Imane Khelif

Imane Khelif
Imane Khelif
Imane Khelif nos jogos Pan-Árabes em 2023
Boxe
Nome completo Imane Khelif
Categoria Meio-médio (-66 kg)[1]
Representante  Argélia
Nascimento 2 de maio de 1999 (26 anos)
Aïn Sidi Ali, Laghouat, Argélia
Nacionalidade argelina
Compleição Altura: 1,78
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Paris 2024 Peso meio-médio
Campeonatos Mundiais
Prata Istambul 2022 Peso super leve
Campeonato Africano
Ouro Maputo 2022 Peso super leve
Jogos do Mediterrâneo
Ouro Orã 2022 Peso super leve
Jogos Árabes
Ouro Argélia 2022 Peso meio-médio

Imane Khelif (em árabe: إيمان خليف, translit. ʾĪmān Khalīf; 2 de maio de 1999) é uma lutadora de boxe profissional argelina, campeã olímpica na categoria meio-médio feminino (até 66 kg) em Paris 2024.[2] Em 9 de agosto de 2024, conquistou a medalha de ouro após derrotar a chinesa Yang Liu por decisão unânime na final,[3] tornando-se a primeira mulher argelina, árabe e africana a conquistar o ouro olímpico no boxe feminino[3] e a primeira pugilista argelina a ganhar medalha olímpica desde 2000.[4]

Khelif fez sua estreia internacional no Campeonato Mundial de Boxe Feminino de 2018 e alcançou as quartas de final nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.[2] Após uma série de vitórias em competições regionais, conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de Boxe Feminino de 2022, tornando-se a primeira pugilista argelina a alcançar uma final mundial.[5] Em janeiro de 2024, foi nomeada embaixadora nacional da UNICEF na Argélia.[6]

Sua participação nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 gerou controvérsia internacional após sua desqualificação do Campeonato Mundial de Boxe Feminino de 2023 pela Associação Internacional de Boxe (IBA), que alegou que ela não cumpria critérios de elegibilidade não especificados.[7] O Comité Olímpico Internacional (COI) criticou a decisão da IBA como "súbita e arbitrária" e autorizou sua participação em Paris, reafirmando que ela cumpria todos os requisitos de elegibilidade.[8] Khelif foi registrada como mulher no nascimento, embora apresente o gene SRY[9], característica determinante para determinação do sexo e do desenvolvimento de características sexuais masculinas em seres humanos.

Primeiros anos

Imane Khelif nasceu em Aïn Sidi Ali, na Província de Laghouat, mas mudou-se com apenas dois meses de idade para Biban Mesbah, uma vila rural na comuna de Aïn Bouchekif, província de Tiaret, cerca de 280 quilômetros a sudoeste de Argel, onde cresceu.[10][11] Seu pai, Omar Khelif, um soldador de 49 anos, afirmou que ela demonstrou paixão pelo esporte desde os seis anos de idade.[12]

Khelif cresceu em uma comunidade conservadora onde o boxe feminino não era bem aceito. Inicialmente praticou futebol antes de migrar para o boxe, mas enfrentou resistência familiar.[13] Seu pai, Omar, inicialmente não aprovava sua participação no esporte porque "não concordava com boxe para meninas".[13] Em entrevista à UNICEF, Khelif revelou que seu pai teve dificuldade em aceitar sua escolha, mas posteriormente tornou-se seu maior apoiador.[10]

Para treinar, Khelif precisava percorrer cerca de dez quilômetros de ônibus entre sua vila e a cidade de Tiaret. Para custear as passagens, vendia sucata e metal reciclável, enquanto sua mãe vendia cuscuz preparado em casa.[12][14] Ela começou seus treinos no clube esportivo da Defesa Civil local em Tiaret.[10]

Carreira

2018–2021: início de carreira e estreia olímpica

Imane Khelif fez a sua estreia internacional no Campeonato Mundial de Boxe Feminino de 2018, realizado em Nova Deli, Índia, onde competiu na categoria até 60 kg (leve feminino). Foi eliminada na primeira rodada pela cazaque Karina Ibragimova, terminando em 17.º lugar.[15][16]

No Campeonato Mundial de Boxe Feminino de 2019, também em Nova Deli, novamente foi eliminada na primeira rodada, desta vez pela russa Natalia Shadrina na categoria até 60 kg, terminando em 33.º lugar.[6][17]

Em março de 2021, Khelif conquistou a medalha de ouro no Torneio Internacional de Boxe do Bósforo de Istambul, ao derrotar Anastasia Belyakova na final de peso-leve feminino (até 60 kg).[18][19]

Khelif representou a Argélia na categoria até 63 kg (leve feminino) nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020,[20] ficando em quinto lugar ao ser derrotada pela irlandesa Kellie Harrington, que posteriormente conquistou a medalha de ouro, nas quartas de final.[21][22][23][24]

2022: final do campeonato IBA e sucessos regionais

Em fevereiro de 2022, Khelif conquistou a medalha de ouro no Strandja Memorial Tournament após derrotar Nataliya Sychugova na final da prova feminina de até 63 kg (super leve).[25][26]

Khelif foi escolhida como porta-bandeira da Argélia no Campeonato Mundial Feminino de Boxe da IBA de 2022 em Istambul.[27] Neste torneio, na categoria até 63 kg, tornou-se a primeira boxeadora argelina a chegar à final após derrotar Chelsey Heijnen.[28] Foi derrotada na final por Amy Broadhurst e obteve então a medalha de prata.[29][30]

No mesmo ano, Khelif conquistou medalhas de ouro nos Jogos Pan-Arábicos de 2022, realizados na Argélia, na categoria até 66 kg (meio-médio feminino),[31] nos Jogos do Mediterrâneo de 2022, realizados em Orã, e no Campeonato Africano de Boxe Amador de 2022.[32][33]

2023: Desqualificação do Campeonato IBA

Em março de 2023, Khelif avançou até a final do Campeonato Mundial Feminino de Boxe da IBA em Nova Deli, onde enfrentaria a boxeadora chinesa Yang Liu pela medalha de ouro. No entanto, foi desqualificada poucas horas antes da luta final. A desqualificação ocorreu no contexto da alegação por parte da Associação Internacional de Boxe (IBA) de que Khelif tinha falhado testes de elegibilidade não especificados.[34]

Esta desqualificação deu-se três dias depois de Khelif derrotar Azalia Amineva, uma desportista russa até então invicta, o que restaurou o recorde de invencibilidade da lutadora russa.[35][34] Segundo o Comitê Olímpico Argelino, Khelif foi desqualificada por motivos médicos, mas também políticos, alegando uma conspiração para evitar que a Argélia vencesse uma medalha de ouro.[36] A medalha de bronze foi atribuída à boxeadora uzbeque Navbakhor Khamidova.[37]

Em 2023, o presidente do IBA, Umar Kremlev, disse que as desqualificações ocorreram porque os testes de DNA "provaram que elas tinham cromossomos XY".[38][39] O Washington Post declarou: "Ainda não está claro quais padrões Khelif e Lin Yu Ting falharam [em 2023] para levar às desqualificações," escrevendo ainda: "Nunca houve evidências de que [...] Khelif [...] tinha cromossomos XY ou níveis elevados de testosterona."[38] Os testes realizados (e respectivos resultados) não foram publicados pelo IBA, que afirmou que as "especificações permanecem confidenciais."[38][40][41]

Khelif disse que tinha sido excluída depois de lhe dizerem que tinha "características que significam que não posso participar em lutas com mulheres", mas declarou que fora vítima de uma "grande conspiração" em relação à desqualificação.[42] Ela inicialmente fez um apelo ao Tribunal Arbitral do Desporto, do qual depois desistiu.[43][24]

Em 31 de julho de 2024, relativamente à sua decisão de 2023, a IBA afirmou que Khelif e outras pessoas "não foram submetidas a um exame de testosterona, mas foram sujeitas a um outro teste reconhecido, cujos detalhes permanecem confidenciais", e que "foram consideradas como tendo vantagens sobre outras concorrentes femininas".[44]

No dia seguinte, o Comité Olímpico Internacional (COI) divulgou em resposta o seu próprio comunicado, onde afirmou que a decisão da IBA foi "repentina e arbitrária" e "sem qualquer processo devido". O comité fez ainda a seguinte declaração:

Jogos Árabes e profissionalização

Quatro meses após a desqualificação do Campeonato IBA, em julho de 2023, Khelif representou a Argélia nos Jogos Pan-Arábicos, onde conquistou a medalha de ouro na categoria meio-médio feminino (até 66 kg).[45]

Em novembro de 2023, ela anunciou a sua profissionalização.[46] A sua primeira luta enquanto profissional teve lugar no mesmo mês em Singapura.[47]

2024: Jogos Olímpicos de Verão e ouro olímpico

Em janeiro de 2024, Khelif tornou-se embaixadora nacional da UNICEF na Argélia.[6][43]

O estatuto olímpico da IBA foi revogado em junho de 2023,[16][48] devido a questões de governança e suspeita de corrupção no julgamento e arbitragem.[40][49] Por esse motivo, os eventos de boxe em Paris para os Jogos Olímpicos de Verão de 2024 foram geridos pela Unidade de Boxe de Paris 2024 do COI.[39][50]

Embora o COI não realize testes de sexo,[38] afirmou que todos os atletas que competem em Paris cumprem os regulamentos de elegibilidade e entrada da competição, e que Khelif "nasceu mulher, foi registada como mulher, vive a sua vida como mulher, luta boxe como mulher, e tem passaporte feminino."[16][51][24][52] O COI lembrou ainda que "As mulheres podem ter um nível de testosterona igual ao dos homens, embora ainda sejam mulheres."[41]

Campanha até a final

Qualificada em quinto lugar na prova feminina de até 66 kg,[54] Khelif derrotou a húngara Luca Hámori nos quartos de final, em 3 de agosto, garantindo dessa forma a medalha de bronze na prova, no mínimo.[55][56]

Nas semifinais, em 6 de agosto, derrotou a pugilista tailandesa Janjaem Suwannapheng por decisão unânime, garantindo ao menos a medalha de prata e avançando para a final olímpica.[57]

Final e conquista do ouro

Em 9 de agosto de 2024, Khelif enfrentou a chinesa Yang Liu, campeã mundial de 2023, na final da categoria até 66 kg. Khelif dominou os três rounds da luta e foi declarada vencedora por decisão unânime dos juízes, conquistando a medalha de ouro.[58][59]

Com esta conquista, Khelif tornou-se a primeira mulher argelina, árabe e africana a conquistar o ouro olímpico no boxe feminino, e a segunda desportista argelina a ganhar ouro nas olimpíadas de 2024, depois de Kaylia Nemour (que conquistou ouro em ginástica - barras paralelas assimétricas).[60][61][62] Khelif é a segunda pugilista argelina a conquistar ouro olímpico no boxe, após Hocine Soltani em Atlanta 1996.[63]

Após receber a medalha de ouro, Khelif declarou em conferência de imprensa: "Estou muito feliz. Durante oito anos, este foi o meu sonho e agora sou campeã olímpica e medalhista de ouro. [...] Sou uma mulher como qualquer outra. Nasci mulher e vivi como mulher. Esta medalha de ouro é a melhor resposta à feroz campanha contra mim."[7]

Luta da segunda eliminatória contra Angela Carini

Khelif e Carini estão no ringue de boxe na segunda eliminatória, a aguardar o anúncio da vencedora. Khelid levanta o punho triunfante, enquanto Carini olha para o chão.
Khelif e Carini no ringue de boxe durante seu segundo round nos Jogos Olímpicos de Verão de 2024

Como quinta cabeça-de-série na prova feminina até 66 kg, Khelif foi dispensada da primeira eliminatória.[64] Na segunda eliminatória, realizada no dia 1 de agosto, ela derrotou Angela Carini da Itália 46 segundos após o início da partida, quando Carini desistiu após receber dois socos, alegando fortes dores no nariz. Carini terá exclamado "Não é justo!" depois de um soco particularmente forte de Khelif. Por este motivo, Khelif foi alvo de reações online questionando o seu sexo.[16][24][65][66]

O Comitê Olímpico Argelino (COA) defendeu Khelif, descrevendo a reação como "ataque antiético e difamação." O COA afirmou que tomou as medidas necessárias para proteger Khelif e seu direito de competir nas Olimpíadas.[43][67]

No dia seguinte, Carini pediu desculpas a Khelif por meio do jornal italiano La Gazzetta dello Sport, afirmando: "Toda esta polémica deixa-me triste [...] peço desculpa à minha oponente [Imane Khelfi]. Se o Comité Olímpico Internacional (COI) disse que ela podia lutar, então respeito essa decisão."[24][68][69][70][71][72]

O pai de Khelif, em declaração à Sky Sports, declarou: "A minha filha é uma menina. Foi criada como uma menina. É uma menina forte. Eduquei-a para que trabalhasse e fosse corajosa."[21][73] O presidente do COI, Thomas Bach, defendeu a participação de Khelif e Lin Yu-Ting, dizendo: "Nunca houve qualquer dúvida sobre elas serem mulheres."[74]

Após as Olimpíadas

Após conquistar o ouro olímpico, Khelif participou de ensaio fotográfico para a edição árabe da revista Vogue, tornando-se capa da edição de novembro de 2024.[75] Na entrevista, Khelif descreveu a experiência olímpica como "muito difícil", afirmando: "Apesar de ganhar a medalha de ouro, aquele evento pareceu uma vida inteira. [...] Consegui superar tudo graças à minha fé em Deus, em mim mesma e no meu sonho. Sem esses desafios, nunca teria me tornado uma campeã."[75]

2025: Proibições e caso no Tribunal Arbitral do Esporte

Em maio de 2025, a World Boxing, federação emergente criada após o afastamento da IBA pelo COI, anunciou a implementação de testes genéticos obrigatórios baseados em PCR para todas as competidoras femininas.[76] Em junho de 2025, Khelif foi proibida de competir na Eindhoven Box Cup, na Holanda, sob as novas regulamentações.[77]

No dia 1 de junho de 2025, um membro do comitê de imprensa das Olimpíadas, Alan Abrahamson, publicou uma matéria no site 3 Wire Sports, na qual constava um exame de sangue supostamente realizado por Khelif num laboratório em Nova Deli, com legitimidade comprovada pela ISO, organização internacional de padronização. No exame, foi constatado que Khelif possui um cariótipo masculino normal (cromossomos XY).[78]

Em 5 de agosto de 2025, Khelif registrou apelação no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) contra sua desqualificação do Campeonato Mundial de 2023 pela IBA.[79] O CAS rejeitou seu pedido de suspensão temporária da proibição, o que impediu Khelif de competir no Campeonato Mundial de 2025, realizado em Liverpool em setembro.[80]

Em fevereiro de 2026, a audiência ainda não havia sido agendada, com trocas de documentos em andamento entre as partes.[81] O caso permanece confidencial durante o processo judicial.[81] Khelif revelou em entrevista que havia enviado toda sua documentação médica à World Boxing, mas não recebeu resposta da organização.[9]

2026: Entrevista exclusiva e revelações

Em 4 de fevereiro de 2026, Khelif concedeu entrevista exclusiva ao jornal francês L'Équipe e à CNN, revelando pela primeira vez detalhes sobre sua condição médica e os eventos que a levaram à medalha de ouro em Paris 2024.[9][82]

Khelif confirmou possuir o gene SRY associado ao cromossomo Y, afirmando: "Sim, é natural. Não escolhi isso. É como sou."[9] Ela revelou que, antes da qualificação olímpica em Dacar, Senegal, em fevereiro de 2024, submeteu-se a tratamento hormonal para reduzir seus níveis de testosterona a zero, permitindo sua participação nos Jogos de Paris.[9] "Foi necessário para competir sob as regras do COI. Fiz o que tinha que fazer", declarou.[9]

Respondendo diretamente às declarações do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que em janeiro de 2026 havia voltado a mencioná-la incorretamente em discurso republicano ao assinar uma ordem executiva intitulada "Keeping Men Out of Women's Sports",[83] Khelif afirmou: "Não sou trans. Sou uma menina. Sempre fui uma menina. Trump não me conhece, nunca me viu. Por que fala sobre mim?"[82] Ela também expressou disposição para realizar testes para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, afirmando: "Se for necessário para competir, farei. Meu sonho é defender o título olímpico e ser a primeira pessoa na história argelina a fazer isso."[82]

Khelif revelou ainda que ela, sua mãe e sua irmã consultaram psicólogos por mais de um ano após Paris 2024 devido ao impacto emocional da controvérsia e dos ataques públicos.[9] "Foi muito difícil para minha família. Minha mãe chorava todos os dias vendo as notícias", relatou.[9]

A boxeadora também informou que está aguardando licença profissional de boxe na França, onde treina regularmente em um ginásio parisiense onde é recebida como campeã olímpica.[9]

Ver também

Ligações externas

Referências

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