Inácio de São Caetano

Inácio de São Caetano
Arcebispo da Igreja Católica
Bispo emérito de Penafiel
Inquisidor-Geral de Portugal
Info/Prelado da Igreja Católica
Frei Inácio de São Caetano, inquisidor-geral da Inquisição Portuguesa.

Título

Arcebispo titular de Tessalónica
Atividade eclesiástica
Ordem Ordem dos Carmelitas Descalços
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral c. 1743
Ordenação episcopal 10 de novembro de 1771
por Francisco de Saldanha da Gama
Nomeado arcebispo 14 de dezembro de 1778
Dados pessoais
Nascimento Chaves, Reino de Portugal
31 de julho de 1719
Morte Queluz, Reino de Portugal
29 de novembro de 1788 (69 anos)
Nacionalidade português
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Dom Frei Inácio de São Caetano, O.C.D. (Chaves, 31 de Julho de 1718Queluz, 29 de Novembro de 1788), foi um estudioso, teólogo e líder eclesiástico português. Foi nomeado o primeiro Bispo de Penafiel quando a diocese foi erigida pelo Papa Clemente XIV em 1770; quando a diocese foi suprimida oito anos depois, foi promovido a Arcebispo titular de Tessalónica.[1]

Biografia

Ainda adolescente, entrou para o Convento de Nossa Senhora dos Remédios, tornando-se frade carmelita descalço, em 1736. Seguiu então para Évora, para se formar em Filosofia, e depois para Coimbra, onde cursou Teologia.[2]

Inácio de São Caetano ocupou muitos cargos de prestígio na corte portuguesa: inicialmente protegido de José de Bragança, Arcebispo de Braga, em 1759 foi nomeado confessor da Princesa da Beira (que mais tarde ascenderia ao trono como Maria I de Portugal).

Confessor do paço, foi membro da Real Mesa Censória, vindo a ser nomeado Bispo de Penafiel (1770) e Arcebispo titular de Tessalónica (1778). Continuou, no entanto, a viver em Lisboa, onde exerceu o cargo de Inquisidor-Geral de Portugal (1787).

A morte do Arcebispo de Tessalônica, como confessor da Rainha, em 1788, foi citada como um dos muitos fatores contribuintes (junto com a morte de seu marido Pedro III de Portugal em 1786, de seu filho e herdeiro José, Príncipe do Brasil e filha Mariana Vitória de Bragança em 1788, e o início da Revolução Francesa em 1789) que levaram à deterioração mental da Rainha que forçou seu herdeiro aparente sobrevivente e eventual sucessor, o Príncipe João, a assumir o governo em seu nome como regente.

Referências

Ligações externas