Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Serro)
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
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| Tipo | igreja |
| Geografia | |
| Coordenadas | |
| Localização | Serro - Brasil |
| Patrimônio | Património de Influência Portuguesa (base de dados), bem tombado pelo IPHAN |
A Igreja de Nossa Senhora do Carmo no município de Serro, Minas Gerais, foi construída pela Ordem Terceira do Carmo, estabelecida primeiro como irmandade na antiga Vila do Príncipe com alguns Carmelitas Terceiros professos na Ordem Terceira do Carmo de Diamantina, autorizados por provisão episcopal do Bispo de Mariana, D. Frei Manuel da Cruz, exarada em 20 de maio de 1761.[1]
As suas obras foram executadas de 1767 a 1781. Em 1780 se trabalhava na fachada, com a edificação das torres, ajustada com o mestre José da Silva Ribeiro. No frontispício, uma tarja talhada em madeira policromada representa a figura de N. S. do Carmo entregando os escapulários a São Simão Stock.
Os altares são de estilo rococó, representativo dos fins do século XVIII. Destaque para a pintura do forro da capela-mor (Virgem do Carmo e S. Simão Stock), cujo autor, desconhecido, teria sido um discípulo de Manuel da Costa Ataíde, pois pretendeu uma espécie de adaptação simplificada da pintura do teto da capela-mor da matriz de Santo Antônio, em Santa Bárbara, executada pelo Mestre (alguns a atribuem a Silvestre de Almeida Lopes).
A porta dianteira original da igreja foi vendida a um negociante de antiguidades, antes de 1941. O naturalista francês Auguste de Saint Hilaire, em visita ao templo em princípios do século XIX, achou-o “lindo e bem arejado”, e com uma ornamentação superior à de muitas igrejas da França.
O terraço onde se assenta a igreja é sustentado por enormes muros de pedras, hoje cobertos por uma linda vegetação, e o acesso principal se dá por uma escada fronteiriça, em forma de cálice.
Construída em madeira e barro,[2] foi tombada pelo IPHAN em 24 de novembro de 1949.[3] Juntamente com a Praça João Pinheiro (antigo Largo da Cavalhada), a Igreja de Santa Rita, belas casas e palmeiras imperiais, forma o conjunto arquitetônico mais expressivo da cidade.
Referências
- ↑ ROCHA, José Joaquim (1995). Geografia Histórica da Capitania de Minas Gerais. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro. p. 132
- ↑ «Igreja de Nossa Senhora do Carmo». Consultado em 17 de julho de 2019. Arquivado do original em 10 de abril de 2009
- ↑ «Igreja de Nossa Senhora do Carmo». Consultado em 17 de julho de 2019
