Instituto Casa do Choro
| Instituto Casa do Choro | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Inauguração | 1999 (26–27 anos) |
| Diretor | Luciana Rabello[1] |
| Website | http://www.casadochoro.com.br/ |
| Geografia | |
| País | Brasil |
| Localidade | Rua da Carioca, 38, no Centro do Rio de Janeiro, no |

O Instituto Casa do Choro é uma organização dedicada a preservar a memória do choro. É sediada no número 38 da rua da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro, no Brasil.
História
A organização foi fundada em 1999, por músicos, produtores e agentes culturais dedicados em preservar a memória do choro[2], ao ensino e difusão do gênero no Rio de Janeiro. Porém, somente em 25 de abril de 2015, o instituto ganhou sua sede: um edifício de 1902 em estilo neomourisco na rua da Carioca[1], cedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e restaurado para abrigar salas de aula, estúdio, auditório e acervo.[3][4][5]
Acervo e centro de pesquisas
O instituto mantém o centro de pesquisa e acervo “Memória do Choro” (também referido como acervo Jacob do Bandolim), que reúne desde partituras, fotografias, instrumentos, livros, fotos e discos de 78 rotações, discos de vinil e compact discs[6], além de documentação relacionada ao choro. O acervo disponibiliza ao público milhares de partituras digitalizadas e materiais para pesquisa, e tem sido utilizado em pesquisas acadêmicas sobre transmissão, escrita e práticas do choro.[4][5]
Restauração, financiamento e parcerias
A recuperação do imóvel foi viabilizada por meio de parcerias e apoios institucionais, com recursos do BNDES[7], patrocínio de empresas (ex. Petrobras) e fundos de incentivo cultural (Lei Rouanet), além de convênios com órgãos públicos e privados para a manutenção das atividades.
Papel cultural e acadêmico
O Instituto Casa do Choro tem sido citado em estudos como um caso significativo de institucionalização do choro no século XXI, tanto na preservação de acervos quanto na formação musical e nos processos de patrimonialização do gênero.[5] O instituto também tem papel ativo e fundamental em debates sobre memória musical e políticas culturais que envolvem o choro como patrimônio (para contexto mais amplo sobre o tema, ver o dossiê técnico do IPHAN e pesquisas recentes em etnomusicologia[8]).
Programação e atividades culturais
Atualmente, o Instituto oferece cursos, oficinas, rodas, concertos didáticos, espetáculos e exposições, sempre em torno do choro, no Auditório Radamés Gnattali (comporta cerca de 100 lugares), além de atividades de formação de plateia e colaboração com a Escola Portátil de Música.[4] O espaço funciona como polo de formação, integrando práticas pedagógicas e ações de divulgação do repertório, além de servir como local de sociabilidade entre gerações de chorões.[5]
Referências
- ↑ a b G1. Disponível em http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/04/festival-de-choroes-vai-inaugurar-casa-do-choro-no-rio-no-sabado.html. Acesso em 12 de abril de 2017.
- ↑ «Instituto Casa do Choro inaugura sede no Centro do Rio». VEJA RIO. Consultado em 22 de dezembro de 2023
- ↑ «Casa do Choro». Acervo CasadoChoro. 2013. Consultado em 10 de novembro de 2025
- ↑ a b c «Instituto Casa do Choro». Consultado em 10 de novembro de 2025
- ↑ a b c d Rosa, Luciana Fernandes (2020). «Relações entre escrita e oralidade na transmissão e práxis do choro no Brasil» (PDF). Teses Usp. Consultado em 10 de novembro de 2025
- ↑ Casa do Choro. Disponível em http://www.casadochoro.com.br/?q=content/acervo-mem%C3%B3ria-do-choro. Acesso em 12 de abril de 2017. Arquivado em 2017-08-18 no Wayback Machine
- ↑ «Casa do Choro». BNDES. Consultado em 10 de novembro de 2025
- ↑ «Dossiê Técnico do Choro». Gov.br. 2023. Consultado em 10 de novembro de 2025