ocorreu no contexto de uma política nacional de reorganização da investigação científica no final da década de 1990, promovida pelo Ministério da Ciência, que incentivava a constituição de grandes centros de investigação designados Laboratórios Associados. O objetivo principal era reunir uma massa crítica de investigadores, através de agregação de unidades de investigação previamente avaliadas com classificações elevadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). O processo de análise e negociação entre os centros da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa decorreu entre 2000 e 2001, culminando na constituição formal do Instituto de Medicina Molecular.[1]
Aquando da sua criação, o iMM beneficiou de uma plena integração na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa dos investigadores que iniciaram a sua carreira académica e científica no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, (uma das primeiras instituições nacionais a introduzir e fazer uso da arte da biologia celular e técnicas moleculares).
O iMM é presidido pela Prof. Doutora Maria do Carmo Fonseca[2], tendo como directora executiva a Prof. Doutora Maria Manuel Mota[3] e como vice-director o Prof. Doutor Bruno Silva-Santos[4].
Projetos
No âmbito da investigação em saúde global, o Instituto de Medicina Molecular participou em projetos financiados por entidades internacionais. Em 2010, um grupo de investigação liderado por Miguel Prudêncio recebeu financiamento da Bill & Melinda Gates Foundation, no contexto do programa Grand Challenges Explorations, para o desenvolvimento de uma vacina contra a malária baseada em organismos inteiros. O financiamento correspondeu a uma subvenção de Fase II, destinada à realização de estudos pré-clínicos e à preparação de ensaios clínicos.
Ligações externas
Referências
- ↑ «Entrevista Prof.ª Doutora Maria do Carmo-Fonseca, Directora do Instituto de Medicina Molecular». Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. 30 de setembro de 2013. Consultado em 13 de janeiro de 2026
- ↑ «Estudo inédito sobre ação do VIH2 no intestino apresentado hoje, Notícias ao Minuto, publicado a 5 de Abril de 2014»
- ↑ «A mulher que gosta do parasita da malária alerta para a asfixia da ciência, Expresso, publicado a 2 de Junho de 2014»
- ↑ «Hematologia e Oncologia, Newsfarma Store, publicado a 7 de Setembro de 2014»
