Ingombota

Ingombota
Localidade de Angola Angola
(Cidade e município)


Edifícios de escritórios com a Baía de Luanda e a Ilha do Cabo ao fundo
Província Luanda
Características geográficas
Área 9,6 km²
População 370 000 hab.
Densidade 20 104 hab./km²

Ingombota está localizado em: Angola
Ingombota
Localização de Ingombota em Angola
8° 49' 5" S 13° 13' 44" E{{{latG}}}° {{{latM}}}' {{{latS}}}" {{{latP}}} {{{lonG}}}° {{{lonM}}}' {{{lonS}}}
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Ingombota é uma cidade e município angolano, capital da província de Luanda.[1] Ao mesmo tempo em que é capital provincial, Ingombota é a centralidade efetiva da cidade de Luanda, a capital nacional; assim, Ingombota é a cidade de Luanda propriamente dita.[2][3]

Até 2011 foi um dos nove municípios que constituiam a área urbana cidade de Luanda, na província do mesmo nome, em Angola, quando tornou-se um distrito urbano da cidade de Luanda.[4] Em 2024 recuperou seu estatuto de município.[1]

Ingombota tem 9,6 km² e cerca de 370 mil habitantes.[5] Limita-se a oeste e norte com o Oceano Atlântico, a leste com os municípios de Sambizanga e Rangel e a sul com os municípios de Maianga e Samba.[1]

Toponímia

Embora seja inegável que a palavra Ingombota tem origem no quimbundo, há duas teorias quanto à sua origem. Uma advoga que Ingombota provém da junção das palavras ingombo e kutá, significando local onde abundam quiabos. Outra possibilidade seria a junção das palavras ngombo e kutá, significando refúgio de foragidos (possivelmente escravos), dando origem à palavra Ngombota, aportuguesada para Ingombota.[5]

Geografia

O município da Ingombota é composto pelos bairros de Maculusso, Patrice Lumumba, Da Ilha e Quinanga. Outros bairros importantes são os de Cidade Baixa, Cidade Alta, Chicala, Coqueiros, Bairro Azul, Praia do Bispo, Mutamba e Vila Clotilde.

A Ilha do Cabo é a zona de lazer dos luandenses, com as suas praias e vistas deslumbrantes sobre a Baía de Luanda. Aqui localiza-se a Igreja da Nossa Senhora do Cabo, a mais antiga de Angola.

A Baixa é a zona de maior concentração financeira e comercial de Luanda.[6] É nesta área que se situam as sedes das maiores empresas a operar em Angola, tanto nacionais como estrangeiras, principalmente em torno da Avenida 4 de Fevereiro.[6] Na Ingombota também existem vários hotéis, numerosos restaurantes, clubes, discotecas, pastelarias, quiosques e todo o tipo de lojas, para além do sempre presente comércio informal, a cargo dos zungueiros.[6]

Na denominada Cidade Alta situam-se, entre outros, o Palácio Presidencial, alguns ministérios, a Assembleia Nacional de Angola, a Fortaleza de São Miguel e a Igreja dos Jesuítas, onde está sepultado Paulo Dias de Novais, o fundador da cidade de Luanda.[6] Ocupando uma posição sobranceira sobre a cidade, este é um local muito procurado por turistas e locais, sendo uma zona bastante policiada mercê da proximidade do Palácio Presidencial.[6]

Infraestrutura

No município da Ingombota estão ainda localizados o Museu das Forças Armadas, o Museu Nacional de Antropologia e o Museu Nacional de História Natural de Angola. E também o Instituto Médio Politécnico Alda Lara (IMPAL)[7]

Ver também

Referências

  1. a b c «Lei n.° 14/24 de 5 de Setembro» (PDF). Imprensa Nacional de Angola. Diário da República (171): 9800–10505. 5 de setembro de 2024. Consultado em 29 de dezembro de 2024 
  2. «Luanda celebra 449 anos com nova divisão político-administrativa». Angop. 25 de janeiro de 2025 
  3. Fernando Calueto (31 de dezembro de 2024). «Município de Luanda deixa de existir a partir da madrugada do dia 1 de Janeiro». Novo Jornal. Consultado em 12 de fevereiro de 2025 
  4. «Lei n.º 29/11, de 1 de Setembro». Imprensa Nacional de Angola. Diário da República. Iª (168). 1 de setembro de 2011. Consultado em 4 de julho de 2025 
  5. a b «Toponímia do Município da Ingombota». Governo da Província de Luanda. 2009. Consultado em 23 de janeiro de 2010. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2009 
  6. a b c d e Nascimento, Washington Santos. (2015). «Das Ingombotas ao Bairro Operário: Políticas Metropolitanas, Trânsitos e Memórias no Espaço Urbano Luandense (Angola, 1940-1960)». Locus: Revista de História. 21 (1) 
  7. «Politécnico Alda Lara forma mais de dois mil técnicos médios». AngoNotícias. 7 de abril de 2010