Ilha dos Lobos

Ilha dos Lobos
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Geografia física
País  Brasil
Localização Oceano Atlântico, a 2,7 km da cidade de Torres, Rio Grande do Sul[1]
Altitude média m
Área 0,0036[1]  km²
Geografia humana
População Não há

Vista parcial da ilhota e da cidade de Torres, ao fundo.
Parque da Guarita com a Ilha dos Lobos em primeiro plano.

A Ilha dos Lobos, cujo nome original é Recife das Torres,[1] é uma ilhota brasileira localizada no estado do Rio Grande do Sul. Única ilha costeira desse estado, está a 2,7 km de distância do município de Torres, no litoral norte gaúcho, ao qual pertence.[1]

Características

A ilhota é basicamente um grande rochedo de formação vulcânica desprovido de vegetação e isolado por canais (reentrâncias) mais ou menos estreitos e fundos entre as rochas, dos quais as águas entram e saem.[1]

Sua superfície é de 3,600 m² (0,0036 km²), medindo 120 m de extensão por 30 m de largura.[1] A profundidade das águas do seu entorno pode chegar a 20 m, tendo em média de 8 a 12 m.[1]

Tal formação é datada de aproximadamente 150 milhões de anos, quando o grande continente Gondwana se fragmentava para dar origem ao que hoje conhecemos como continente africano e sul-americano.[carece de fontes?]

Fauna

A área recebe visitas sazonais de lobos-marinhos e leões-marinhos durante a primavera e inverno, os quais são provenientes de colônias desses animais na Patagônia.[1]

Diversas espécies de animais e aves ameaçados ou não de extinção também frequentam o rochedo e seu entorno, entre as quais focas, tartarugas-marinhas, pinguins e baleias-franca-austral.[1]

Status de conservação

Essa ilhota rochosa e 500 m de seu entorno marinho constituem uma unidade de conservação federal desde o ano de 1983, mas foi um decreto de 4 de julho de 2005 que a reconheceu como Refúgio da Vida Silvestre da Ilha dos Lobos.[1][2] Portanto, a Ilha dos Lobos não é a menor unidade de conservação do Brasil, como anteriormente se afirmava, já que não só a superfície da ilhota, mas também seu entorno, fazem parte de sua área total.

A pesca é terminantemente proibida no local[2] e a prática do surfe junto à ilha está em fase de estudo pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).[3]

Citações históricas

Há citações históricas da presença de lobos e leões-marinhos desde 1797.[4] Na década de 1960, o navio Avaí se chocou contra os rochedos de Lobos e seus destroços permaneceram no local durante 25 anos,[4] embora haja dois outros naufrágios registrados (o primeiro em 1680), nenhum com mortes.[5]

Referências

  1. a b c d e f g h i j Roberto Venturella (2006). A história do farol de Torres. [S.l.]: Age Editora, Porto Alegre 
  2. a b Albano, Backes (2012). «Áreas protegidas no estado do Rio Grande do Sul: o esforço para a conservação» (PDF). Pesquisas Botânicas, v. 63, p. 225-355. Consultado em 28 de dezembro de 2018.
  3. «Refúgio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos». ICMBio. Consultado em 29 de janeiro de 2021 
  4. a b Ruy Ruben Ruschel, Albert G. Ely (2004). Torres tem história. [S.l.]: Ed. Est, Porto Alegre, 2004 
  5. Nelson Adams Filho (2014). História de Torres, Jornal Diário Gazeta Outubro (comemorativa) ed. [S.l.]: Gráf. São José