Igreja autocéfala
Igreja Ortodoxa Autocéfala, ou Igreja Autocefalia,[1] é uma instituição com uma autonomia considerável em relação ao Papa, responsável por um território como a nível nacional, tendo o direito de resolver todos os problemas internos sem solicitar autorização externa, como por exemplo remover seu clero: bispos, arcebispo, patriarca ou metropolita.
Apesar da certa independência, deve manter a comunhão canônica e sacramental com as outras igrejas.
Histórico
Aqui está o texto reformulado, corrigido e historicamente preciso:
Em 1054 ocorreu o Cisma do Oriente, marco da separação entre a Igreja Católica Romana e as Igrejas do Oriente (que passaram a ser conhecidas como Igrejas Ortodoxas). A divisão resultou de um longo processo envolvendo tensões políticas, culturais e religiosas entre o Oriente bizantino e o Ocidente latino.
Antes da ruptura, a Igreja possuía duas grandes sedes de autoridade: Roma, sob a liderança do Papa, e Constantinopla, sob o Patriarca Ecumênico, considerado “primus inter pares” (latim para “primeiro entre os iguais”) entre os bispos do Oriente.
As divergências principais envolveram questões como a supremacia papal, disputas de jurisdição, diferenças litúrgicas e a controvérsia teológica do Filioque (a adição de “e do Filho” ao Credo por parte do Ocidente sem aprovação conciliar). Esse conjunto de fatores acabou levando à separação formal entre as duas tradições cristãs.
Referências
- ↑ «O maior cisma desde 1054: entenda a nova ruptura na Igreja Ortodoxa». Gazeta do Povo. Consultado em 15 de março de 2021