Áptero

A designação entomológica áptero é utilizada para referir-se a animais sem asas (do grego, a - "sem", pteros - "asas").[1] Descreve alguns tipos de insetos, principalmente os insetos da ordens Zygentoma e Diplura. Alguns insetos podem perder as asas durante algum estágio do desenvolvimento e não são considerados ápteros verdadeiros, por exemplo piolho (Isoptera) e Formiga (Hymenoptera). O apterismo, em sentido estrito, é a característica dos animais sem asas. Em zoologia, o termo áptero é comummente utilizado para designar insetos, como os pulgões ápteros, weta ou mantophasmatodea. Entre as aves, o kiwi é uma ave áptera, enquanto outras aves, como o dodó ou o avestruz, são relativamente ápteras porque possuem asas atrofiadas e não são utilizadas para voar.
Geralmente, o termo apterismo é utilizado para descrever indivíduos de espécies em que as asas são ubíquas (por exemplo: em algumas moscas do género Drosophila, a ausência de asas é o resultado de uma mutação genética). O termo apterismo é também utilizado em indivíduos de espécies em que a presença de asas é típica daquele estádio metabólico (por exemplo: as formigas obreiras são ápteras, enquanto os indivíduos reprodutores possuem asas). Existem também casos de dimorfismo sexual, em que um dos sexos da mesma espécie é áptero, enquanto o outro não. Por exemplo, nos afídeos, existem gerações de fêmeas ápteras. Existem espécies em que todos os indivíduos não têm asas, como os membros da espécie Apteromantis aptera.[2]
Ver também
Referências
- ↑ https://dicionario.priberam.org/%C3%A1ptero
- ↑ Whiting, Michael; Bradler, Sven; Maxwell, Taylor (2003). «Loss and recovery of wings in stick insects» (PDF). Letters to Nature. 421 (6920): 264–267. Bibcode:2003Natur.421..264W. PMID 12529642. doi:10.1038/nature01313. Consultado em 28 de novembro de 2020. Arquivado do original (PDF) em 9 de janeiro de 2021