Igreja Unida da Zâmbia

Igreja Unida da Zâmbia
Classificação Protestante
Orientação Igreja Unida (Calvinista e Metodista)
Política Presbiteriana
Associações Conselho Mundial das Igrejas[1], Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas[2] e Concílio Metodista Mundial[3]
Área geográfica Zâmbia
Origem 16 de janeiro de 1965 (61 anos)
União de Missões da Igreja da Escócia, a Sociedade Missionária Metodista e a Sociedade Missionária de Londres
Congregações 1060 (2006)[1]
Membros 4.000.000 (2024)[4]
Site oficial uczsynod.org

A Igreja Unida da Zâmbia (em inglês: United Church of Zambia) é uma denominação denominação protestante unida na Zâmbia, fundada em 1967 como uma fusão de várias denominações resultados de missões da Igreja da Escócia, a Sociedade Missionária Metodista e a Sociedade Missionária de Londres.[5][6]

A IUZ é a maior denominação protestante do país e a segunda maior denominação cristã, depois da Igreja Católica Romana.[7]

História

A Igreja Unida da Zâmbia, deve seu início ao trabalho da Sociedade Missionária de Londres, da Missão da Igreja da Escócia, da Igreja da União do Cinturão de Cobre e das Igrejas Livres do Cinturão de Cobre.

No Cinturão de cobre da África Central, a mineração começou no início da década de 1920. Cristãos de várias áreas foram trabalhar nas cidades mineiras e o culto interdenominacional começou nas áreas habitacionais africanas e europeias. Ajudados pelo fato de já estarem cooperando em educação e bem-estar, a Igreja da Escócia, a Sociedade Missionária Metodista e a Sociedade Missionária de Londres se uniram em áreas africanas para formar a Igreja da União do Cinturão de Cobre (IUCC).

Pouco depois disso, as congregações das áreas europeias se reuniram como Igrejas Livres do Cinturão de Cobre (ILCC). Em 1945, o a IUCC e ILCC se uniram para formar a Igreja da África Central na Rodésia (IACR). Em 1958, ocorreu o ato de união.

Em 1965, a IACR se uniu à Igreja Metodista e à Igreja de Barotselândia para formar a atual Igreja Unida da Zâmbia.[1][6]

Em 2004 foi estimado que a denominação tinha 1060 igrejas e 3 milhões de membros.[1]

Em 2024, foi relatado que a denominação tinha 4 milhões de membros.[4]

Em 2020, em pesquisa do Afrobarômetro, foi relatado que 13% da população da Zâmbia se identificava como membro da Igreja Unida da Zâmbia. Isso correspondia a cerca de 2.477.721 pessoas naquele ano. 14,8% da população se descreveu como "cristão" sem especificar a denominação.[8][9]

Doutrina

A denominação subscreve o Credo dos Apóstolos e o Credo Niceno.[6]

A denominação sofreu forte influência do Pentecostalismo desde a década de 1990 e permite a ordenação de mulheres.[7]

Referências

  1. a b c d «Igreja Unida da Zâmbia». Conselho Mundial das Igrejas. Consultado em 7 de junho de 2021 
  2. «Concílio Mundial das Igrejas: Membros». Consultado em 8 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2015 
  3. «Estatísticas do Concílio Metodista Mundial». Consultado em 8 de julho de 2020 
  4. a b «CWM visita a Igreja Unida da Zâmbia e elogia forte perspectiva missionária». 15 de agosto de 2024. Consultado em 22 de maio de 2025. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2024 
  5. Jonathan Kangwa (26 de abril de 2016). «Pentecostalização das Igrejas Tradicionais na África: O Caso da Igreja Unida da Zâmbia». Consultado em 2 de agosto de 2022 
  6. a b c «Igreja Unida da Zâmbia». 8 de fevereiro de 2006. Consultado em 2 de agosto de 2022 
  7. a b Peggy Shepherd-Kabonde (2014). «Ordenação de mulheres: parceria, práxis e experiência da Igreja Unida da Zâmbia» (PDF). Consultado em 2 de agosto de 2022 
  8. «Afrobarometer Survey 2022: Zambia». Afrobarômetro. p. 190. Consultado em 7 de novembro de 2025 
  9. «População da Zâmbia por ano». Consultado em 7 de novembro de 2025